terça-feira, 24 de agosto de 2010

Vítimas de maus tratos com apoio judiciário grátis

Serviços judiciais definidos há um ano entram só agora em vigor
As vítimas de violência doméstica vão passar a ter serviços gratuitos de um advogado, caso o escolham, disponibilizado pela Or-dem dos Advogados.
Na prática, o que a lei vai permitir, a partir do dia 1 de Setembro, é que as vítimas de maus tratos possam ter um advogado oficioso para acompanhamento no interrogatório, depois de aberto um inquérito-crime, e para uma defesa ao longo de todo o processo, incluindo o julgamento.
Uma medida que já estava prevista na lei de Setembro de 2009 - que alterou alguns pontos da lei penal de 2007 relativos a maus tratos -, mas que só agora vai entrar em vigor. "Tivemos de acertar uns pontos nessa lei", explica fonte do Ministério da Justiça ao DN.
Porém, esta iniciativa não está a ser bem recebida pela APAV. "Isto é uma discriminação positiva", defende Frederico Marques, da associação de apoio à vítima. "Então se dá para as vítimas de violência doméstica, porque não para as vítimas de todos os crimes violentos?", questiona a mesma fonte. "É como a questão das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde das quais as vítimas de violência doméstica estão isentas. Porque não também vítimas de outro tipo de crime", questiona.
Frederico Marques entende que "esta medida pouco acrescenta face ao regime de apoio judiciário", explica o representante da associação, "porque estes advogados oficiosos só estarão com certeza disponíveis para casos em que os rendimentos das vítimas o justifiquem", sublinha. E acrescenta: "Além de que o apoio que a APAV dá já prevê o aconselhamento jurídico."
Também a Comissão para para a Igualdade de Género (CIG) já disponibiliza um serviço nesse sentido. "Temos uma linha de apoio a vítimas deste tipo de crimes já há muitos anos", explica ao DN Paula Brito, do organismo dependente da presidência do Conselho de Ministros. "Mas neste caso estamos mesmo a falar de advogados oficiosos para todo o processo, fornecidos pela Ordem dos Advogados", explica a mesma fonte.
Em 2009, só a APAV recebeu 6682 denúncias de maus tratos domésticos. Sendo que a maioria dos casos é relativa a companheiros e cônjuges como agressores.
Este ano já houve 23 mortes por maus tratos. Porém, apenas no- ve das 50 pulseiras electrónicas prometidas pelo Ministério da Justiça para estes agressores estão a ser utilizadas, no programa lançado pela Comissão para a Igualdade de Género, para o Porto e Coimbra.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Empresas “pouco” preocupadas com igualdade de género

Projecto “Acentuar” aponta medidas para a paridade entre homens e mulheres
As Pequenas e Médias Empresas (PME) do distrito de Bragança ainda estão “pouco sensibilizadas” para a questão da igualdade de género. Esta foi uma das conclusões retiradas de um estudo de diagnóstico realizado no âmbito do Projecto “Acentuar”, que visa a elaboração de planos para alcançar a paridade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Apesar disso, a secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, realçou a “boa articulação” entre instituições na “promoção” desta valência. Inserido no Programa Operacional Potencial Humano, o “Acentuar” começou por ser elaborado em Bragança, mas a amplitude geográfica poderá ser estendida, a curto prazo, a toda a região transmontana, dado que é uma iniciativa promovida pela Federação das Associações Empresariais de Trás-os-Montes e Alto Douro (FAET). Nesta fase, o estudo foi realizado junto de PME do distrito, para que sirva de “indicador de referência” para o projecto. Em Agosto, depois de realizado o diagnóstico, decorrerão as acções a implementar, estendendo-se até ao final do ano, que vão desde acções de sensibilização e de formação, distribuição de material informativo, até acções de inovação no trabalho, esperando-se “abranger 140 destinatários directos”. “Há um longo caminho a percorrer, mas é um caminho que já está a ser efectuado. Hoje já temos instrumentos que nos ajudam a ultrapassar esses obstáculos”, justificou Elza Pais. Para a secretária de Estado, impulsionar a “igualdade é estimular o desenvolvimento de uma região”, pelo que estes planos manifestam uma “proposta de um novo modelo social de organização”. Neste âmbito, e após o diagnóstico realizado a várias entidades, o “Acentuar” vai facilitar a introdução de novas medidas que “ajudem” as famílias a usufruir de uma “proximidade entre a vida pessoal e profissional”. “Estes projectos vão seguramente ajudar-nos a reorganizar o nosso modelo social e económico”, sustentou a responsável. Elza Pais referiu ainda que é “necessário quebrar barreiras e estereótipos”, para que a “conciliação e a representação equilibrada em todos os níveis hierárquicos empresariais saiam reforçados”. Estabelecendo um comparativo com outros distritos, a secretária de Estado mostrou-se “surpreendida” com a “eficiência” do trabalho entre as diferentes redes. “Bragança é um distrito onde as pessoas se conhecem. Quando isso acontece, a proximidade é mais forte e, por isso, os projectos acabam por se fazer de uma forma muito mais fácil e agilizada.” Num investimento que ronda os 42 milhões de euros a nível nacional, a igualdade de género tem, em Bragança, um valor que ultrapassa um milhão de euros, estando o projecto “Acentuar” orçado em cem mil euros, suportado, na totalidade, pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional. Para o presidente da FAET, Jorge Morais, a reduzida sensibilidade dos empresários assenta no “envelhecido tecido empresarial”. “O empreendedorismo é uma nova estratégia e, por isso, temos de apostar nas novas gerações. Estas já estão mais direccionadas para estas questões”, frisou, apontando o “caminho da partilha” para o “desenvolvimento da região”.
Fonte: http://www.mdb.pt/noticia/3076

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Saúde em Português sensibiliza para a igualdade de género


A violência doméstica é apenas um dos sinais. Todos os anos, há mulheres que morrem devido a actos de violência praticados pelos companheiros. Mas o reverso da medalha não acontece. “Não há homens que sejam vítimas mortais de crimes de violência doméstica”, disse ontem Fernando Gomes, coordenador do projecto O Outro Sexo.
Ainda que de forma sub-reptícia, este é um dos sinais do “poder” no masculino. Um poder que está ainda muito enraizado na cultura portuguesa, nas suas mais variadas formas. O projecto, promovido pela Saúde em Português, trouxe a lume, durante mais de um ano, questões ligadas à igualdade do género. Através da sensibilização e da informação, o que se pretendeu foi contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e respeitadora dos direitos humanos e contribuir para a erradicação de comportamentos discriminatórios.
“Há preconceitos que vão passando de uma forma que ninguém se apercebe”. Os exemplos são muitos. “Para a mulher, a margem de erro, de falha ou de tolerância é sempre menor”, lembrou Lurdes Castanheira, presidente da Câmara Municipal de Góis, ela própria exemplo de que uma mulher é capaz de desempenhar tão bem como um homem – ou melhor – funções governativas.
“Em Góis, apesar de ser um concelho do interior, o sinal do eleitorado [ao ter escolhido uma mulher] é um sinal moderno. Porque – continuou – é um território onde predomina o poder patriarcal, onde o poder masculino impera”. No entanto,– confessa – “ainda é um constrangimento uma mulher visitar uma obra”.
A discriminação tem várias “roupagens”: se são as mulheres que frequentam, maioritariamente, o ensino superior, porque não conseguem aceder a lugares de chefia no mercado de trabalho? Do lado masculino, porque não existe ainda uma medicina do género direccionada para o homem?
Como salientou Fernando Gomes, a igualdade de oportunidades “é um problema” e em muito devido a questões culturais. Apesar de tudo, os responsáveis pelo projecto acreditam que – ao contrário do que relatavam as histórias de fadas que nos contaram na infância – “um dia será a princesa a salvar o cavaleiro”.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Direito à licença chega às trabalhadoras independentes

As trabalhadoras independentes estão desde hoje abrangidas pelo direito à licença de maternidade, graças a uma directiva europeia.
A directiva que hoje entra em vigor foi aprovada pelo Parlamento Europeu no dia 18 de Maio e adoptada pelos Estados-Membros a 7 de Junho, que têm dois anos para transpor para a legislação nacional.
As trabalhadoras independentes terão direito a uma prestação por maternidade e a uma licença de 14 semanas, no mínimo, se assim o desejarem.
Segundo a Comissão Europeia, as novas regras visam promover o empreendedorismo em geral e o das mulheres em particular, uma vez que há disparidades neste domínio, já que só 30 por cento dos empresários na Europa são mulheres.
A disposição em matéria de protecção social para os cônjuges auxiliares e os parceiros de facto (reconhecidos enquanto tal na legislação nacional) prevê o direito a cobertura de segurança social (designadamente pensões) em termos idênticos aos dos trabalhadores independentes.
Os Estados-Membros da UE têm agora de transpor a directiva para o direito nacional, dispondo para tal de um prazo de dois anos.
Segundo dados de Bruxelas, 16 por cento da população activa da UE são trabalhadores independentes e, destes, cerca de 11% dependem da colaboração dos respectivos cônjuges ou parceiros que com eles trabalham numa base informal em pequenas empresas familiares, tais como explorações agrícolas ou consultórios médicos nas pequenas localidades.
"A nova lei europeia garante plena igualdade entre homens e mulheres na vida profissional, promovendo o empreendedorismo feminino e permitindo que as mulheres que trabalham por conta própria beneficiem de uma melhor protecção em termos de segurança social", disse a comissária europeia para a Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania Viviane Reding.
Viviane Reding apelou aos "Estados-Membros para que implementem rapidamente a directiva, a fim de que os cidadãos possam dela beneficiar na sua vida quotidiana".
Fonte:http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8438314542660551450

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Info SER MÃE

Info SER MÃE O que é?

Acreditamos que é possível criar uma sociedade mais justa e solidária se investirmos nas nossas crianças, começando mesmo antes de elas nascerem, e lhes proporcionarmos um ambiente de conforto, segurança e muito amor.

O fio condutor das iniciativas que propomos e dinamizamos visa essencialmente a criação de ambientes favoráveis para os nossos núcleos familiares. Sabendo que não há soluções mágicas, acreditamos que todos temos capacidades e potencialidades mas que é necessário (re)descobri-las e desenvolvê-las. Este é um espaço para esse efeito. Um espaço de partilha de informação e de experiências, que respeitando a diversidade e também a individualidade de cada um, promove as condições necessárias para uma tomada de decisões de forma consciente e autónoma nas diferentes áreas que nos propomos tratar.

Investir nas nossas crianças, começando mesmo antes de elas nascerem, e proporcionar-lhes um ambiente de conforto, segurança e muito amor é a nossa proposta. No Ser Mãe colocamos à disposição serviços relacionados com a gravidez, o nascimento/parto, a maternidade/paternidade, a saúde, entre outros. Queremos contribuir para a tomada de decisões conscientes e informadas.

Fonte e mais informações em: http://www.infosermae.pt/index.html

quinta-feira, 29 de julho de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ajuda a vítimas de violência doméstica estará disponível em breve

Em breve irá estar disponível em todo o País um dispositivo de auxílio às vítimas de violência doméstica, segundo informou esta terça-feira, a secretária de Estado Elza Pais.
O protocolo será desenvolvido em colaboração com a Cruz Vermelha e permite, através de um pager, com um funcionamento semelhante à tele-assistência para idosos, alertar as forças policiais.

Depois de analisada a situação por um magistrado, as vítimas recebem um dispositivo que apenas necessita de carregar no botão, caso sejam alvo de violência e uma equipa de socorro é enviada imediatamente para o local.

Elza Pais, secretária de Estado para a Igualdade, revelou, segundo a agência Lusa, que "mesmo não estando numa situação tão dramática, a vítima pode sempre utilizar o aparelho para falar com alguém que do outro lado lhe dará conselhos".
Outras das medidas que estão a ser testadas são a vigilância electrónica e programas de tratamento para agressores.

Governo dispõe 800 mil euros para programas de igualdade no distrito de Braga

O distrito de Braga conta com 800 mil euros para sete projectos destinados a promover a igualdade entre géneros.
Isso mesmo realçou a secretária de Estado Elza Pais, ontem, em Soutelo, Vila Verde.
A governante,que tutela a pasta da Igualdade, falava no seminário ‘Promover para a Igualdade/Medidas de conciliação na vida pessoal e profissional’, enalteceu a presença, na mesa de uma engenheira ligada a uma actividade tradicionalmente masculina, a construção.Lembrando que em anterior visita a Vila Verde tinha sido “nomeada secretária de Estado do Amor”, Elza Pais realçou que a afirmação da masculinidade também é possível na prestação de cuidados de saúde ou em lares da terceira idade.Acentuando o tom da “mudança de valores”, a governante lembrou medidas que o executivo tem vindo a colocar em prática visando a igualdade, designadamente a licença parental que mães e pais podem partilhar, repartindo esforços e disponibilidade “sem perda de prestação social”.
O Pares — Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais — é uma área onde preconizou a inserção da actividade masculina, em paralelo com a introdução da mulher em áreas nas quais é tradicional o homem.
A secretária de Estado anunciou que em Setembro vão ser postas em prática medidas para a igualdade em metade dos ministérios que compõem o governo.A intervenção da governante culminou um seminário da Adere-Minho, Associação para o Desenvolvimento Regional do Minho, cujo presidente Abílio Vilaça, também interveio, assim como o presidente da Câmara de Vila verde, António Vilela.
Fonte: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=32447

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Homens continuam a matar as mulheres. Porquê?

Foi uma semana sangrenta. Três mulheres foram assassinadas pelos seus companheiros ou já ex-companheiros. Morreram com tiros disparados e com facas cravadas por homens que um dia amaram.
Duas das vítimas tinham já reunido coragem para apresentar queixa à Polícia. O filho de outra das vítimas foi quem foi à esquadra pela mãe. São casos sinalizados junto das autoridades e, ainda assim, com final trágico. Porquê?
Investigadores do fenómeno da violência doméstica apontam vários factores de risco. Terá a crise financeira relação com as agressões? Terão as mulheres cedido, por amor, a mais um pedido de perdão sem saber que, desta vez, o amor vinha com uma arma carregada e pronta a disparar? Poderá uma mulher escapar a uma educação que a prepara para casar e nunca para o cultivo da sua autonomia? Será possível a uma mulher - pobre ou rica, empregada de mesa ou directora de uma empresa - escapar à teia que, ao longo de anos, o homem construiu, isolando-a de amigos, castrando a forma de vestir, simulando ciúme, diminuindo, ardilosamente, a sua auto-estima?
Os estudos indicam que mulheres de personalidade dependente ou com histórico de maus tratos integram, habitualmente, o perfil da vítima. Mas a verdade é que qualquer mulher pode ver-se presa num casulo de manipulação sedutora, independentemente da sua condição socio-económica, e descobrir que, para escapar, a sua vida fica em perigo.
Em 2009, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) ultrapassou os dez mil processos de apoio, mais 1,3% face a 2008. Foram registados 17.628 crimes, repartidos por cinco diferentes categorias criminais. Mais de seis mil mulheres foram vítimas de crime. Cerca de 127 por semana. Quase 18 por dia. Porquê?
Mulheres de classe social mais alta em desvantagem
Ana, Laura, Linda e Sara são nomes reais de mulheres assassinadas, no ano passado, por homens com quem tiveram uma relação amorosa. À medida que investigam o fenómeno, organizações movem-se no terreno para evitar que as Anas e as Saras que conhecemos não terminem numa chocante folha de papel como vítimas mortais de violência doméstica. Para que não terminem como a dor imparável no coração de um filho, de um irmão, de um pai.
"Sinto que os efeitos da crise económica e financeira também se estão a reflectir no aumento do fenómeno da violência contra as mulheres", declarou, esta semana, o deputado social-democrata Mendes Bota, à Lusa. O coordenador da campanha contra a violência doméstica da Assembleia da República defende que "a mulher é o elo mais fraco" para descarregar as "frustrações do desemprego, da falta de bens essenciais em casa e na família". Nesse sentido, Mendes Bota, que também preside à Comissão para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens do Conselho Europeu, apela às autoridades para estarem atentas este tipo de crimes.
Há mais queixas, com ou sem crise
Na perspectiva de Maria Rodrigues Vacas, da APAV, "não se pode estabelecer uma correlação entre a crise social e financeira e a violência doméstica". É possível, isso sim, reconhecer factores de risco que se aplicam a determinadas pessoas, mas não a outras.
Há agressões desencadeadas pela instabilidade económica, pela perda de qualidade de vida. Mas há violência motivada por um historial de maus tratos, por consumo de substâncias, por famílias destruídas, entre outros factores de risco.
No mesmo sentido, a investigadora da Universidade do Porto Maria José Magalhães declara que "tudo indica que não há relação entre a crise e a violência doméstica" e aponta diversos motivos para sustentar a sua afirmação. No que diz respeito às taxas de queixas apresentadas à polícia pelas vítimas, a docente explica que tem sido verificada uma progressão anual entre 10% e 11%, "independentemente da crise ou não".
O fenómeno do aumento de queixas encontra explicação no "aumento das campanhas de prevenção, das respostas sociais às mulheres e dos mecanismos de bloqueio do agressor, defende Maria José Magalhães, também directora da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).
Aliás, estando a investigar este tipo particular de violência desde a década de 80 e recorrendo a estudos feitos a partir dos anos 60, a autora do livro Gostar de mim, gostar de ti - aprender a prevenir a violência de género recorda que, "antigamente, a mulher que era agredida pelo marido ia ao psiquiatra. Depois o médico chamava o agressor e tentava uma reconciliação". Hoje, não funciona assim.
A realidade mudou e a lei, que tornou o fenómeno num crime público, também. "A actual é boa, mas falta ainda regulamentar muitos aspectos", defende, por sua vez, a técnica da APAV. O apoio ao arrendamento dado às vítimas, por exemplo, "não é claro, porque, na prática, não se sabe quem o dá". E quanto às medidas de afastamento dos agressores, "ainda não há grande aplicabilidade".
A investigadora da Universidade do Porto lembra o caso de uma mulher, assassinada pelo marido no final do ano passado. "Ela apresentou queixa à PSP que, por sua vez, a acompanhou ao Ministério Público para exigir o afastamento do agressor. Mas a Procuradora entendeu que não havia grande perigo e não emitiu a ordem, acabando até por desautorizar a Polícia. Essa mulher morreu pouco tempo depois". Tinha 34 anos.
Advogados caros e detectives privados
Para Maria José Magalhães, associar a crise à violência doméstica, mais do que incorrecto, é "perigoso: desprotege as mulheres mais pobres e considera que as vítimas de violência de classes socio-económicas mais favorecidas só podem ser masoquistas".
A docente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação alerta para o facto de muitas das vítimas serem empresárias, advogadas, médicas, professoras, catedráticas e defende que a condição social mais elevada não constitui uma vantagem nestes casos.
Pelo contrário: "Sentem mais vergonha, maior incompreensão social. Normalmente são casadas com homens, também financeiramente favorecidos, que pagam um advogado a peso de ouro e são absolvidos em tribunal. Encontram-nas em qualquer lugar, porque contratam um detective privado".
Quando as mulheres são forçadas a recomeçar uma nova vida, noutro lugar, com outra identidade, também as vítimas mais favorecidas socialmente são as que mais obstáculos encontram, segundo a mesma fonte. Note-se, por exemplo, o caso de uma docente universitária catedrática que construiu a sua carreira com base em artigos publicados: "Ao mudar de identidade, a carreira acaba. Já a uma mulher, cuja profissão seja a de empregada doméstica, este problema não se coloca".
O mito da culpa da mulher ainda existe
Segundo a directora da UMAR portuguesa, outro dos perigos da associação da crise a este tipo de violência é o facto de contribuir para "manter o mito de que a mulher é responsável pelo crime". Além disso, a investigadora sublinha que, de 2008 para o ano passado, morreram menos 17 mulheres nas mãos dos companheiros "e a crise não diminuiu de um ano para o outro". Segundo o Observatório das Mulheres Assassinadas da UMAR, em 2008, registaram-se 46 vítimas. Morreram 29, no ano transacto.
"Estamos a melhorar", diz, apesar da semana sangrenta que passou, com três mulheres mortas a tiro e à facada. "Hoje temos a sensação de haver mais homicídios, porque há mais atenção dos média para estes casos e há mais campanhas de prevenção. Na realidade, há menos homicídios".
Maria José Magalhães acredita ainda que os números estão abaixo dos reais, porque "há famílias que não querem ver as suas vítimas nesta estatística". Um cruel pedaço de papel com nomes que nos rodeiam todos os dias.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Peça de teatro "Lembras-te, Madalena?"

No âmbito deste projecto e no desenvolvimento da encenação da peça de Teatro "Lembras-te, Madalena?" criou-se um grupo no Facebook.

Link: http://www.facebook.com/#!/group.php?gid=140484095964443
Encontra-se acessivel ao público em geral.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

“A Promoção da Igualdade de Género nas Organizações” em discussão em Castro Verde

A Esdime – Agência para o Desenvolvimento Local no Alentejo Sudoeste realiza hoje o Seminário “A Promoção da Igualdade de Género nas Organizações”, subordinado à temática dos Planos de Igualdade Profissional, no Fórum Municipal de Castro Verde. De acordo com a Esdime o seminário “constituirá uma oportunidade para conhecer algumas experiências desenvolvidas neste domínio por diferentes entidades (ONG – Organização Não Governamental - e autarquias) e para apresentar o Plano de Igualdade da Esdime” construído no âmbito do projecto “Entre nós Iguais” financiado pelo Programa Operacional do Potencial Humano/Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (POPH/CIG).O município do Montijo, o Espaço T, a Surt e a Animar – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local são as instituições que vão partilhar as suas experiências ao longo deste seminário. “Experiências diferentes com diferentes actores mas que esperam que sejam úteis para quem estiver presente” refere David Marques, presidente da Esdime.O mesmo responsável, referiu que este seminário vai “permitir discutir e apresentar diferentes experiências e abordagens sobre a incorporação das preocupações da igualdade de género no contexto das organizações”.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

IV Encontro Temático do Fórum sobre “ Violência Doméstica e Pessoas com Deficiência “, dia 15 Junho

No dia 15 de Junho terá lugar, na CERCICA, o "Violência Doméstica e Pessoas com Deficiência". Para além da apresentação do estudo "O Impacto da Discriminação com base na Deficiência nas Mulheres", este encontro constituirá um momento de reflexão e debate sobre as especificidades do fenómeno da violência doméstica na população com deficiência.
Inscrição através do telefone 214815263 ou forum.violenciadomestica@cm-cascais.pt.

Prorrogado prazo de entrega de candidaturas à 9.ª edição do Prémio IGUALDADE É QUALIDADE até dia 14 de Junho












Anúncio de abertura de Candidaturas à 9.ª edição do Prémio IGUALDADE É QUALIDADE. A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e a Comissão para a Igualdade no Trabalho e Emprego (CITE) informam que o prazo para entrega de candidaturas à 9.ª edição do Prémio IGUALDADE É QUALIDADE foi prorrogado até 14 de Junho de 2010.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Seminário Internacional " Desafiar a indiferença: género, igualdade e inclusão social" - 25 de Junho - 9:30H - Gulbenkian

Encarrega-me a Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género de convidar V. Exa. para o Seminário Internacional “ Desafiar a indiferença: género, igualdade e inclusão social”, organizado pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, a realizar no próximo dia 25 de Junho na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.
Junto se anexa o programa.

Com os melhores cumprimentos,

Sessão de Apresentação Pública do projecto “SAÚDE DA MULHER – CONSTRUIR A IGUALDADE”,

Sessão de Apresentação Pública do projecto “SAÚDE DA MULHER – CONSTRUIR A IGUALDADE”, terá lugar no próximo dia 14 de Junho, na Praça do Giraldo em Évora pelas 19h00. No âmbito da sua intervenção social, o Movimento Democrático de Mulheres encontra-se a desenvolver entre 2010 e 2012 um projecto sócio-educativo designado, que terá mplementação geográfica nos Concelhos de Évora, Montemor-o-Novo e Arraiolos. Através da abordagem de temas complexos, relacionados com a Saúde Sexual e Reprodutiva da Mulher, visa despertar as consciências , actualizar mentalidades, desconstruir tabus e preconceitos, pela salvaguarda da vida das mulheres e do seu bem-estar.
Fonte: http://www.cig.gov.pt/

Vergonha inibe homens de gozar licença de paternidade

Há mais homens a gozar licença de paternidade a que têm direito, desde 2004. Mas as mulheres duplicam tal valor. O receio de não se mostrarem másculos e a falta de fiscalização nos locais de trabalho podem motivar discrepâncias, defende um estudo do INE.

É necessário que mulheres e homens, com condições financeiras e protectoras laborais, dividam o tempo que a legislação estabelece nos cuidados a crianças, à excepção das habituais seis semanas que implica a recuperação física das mães. A recomendação consta do artigo "Nos 15 anos da Plataforma de Pequim", da jurista Maria do Céu da Cunha Rego, que integra a Revista de Estudos Demográficos, publicada ontem pelo Instituto Nacional de Estatística.

O estudo relativo ao gozo das licenças de maternidade e paternidade, principalmente desde 2004 - altura em que a segunda foi estabelecida -, refere que as mulheres continuam maioritariamente a permanecer com o bebé após o nascimento. Há cada vez mais homens a partilhar a licença mas num tímido crescimento.

"Os dados acabam em 2008. Em 2009, houve as alterações no Código de Trabalho. Apesar de ser sinónimo de 'inteligência' cada vez mais homens de licença, nestas questões continua a ver-se o homem como padrão e a mulher como um ser especifico", defende Cunha Rego, ex-secretária de Estado da Igualdade, frisando que "a lei deve tentar que o tempo seja dividido".

Segundo a jurista, há uma enorme pressão social para que "a mulher fique em casa, para justificar que é boa mãe". "Já a mesma pressão tende a achar o homem menos másculo se sair do seu posto de trabalho, nem que seja para ir ao médico com o filho. Há uma vergonha social de não corresponder a determinados padrões", justifica.

Outra razão para tal diferença? "Se desde 2004 há uma licença de paternidade e se incumpre, então é porque a fiscalização não está a funcionar", responde. "A Autoridade para as Condições do Trabalho) deveria intervir para que se perceba por que existem esses valores", salientou a autora do trabalho, que assinala os 15 anos sobre a grande conferência das Nações Unidas relativa à igualdade de homens e mulheres.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1588546

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Prémio Paridade: “Mulheres e Homens na Comunicação Social”





















O prazo de candidaturas ao Prémio Paridade: “Mulheres e Homens na Comunicação Social”, decorre de 9 a 25 de Junho de 2010, promovido pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.

São admitidos a concurso peças jornalísticas e produtos de publicidade originais, (Imprensa, Rádio, Televisão ou outro meio de difusão), de entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, em suporte papel, vídeo digital e áudio, difundidos nos meios de comunicação social, durante o ano de 2009.
Fonte:http://www.cig.gov.pt/

segunda-feira, 31 de maio de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Anúncio de abertura de Candidaturas à 9.ª edição do Prémio IGUALDADE É QUALIDADE.

Anúncio de abertura de Candidaturas à 9.ª edição do Prémio IGUALDADE É QUALIDADE.
A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e a Comissão para a Igualdade no Trabalho e Emprego (CITE) informam que o prazo para entrega de candidaturas à 9.ª edição do Prémio IGUALDADE É QUALIDADE decorre até 31 de Maio de 2010.

Sessão de Lançamento dos Guiões de Educação

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Grupo Auchan vai abrir primeira creche este ano

Receberam no ano passado o prémio "Igualdade é qualidade" da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego e, desde 2006, são a primeira empresa do sector da distribuição nacional certificada em Responsabilidade Social (de acordo com a norma SA 8000).
Mas Jorge Filipe, director de recursos humanos do grupo Auchan, garante que as preocupações com os trabalhadores e com a comunidade são uma marca do grupo desde a sua entrada em Portugal, há 40 anos.
Esta preocupação com as pessoas e com a promoção da igualdade vê-se em pequenas coisas, como o facto de todos os cerca de nove mil colaboradores terem o mesmo seguro de saúde familiar e de haver 82 pessoas com deficiência e de 18 nacionalidades diferentes a trabalhar na empresa. Mais de 80% dos trabalhadores são efectivos e as mulheres já ocupam 45,4% dos cargos de chefia.
A formação contínua é regra e cada trabalhador tem em média 35 a 40 horas de formação/ano. Desde 1993 o grupo conta com a Fundação Pão de Açúcar (criada por quadros da empresa), destinada a apoiar os colaboradores com dificuldades económicas. No ano passado foram 1211, mais 37% do que no ano anterior. Cerca de 40% do orçamento é para ajudar os trabalhadores a pagarem as creches dos filhos, mas há também 20 bolsas de estudo universitárias e prémios para os filhos dos colaboradores com melhor desempenho escolar (9ª /11º ano).
Este ano, o grupo vai abrir no Dolce Vita Tejo a primeira de cinco creches que quer ter junto aos grandes hipermercados, para os filhos dos colaboradores e comunidade. O lema é funcionários satisfeitos e envolvidos são mais fiéis e eficientes e todos têm a ganhar.
Fonte:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1576850

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PE aprova licença de maternidade para as trabalhadoras independentes

As trabalhadoras independentes e cônjuges ou pessoas que vivam em união de facto com trabalhadores independentes deverão ter direito a um subsídio de maternidade que lhes permita interromper a sua actividade durante pelo menos 14 semanas, o mesmo período que é previsto actualmente pela legislação europeia para as assalariadas. De acordo com o texto hoje aprovado pelo Parlamento Europeu caberá a cada país decidir se a protecção social será aplicada em regime obrigatório ou voluntário.

A vulnerabilidade económica e física, durante a gravidez, das trabalhadoras independentes e das cônjuges ou parceiras de trabalhadores independentes que com eles colaborem exige que lhes seja garantido o direito às prestações por maternidade.

A legislação hoje aprovada pelo Parlamento Europeu, com base numa recomendação de Astrid Lulling (PPE, LU), estipula que estas mulheres deverão ter direito a um subsídio de maternidade durante pelo menos 14 semanas, o mesmo período que é previsto actualmente pela legislação europeia para as trabalhadoras assalariadas (em fase, aliás, de ser alterada, com base num projecto de relatório da eurodeputada portuguesa Edite Estrela).

A competência em matéria de prestações, incluindo a fixação do nível das contribuições e outras disposições relativas a prestações e pagamentos, continua a caber aos Estados-Membros, desde que sejam cumpridos os requisitos mínimos desta directiva. Os Estados-Membros podem, em particular, determinar o período, antes e/ou depois do parto, em que são concedidas as prestações de maternidade.

Fonte: http://www.europarl.europa.eu/news/expert/infopress_page/014-74626-137-05-21-902-20100514IPR74625-17-05-2010-2010-false/default_pt.htm

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Inauguração do Gabinete de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica

A CooLabora está a implementar o projecto Violência Zero, uma iniciativa centrada no combate e
prevenção da violência doméstica. O projecto prevê, entre outras medidas, a abertura na Covilhã
de um Gabinete de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica, vindo assim colmatar uma
necessidade local. Associaram-se já ao projecto várias entidades do concelho e da região com
intervenção nesta temática. A CooLabora, em parceria com a Rede Social da Covilhã, uma das
entidades envolvidas no projecto, organizam no próximo dia 28 de Maio uma sessão de
divulgação desta iniciativa.

Programa
28 de Maio 2010 (Sexta-feira)
14h30 - Biblioteca Municipal da Covilhã
Boas vindas, Paulo Rosa, em representação do Conselho Local de Acção Social da Covilhã
Abertura da sessão, Maria Alzira Serrasqueiro, Governadora Civil do Distrito de Castelo Branco
Intervenções: A problemática da violência doméstica e o contexto local e regional
Manuel Joaquim Loureiro, Universidade da Beira Interior - Departamento de Psicologia
Natália Cardoso, Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra - APAV
Projecto Violência Zero
Graça Rojão e Tânia Araújo, CooLabora - Consultoria e Intervenção Social.
Assinatura do Acordo de Parceria
Encerramento
Sara Falcão Casaca, Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género - CIG
16h30 – Sede da CooLabora
Inauguração do Gabinete de Apoio à Vítima pela Senhora Presidente da CIG.
COOLABORA, CRL – CONSULTORIA E INTERVENÇÃO SOCIAL
Qta. Rosas, Lt 6, r/c esq. 6200-551 Covilhã tel/fax: 275335427 tm: 967455775
email: coolabora@gmail.com
website: www.coolabora.webnode.com

terça-feira, 18 de maio de 2010

“Violência nas relações de intimidade”

ESEnfc - Conferência Internacional
A secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, e a cantora Rita Guerra participam hoje no encontro “Violência nas relações de intimidade: (O)Usar caminhos em saúde”.
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) organiza hoje, no Pólo B, em S. Martinho do Bispo, o congresso internacional “Violência nas relações de intimidade: (O)Usar aminhos em saúde”. Na sessão de abertura do encontro, pelas 11H00, estará presente a secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, bem como Rita Guerra, que aceitou ser madrinha do projecto “(O)Usar & Ser Laço Branco”, no âmbito do qual se enquadra o congresso. A cantora deverá cantar o hino do projecto, juntamente com estudantes e professores da ESEnfC. Uma iniciativa que procura reduzir a violência exercida sobre as mulheres, a começar pela fase do namoro, além de promover a igualdade de género e de oportunidades.
A temática escolhida para o encontro representa “uma prioridade em saúde, exigindo que os profissionais do sector desenvolvam e integrem respostas nas suas práticas de cuidados, atendendo a que a qualidade das relações interpessoais íntimas tem efeitos directos sobre o estado de saúde dos indivíduos e a que o estado de saúde influencia a qualidade das relações de intimidade”, refere uma nota de imprensa da assessoria da ESEnfC.
Com este congresso pretende-se, ainda, “sensibilizar para o fenómeno da violência nas relações de intimidade como um problema de saúde, reflectir sobre os custos da violência doméstica na saúde das mulheres, das crianças da família e da comunidade em geral, tornar visível a violência doméstica como foco de intervenção em enfermagem”.
Fonte: http://www.asbeiras.pt/index.php?area=saudedb&numero=82976&ed=18052010

terça-feira, 4 de maio de 2010

"Sensibilidades Diferentes, Oportunidades Iguais"


Exmº/ª Sr./ª A Associação Recreativa Cultural e Social de Silveirinhos, ARCSS, tem o prazer de o/a convidar a acompanhar o/a seu/sua filho/a à apresentação da peça de teatro Infantil "Iguais e Coloridos", no âmbito do projecto "Sensibilidades Diferentes, Oportunidades Iguais", no próximo sábado, dia 8 de Maio, pelas 16h30, na Biblioteca Municipal de Gondomar.

A entrada é livre até à lotação da sala.

Os melhores cumprimentos
A presidente da ARCSS
Matilde Monteiro

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Empresas promovem igualdade

Na Véspera do Dia do Trabalhador, o SC quer dar a conhecer o projeto “Diálogo Social e Igualdade das Empresas”.Em linhas gerais, este projeto visa promover as boas práticas em matéria de igualdade de género e da não discriminação entre homens e mulheres. Mas a realidade não é projetada: ainda existe uma diferença salarial de 22,5% entre homens e mulheres.Como é que se mudam mentalidades empresariais quando a sociedade ainda está a tentar encaixar a mulher na vida pública? Como se promove o diálogo da igualdade? Haverá um dia em que este diálogo estará obsoleto?Opiniões, explicações e exemplos de boas práticas, hoje, no SC.Convidados:Sara Falcão Casaca, Presidente Comissão para a Igualdade de GéneroSandra Ribeiro, Presidente Comissão para a Igualdade no Trabalho e no EmpregoFátima Carioca, Professora na AESE – Escola de Direcção e NegóciosManuel Sousa Antunes, Vice-presidente da Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos dos Recursos Humanos

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Violência doméstica já está regulamentada 22 de Abril de 2010 às 12:56h

A secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, apresentou quarta-feira, dia 14 de Abril, as portarias que regulamentam o regime de protecção às vítimas de violência doméstica, cujas queixas aumentaram 10,1 por cento no ano passado.

Em declarações à agência Lusa, Elza Pais afirmou que o aumento de queixas indica uma “desocultação” do fenómeno da violência doméstica e que o aumento de 10,1 por cento em 2009, em relação ao ano anterior, representa “uma desaceleração”. A média do aumento anual de queixas na última década, desde que a violência doméstica foi definida como crime público, é de 11 por cento, apontou.

No entanto, há distritos em que “o fenómeno permanece oculto”, porque os números de queixas estão “praticamente estáveis, com aumentos muito ligeiros”, como sejam Viseu, Castelo Branco, Guarda, Bragança e Portalegre, onde “as estratégias de intervenção têm que ser reforçadas”. Elza Pais destacou que as portarias apresentadas definem as condições para a utilização de vigilância electrónica dos agressores e para a teleassistência, que nesta fase está ainda em “projecto-piloto” nas comarcas de Coimbra e Porto e ainda sem reflexo nos números.

Os projectos serão “sujeitos a avaliação daqui a um ano” e então se verá se “há condições para os alargar a outros distritos, o que não quer dizer que pontualmente essas medidas não possam já ser requeridas pelos magistrados para serem aplicadas noutras regiões”. As portarias definem também o modelo do estatuto da vítima, que lhe confere a possibilidade de ser indemnizada pelo agressor, reembolsada das despesas com o processo e de lhe ser atribuído o documento que comprova o “estatuto de vítima”, que dá acesso a benefícios sociais, apoio ao arrendamento e frequência de formação profissional.

“As vítimas ficam com a sua protecção regulamentada e os técnicos e profissionais das forças de segurança e de intervenção têm mecanismos para poderem, com rigor, definir a estratégia que melhor se adequa a cada situação concreta”, frisa Elza Pais.

A governante apresentou também mais uma etapa da campanha “Cartão vermelho à violência doméstica”, pretendendo sensibilizar empresas e autarcas para que seja encorajada a denúncia deste crime.

“Calar é consentir”, afirmou, apelando a que “vizinhos, vizinhas, amigos e amigas”, tenham um papel activo na denúncia de situações de violência doméstica.

16 morreram em 2009
Em 2009 16 pessoas morreram em Portugal em consequência de violência doméstica, mais seis do que em 2008, indica um relatório da Direcção-Geral de Administração Interna a que a agência Lusa teve acesso.

O relatório “Violência Doméstica 2009” afirma que entre as 30.543 participações por violência doméstica às forças policiais houve “diversos casos em que os ferimentos foram graves” e adianta também que se registou “a morte de 16 vítimas”.

Com “três a quatro queixas por hora”, trata-se do “quarto crime mais registado em Portugal” e do “segundo crime mais registado na tipologia de crimes contra as pessoas”, totalizando respectivamente 7 e 28 por cento do total a nível nacional.

As vítimas de violência doméstica continuam a ser, na sua maioria, mulheres (85 por cento), com uma idade média de 39 anos, mais de metade casadas ou em união de facto, na maioria dos casos com o agressor. Destas, 77 por cento não dependiam economicamente do agressor.

Em 89 por cento dos casos foi a própria vítima a denunciar o ocorrido às autoridades. As autoridades foram chamadas a intervir em 77 por cento das queixas. Segundo o relatório, em 16 por cento das ocorrências comunicadas, foram utilizadas armas; em 46 por cento das situações havia registo de “consumo habitual de álcool” e em 11 por cento de consumo de estupefacientes. As agressões foram praticadas maioritariamente na casa da vítima (80 por cento dos casos) e foram presenciadas por menores em 45 por cento dos casos. Em mais de metade dos casos (51 por cento) tinha havido ocorrências anteriores de violência doméstica, segundo os dados da GNR. Na maior parte das situações (76 por cento) houve violência física, em alguns casos com armas brancas e de fogo, em 56 por cento dos casos registou-se violência psicológica - maioritariamente insultos e ameaças - e um por cento das queixas referiu violência sexual.

Recorde-se que Portugal conta com 36 casas de abrigo, pelo menos um núcleo de atendimento em cada distrito e três grupos de apoio a mulheres, que “reforçam” as suas capacidades “para que consigam sair do ciclo de violência”.

Elza Pais adiantou que existem já novas equipas prontas a associarem-se aos núcleos, 77 projectos apoiados por organizações não governamentais para promover o apoio à vítima e protocolos estabelecidos entre a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e 46 autarquias. A governante referiu que vai ser feito um apelo no sentido de mais autarquias aderirem a esta iniciativa

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Violência em casa aumenta

As autoridades registaram 83 queixas de violência doméstica por dia em 2009, o que corresponde a um total anual de 30 543, mais 10,1 % que em 2008.
Os números são do relatório ‘Violência Doméstica 2009’, ontem apresentado pela Direcção-Geral da Administração Interna, na presença da secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, e do secretário de Estado da Administração Interna, Conde Rodrigues.
Em 2007, registaram-se 43 mortes resultantes deste tipo de crime, mais três que em 2008. Relativamente ao ano passado, só estão contabilizadas 16 vítimas mortais (ocorrências da PSP e GNR), uma vez que faltam os dados da PJ, pelo que o número deverá disparar.
Lisboa (7522), Porto (6562) e Setúbal (2400) continuam a ser os distritos com mais ocorrências, com destaque para este último, que registou uma subida de 32,7%. No oposto estão Guarda (260), Beja (275) e Bragança (283).
Quanto às características de vítimas e agressores, as mulheres (85%) continuam a ser o grande alvo deste crime, têm uma média de 39 anos, estando mais de metade delas casadas ou a viver em união de facto com o próprio agressor, que, por seu lado, continua a estar associado a cenários de alcoolismo (46%) e consumo de drogas (11%), tendo 45% das agressões sido presenciadas por menores. Junho e Agosto foram os meses com mais ocorrências, e o maior número de queixas é apresentado ao domingo e segunda-feira. Em 51% dos casos, há reincidência. Segundo a Direcção-Geral de Reinserção Social, há 18 agressores a frequentar um programa de reconversão comportamental.
SÓ SETE AGRESSORES COM PULSEIRA
Apenas sete agressores em casos de violência doméstica estão a usar as novas pulseiras electrónicas. No caso dos crimes de agressão, as pulseiras são diferentes das restantes: o agressor usa uma pulseira e a vítima tem um pager. Quando se aproximam, a vítima recebe uma informação no pager, ao mesmo tempo que à central de controlo da Direcção-Geral de Reinserção Social chega um sinal sonoro. No entanto, é preciso telefonar para pedir auxílio.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Vítimas de violência com sistema que as liga à Cruz Vermelha

Pessoas alvo de violência doméstica de Porto e Coimbra vão ter acesso a equipamentos móveis de aviso imediato
As vítimas de violência doméstica dos distritos de Coimbra e Porto vão poder ter um equipamento semelhante a um telemóvel - mas de botão único - que liga automaticamente para os serviços da Cruz Vermelha Portuguesa. Para isso basta que a própria vítima adquira este aparelho de teleassistência por 26 euros por mês ou que lhe seja atribuído por um juiz de instrução criminal, quando esteja a decorrer um inquérito.
Para já, a partir desta semana - e até 2012 -, cinquenta equipamentos móveis vão ser distribuídos às vítimas de maus tratos por decisão de um juiz de instrução criminal. Esta medida de "segurança acrescida" irá ser atribuída em casos em que o suspeito aguarde julgamento - ou cuja sentença ainda não tenha transitado em julgado - e ainda aos casos de reincidentes deste tipo de crimes.
Esta experiência-piloto é o resultado de um protocolo assinado pela Comissão para a Igualdade de Género e a Cruz Vermelha Portuguesa. A partir de 2012 poderá ser alargado para todo o País.
"Os utentes podem contactar, a qualquer hora, os técnicos da Cruz Vermelha premindo o botão vermelho do equipamento móvel", explica Marta Silva, da Comissão para a Igualdade de Género, em declarações ao DN. "E isso pode acontecer caso necessitem de 'mero' apoio psicológico em que o botão é accionado para chegar à fala de um psicólogo", explica a técnica. "Ou para casos de emergência em que a vítima nem pode falar por estar perto do agressor e estar na iminência de ser agredida de novo."
Neste caso é automaticamente accionado um sistema de alta-voz em que os técnicos da Cruz Vermelha decidem se chamam de imediato as forças de segurança -PSP e GNR -, os serviços de emergência médica ou os bombeiros. "A partir do momento em que nos apercebemos do que se trata e atendendo à emergência da situação", explica Ana Margarida Soares, assistente social da Cruz Vermelha, "chamamos os apoios mais adequados".
A mesma técnica explica que se a vítima estiver fora de casa também é "facilmente localizável através do sistema de GPS, e dizemos, por exemplo, para se dirigir a um sítio com muita gente como cafés".
Esta solução é uma extensão de um serviço da Cruz Vermelha - a teleassistência - que recebe actualmente cerca de 10 a 15 apelos por dia, mas de pessoas idosas que se encontrem numa situação de emergência ou com necessidade de apoio psicológico. Neste caso, este serviço também pode ser utilizado por familiares de doentes de Alzheimer .
A violência doméstica contra mulheres vitimou 26 jovens com idade inferior a 35 anos, durante o ano de 2009. E foram ainda registados 42 casos de tentativa de homicídio.
Sendo que o número de mulheres assassinadas por aqueles que ainda eram companheiros, maridos ou namorados constituem 64% dos casos e 36 % foram vítimas dos parceiros de quem estavam já divorciadas ou separadas.
Na maioria dos caos - 52% - as tentativas de homicídio foram igualmente praticadas pelos maridos, companheiros ou namorados e os restantes casos por ex- -companheiros.
Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1540393

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sessão de esclarecimento sobre Direitos de Partentalidade - 23 de Abril 2010


















O IEBA – Centro de Iniciativas Empresariais Beira Aguieira e o Centro de Saúde de Mortágua, encontram-se a organizar uma sessão de esclarecimento sobre direitos de Parentalidade, destinada a Grávidas e futuros Pais e/ou Educadores/as.

Apresentar-se-ão os seguintes temas, seguindo-se esclarecimento sobre todas as questões e dúvidas que surjam:

  • licenças de maternidade e paternidade,
  • faltas para assistência a menores ou doentes,
  • dispensas para amamentação e/ou aleitação e para consultas pré-natais,
  • protecção no despedimento,
  • direito de assistência médica;
  • apoios sociais disponíveis,
  • entre outros…

Desta forma, gostaríamos de a/o convidar a participar nesta sessão de esclarecimento, que se realiza no próximo dia 23 de Abril (6ª feira), pelas 18h:00m, no Centro de Saúde de Mortágua, com a duração, de aproximadamente, 2h:00m

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Homens presos por violência doméstica

Homens presos por violência doméstica A Polícia Judiciária de Vila Real deteve um homem, de 50 anos, jornaleiro, que disparou vários tiros contra a mulher e os filhos, em Castro Daire, num quadro de violência doméstica.
Trata-se de uma situação que já se arrastava há vários anos, tendo o homem, anteontem, usado uma caçadeira para ameaçar os familiares – que fugiram da casa com medo. Por os disparos terem sido feitos com os cartuchos em seco, acabaram por não causar ferimentos.
Também em Castro Daire, a GNR deteve outro homem, de 39 anos, empresário da restauração, por violência doméstica. A vítima ligou para a GNR a dizer que estava sequestrada em casa, com os filhos de 2 e 6 anos. A GNR resgatou-os e levou-os para uma instituição. O suspeito perseguiu-os e foi detido na posse de uma pistola.

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=F0FBF57C-5689-42B1-8B3F-EA30C30A2565&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010&h=3

Vítimas gastam mais 140 euros em saúde

A mulher vítima de violência doméstica tem um custo acrescido com a saúde de 140 euros por ano. O Sistema Nacional de Saúde paga 90%. Números apontados por Manuel Lisboa, director do Observatório Nacional de Violência e Género, ontem, em Coimbra.

Manuel Lisboa falava na primeira sessão do fórum "Empresas contra a Violência Doméstica", subordinada ao tema "Violência Doméstica e Condições de Trabalho". Uma iniciativa do Governo Civil de Coimbra que a secretária de Estado para a Igualdade, Elza Pais, que marcou presença, considerou "brilhante", por fornecer, pela primeira vez, um olhar sobre os reflexos da violência familiar no local de trabalho.

De acordo com Manuel Lisboa, ligado à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, 15% dos custos com a saúde resultantes da violência doméstica deve-se ao absentismo no trabalho. Para que não restem dúvidas sobre o impacto do fenómeno na esfera profissional e nos cofres do Estado. "Há clara relação entre o que se passa em casa e o que se passa no trabalho", sublinhou.

Manuel Lisboa, estudioso da área, explicou que a mulher vítima de violência doméstica tem mais dificuldade em conseguir emprego e, se estiver empregada, muito menos probabilidades de ser promovido (também devido á sua debilitada auto-estima). Por outro lado, corre muito mais riscos de se despedir - por imposição do parceiro - ou de ser despedida.
Estudos demonstram, ainda, que os filhos das mulheres alvo deste tipo de violência têm maior probabilidade de adoecer.
"Hoje, deve meter-se a colher"

A violência tem custos económicos. Tanto que, segundo um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, citado pela secretária de Estado para a Igualdade, os custos totais oscilam entre 1,6 e 2% do Produto Interno Bruto (PIB) de uma nação. Elza Pais não duvida: "Combater a violência doméstica é reforçar a competitividade do país".

A governante explicou que as queixas por violência doméstica aumentam, de ano para ano, porque o fenómeno tem conquistado visibilidade. E, a seu ver, isso "significa que está a ser combatido". Em 2009, foram apresentadas 30543 queixas - uma média de 84 por dia -, o que se traduz num aumento de 10,4% em relação ao ano anterior, observou Elza Pais.

"Combater a violência doméstica é combater valores enraizados e lutar pelos direitos humanos", defendeu, ainda, a secretária de Estado para a Igualdade.

O mesmo é falar no velho dito popular, segundo o qual "entre marido e mulher não se mete a colher". "Hoje, deve meter-se a colher", realçou o governador civil de Coimbra, Henrique Fernandes, sem deixar de lembrar que, antes do 25 de Abril, a Lei concedia ao homem os direitos de devassar a correspondência da mulher e autorizá-la, ou não, a sair do país.
Se, há cerca de dez anos, o número de queixas apresentadas correspondia a 1% do cenário global, dados de 2007 mostram que subiu para 12%. Mas Manuel Lisboa põe o dedo na ferida: "A maioria continua a calar".
Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1537413

segunda-feira, 29 de março de 2010

Concurso de Textos e Poesia Inclusiva sobre o tema “Um Olhar sobre a não-Discriminação”

Organizado pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. e a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Prazo de candidaturas de 5 de Abril a 25 de Maio O objectivo deste concurso é sensibilizar a população para a promoção da igualdade e da não discriminação, onde se ofereçam a todos as pessoas, independentemente do sexo, origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade e orientação sexual, as mesmas oportunidades.

Para mais informações: http://www.cig.gov.pt/ (Fonte)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Promoção da igualdade no género propicia desenvolvimento

Luanda - A funcionária sénior do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas, Marilena Gambôa, afirmou hoje, em Luanda, que a promoção da igualdade do género deve ser contínua, de modo a propiciar um progresso paritário entre homens e mulheres na sociedade.

Marilena Gambôa fez esta afirmação quando proferia o tema” O género e o desenvolvimento”, inserido na 5ª edição do projecto de debates do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), denominado “Jango do desenvolvimento”.

Referiu que a igualdade no género é fundamental porque permite que haja uma interacção entre ambos os sexos, bem como ajuda no impulsionamento a dar em qualquer trabalho a realizar.

Nesta senda, disse, a aplicação da plataforma de Beijing e a implementação dos objectivos do Milénio faz com que se tenha uma base de sustentabilidade para impulsionar o desenvolvimento das sociedades, propiciando sim uma igualdade paritária.

“Uma vez que o analfabetismo ainda é um facto no país, onde as mais afectadas são as mulheres, por serem a maioria parte da população angolana, todo engajamento em prol do desenvolvimento não se pode ser à margem deste pressuposto educativo (parte dos objectivos do milénio”, asseverou.

Marilena Gambôa ressaltou que uma população educada tem muitos instrumentos para poder progredir harmoniosamente.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/sociedade/2010/2/12/Promocao-igualdade-genero-propicia-desenvolvimento,45728c63-1780-4804-96e1-52d66fc03acc.html

quarta-feira, 24 de março de 2010

Professoras são penalizadas por serem mães. Sindicato tenta alterar a situação

As professoras cuja licença de maternidade seja coincidente com a progressão na carreira não têm qualquer direito ao abono de retroactivos, uma vez que os rendimentos auferidos durante a licença parental são calculados com base nos salários dos seis meses anteriores. Entre os vários casos já conhecidos pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) está uma professora do Agrupamento de Escolas Bernardino Machado, em Famalicão, que, após ser avaliada, ganhar o direito a progredir na carreira e receber o pagamento dos retroactivos, vai ter que devolver este rendimento à escola.
“Consideramos esta situação totalmente injustificável e inaceitável e não iremos admitir que, numa época em que tanto se apregoa a igualdade de direitos e oportunidades, as mulheres sejam prejudicadas por serem mães”, afirma Júlia Azevedo, Presidente do SIPE. De acordo com esta estrutura sindical, esta situação decorre de uma lei promulgada no ano passado que vem colocar em causa o direito das mulheres à igualdade e à família.
O sindicato quer agora reportar esta situação à Ministra da Educação, ao Provedor de Justiça, à Assembleia da República e ao Presidente da República e vai também apresentar queixa à Comissão para a Igualdade e Direitos das Mulheres. “Se for necessário, recorreremos também aos tribunais”, acrescenta a mesma responsável.

Fonte:http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=25841&catogory=Portugal

terça-feira, 23 de março de 2010

Curso "Igualdade de Género e de Oportunidades entre Homens e Mulheres"

A Associação Novo Dia, enquanto entidade formadora acreditada, vem por este meio divulgar a 2ªacção do curso “Igualdade de Género e de Oportunidades entre Homens e Mulheres” que se encontra homologado na Direcção Regional de Trabalho, Formação e Qualificação Profissional e financiado pelo Fundo Social Europeu.

Esta acção de formação tem como objectivo principal a alteração de atitudes e de práticas, directa ou indirectamente, discriminatórias das mulheres no mercado de trabalho e dos homens na vida familiar e destina-se a colaboradores/as com o 12º ano completo e/ou ensino superior das Instituições Particulares de Solidariedade Social, bem como ao público em geral que se encontre empregado e/ou a desenvolver estágio não curricular.

Esta acção será ministrada em horário pós-laboral, mais precisamente das 18:00h às 22:00h no período de 05 de Abril a 12 de Maio de 2010.

No decorrer desta acção formativa será fornecido pela entidade todo o tipo de material didáctico necessário, bem como, um certificado final de aproveitamento.

Mais se informa que esta acção de formação é totalmente gratuita.

Caso esteja interessado/a em inscrever-se, por favor preencha a ficha de inscrição que se encontra em anexo e envie até dia 09 de Março de 2010 para os seguintes contactos:

Morada: Avenida Infante D. Henrique, nº 47, 3º esq.9500-150 Ponta DelgadaFax: 296 209 609
Email: info@cipavioleta.org
Telefone: 296 209600
Saudações Paritárias,
A equipa do CIPA
Fonte:http://www.novodiacipa.org/index.php?option=com_content&view=article&id=164&catid=164

segunda-feira, 22 de março de 2010

Arranque do Ciclo de Acções de sensibilização "Informática para Tod@s"

No passado dia 15/03/10 deu-se início aos ultimos ciclos de acções de sensibilização "Informática para tod@s", na Associação da Felgueira. Contamos com a participação de 18 pessoas. Formaram-se 2 grupos, em horário pós-laboral, sendo os horários definidos em função da disponibilidade dos/as participantes. Como já foi informado, cada ciclo de acções tem a carga horária de 21h, e pretende-se sensibilizar os/as participantes para a melhor utilização do Windows, Word, Internet e Correio Electrónico.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Igualdade entre trabalhadores na ordem do dia: Prémio 'Igualdade é Qualidade' para Ikea e Axa


A Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) distinguiu esta sexta-feira a filial portuguesa da multinacional sueca Ikea e a seguradora Axa com o prémio ‘Igualdade é Qualidade’.
O prémio atribuído reconhece a promoção da igualdade do género e a conciliação entre a vida profissional e pessoal, bem como a não discriminação entre os trabalhadores.

O Ikea foi distinguido pelo seu trabalho na área do trabalho a partir de casa, nas ausências para assistência familiar e, tal como a Axa, na flexibilidade nos horários cujo objectivo é promover um equilíbrio entre o trabalho e a família.

De acordo com a agência Lusa, na cerimónia estiveram presentes a ministra do Trabalho, Helena André, e o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira que assistiram ainda à atribuição de menções honrosas às empresas Oracle, Nova Gráfica, Metalomecânica Vítor Monteiro e Serviços Municipalizados de Loures.

Empresas exemplares na área da igualdade entre mulheres e homens premiadas

Presidência do Conselho de Ministros
Gabinete do Ministro da Presidência
VIII Prémio Igualdade é qualidade
Pedro Silva Pereira e Helena André entregam Prémios a empresas exemplares na área da igualdade entre mulheres e homens
O Ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira e a Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André, participam, amanhã, na cerimónia de entrega do Prémio Igualdade é Qualidade atribuído pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) e pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).
Trata-se de uma distinção de mérito e prestígio atribuído às Empresas e Entidades com políticas exemplares na área da igualdade entre mulheres e homens e que tem como principais objectivos o combate à discriminação e a promoção da igualdade entre mulheres e homens no trabalho no emprego e na formação profissional bem como a conciliação da vida profissional, familiar e pessoal.
O Prémio Igualdade é Qualidade foi instituído há oito anos e desde então foram apresentadas 180 candidaturas por parte de empresas e entidades, tendo sido atribuídos 15 Prémios e 22 Menções Honrosas.
Este ano, os vencedores do Prémio distinguiram-se pela promoção de políticas de diversidade e promoção da participação de mulheres em funções de topo e pelas práticas de não discriminação entre mulheres e homens nos processos de recrutamento e selecção.
A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar no Museu da Moda e do Design situado na Rua Augusta - 10h30.

terça-feira, 16 de março de 2010

Workshop Género e Exclusão Social

No âmbito do Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género vai patrocinar a realização do Workshop “Género e Exclusão Social” com a intervenção do Grupo Teatro do Oprimido. Após o espectáculo, o tema da pobreza será debatido com a Prof. Doutora Amélia Bastos, investigadora nesta área. D
ia 24 de Março, às 21h00, esperamos por si, no Chapitô.

Workshop "Género e Exclusão Social" - Dia 24 de Março às 21h no Chapitô

Encarrega-me a Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, Prof.ª Doutora Sara Falcão Casaca, de os/as convidar para o Workshop/Tertúlia “Género e Exclusão Social”, a ter lugar no próximo dia 24, pelas 21 horas no Chapitô.
Junto se anexa um abstract sobre este evento.

No âmbito do Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, a CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género vai patrocinar a realização de um espectáculo/debate, com a intervenção do Grupo de Teatro do Oprimido e de uma investigadora que tem estudado o fenómeno da pobreza, no dia 24 de Março, às 21h00 no Chapitô.
O espectáculo será produzido pelo Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa – GTO Lx e levado à cena pelo colectivo DRK, constituído por jovens da Cova da Moura e do Zambujal, no âmbito do projecto Diversidade da iniciativa EQUAL e sediado num dos bairros críticos da área da Grande Lisboa.
A Cova da Moura e as pessoas que a habitam estão habituadas a serem notícia de destaque nos meios de comunicação social, geralmente por razões associadas à pobreza e à exclusão social, reforçando assim na opinião pública uma imagem pouco gratificante e geradora de uma visão negativa dos seus habitantes, homens e mulheres. Com esta iniciativa a CIG pretende mostrar o outro lado do bairro: o lado interessante da Cova da Moura e dos/as seus/suas moradores/as.
A partir da encenação, o tema da pobreza no feminino será enquadrado pela Prof. Doutora Amélia Bastos (ISEG-UTL), que tem analisado a pobreza no feminino e a pobreza infantil, por forma a estimular o debate. No mês em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, introduzimos a perspectiva de género nas iniciativas do Ano Europeu, reflectindo sobre as causas profundas e estruturantes da desigualdade, olhando para a discriminação não como um problema das vítimas, mas como uma questão de qualidade da democracia e de desenvolvimento humano.
Este workshop é uma oportunidade de olharmos para a realidade pela perspectiva dos que lá vivem. “Ich bin ein berliner” foram as palavras de Kennedy para se solidarizar com os berlinenses em 1963. Então e se eu fosse da Cova da Moura? Venha experimentar, afinal de contas temos garantias…

Divulgação do concurso Pensar os Afectos Viver em Igualdade

O concurso Pensar os Afectos Viver em Igualdade, é promovido pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) em colaboração com a Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC). No sentido de dar cumprimento ao III Plano Nacional Contra a Contra a Violência Doméstica, este tem como objectivo contribuir para que crianças, adolescentes e jovens desenvolvam relações afectivas mais saudáveis e se tornem protagonistas de uma cidadania activa.
O concurso consiste na concepção e apresentação de uma Campanha de Sensibilização Local produzida por alunos e alunas dos 1º, 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, que promova o estabelecimento de relações interpessoais paritárias e equilibradas, baseadas no respeito mútuo, enquanto condição necessária para a eliminação da violência de género nas relações afectivas.
Para mais informações contactar:
Cláudia Mateus – claudia.mateus@cig.gov.pt
Margarida Saco – margarida.saco@cig.gov.pt
Luis Lopes – luis.lopes@cig.gov.pt
Fonte: www.cig.gov.pt

Aveiro: Empresas seguem estratégia para a igualdade de género

A Associação Industrial do Distrito de Aveiro está a promover os Planos para Igualdade nas empresas. A paridade não está legislada mas o Governo tem uma “estratégia”

A secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, disse ontem na sede da Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA) que não existe uma lei da paridade, designadamente, para aumentar a presença de mulheres em cargos de chefia nas empresas, tal como há para a formação de listas de candidatos a cargos políticos, mas valorizou a existência de uma estratégia “para imprimir ritmo à modernização para que cada vez mais as empresas promovam a conciliação pessoal, empresarial e familiar”. A declaração foi feita durante a apresentação do projecto “Planos para a Igualdade”, promovido pela AIDA, a implementar em empresas-piloto que aderiram a este projecto. Elza Pais anunciou a entrada numa “nova lógica empresarial, uma nova cultural empresarial que é uma nova cultura social, que avança na igualdade, na conciliação e no desenvolvimento”. A governante quer implementar uma “mudança organizacional” e adoptar “modelos inovadores de gestão conducentes à igualdade do género”. Numa altura em que o Governo “aposta na igualdade do género” e não baixaram os apoios financeiros da União Europeia a este tipo de projectos, a secretária de Estado anunciou ainda “o fim do desperdício de recurso humanos, de talento, sobretudo em tempo de crise”.

Fonte: http://www.diarioaveiro.pt/main.php?mode=public&template=frontoffice&srvacr=pages_13&id_page=7908

segunda-feira, 15 de março de 2010

Abertura de exposição "Olhares sobre a Igualdade" na Associação Felgueirense-13/03/10











Tal como o previsto, no passado dia 13 de Março/10, deu-se a abertura da 2ª Exposição de fotografia amadora "Olhares sobre a Igualdade" , teve lugar na Associação da Felgueirense.

Contou-se com a presença de aproximadamente 50 mulheres, que posteriormente iam conviver num jantar comemorativo do Dia Internacional da Mulher.

Nova lei britânica da igualdade dita o fim da Ladie's Night e dos avisos nos ginásios

Os Ginásios que alertam as mulheres para o perigo de levantar pesos podem ser processados. Insinuar que as mulheres não são tão fortes como os homens pode ser considerado discriminação sexual, tendo em conta a legislação prevista na Equality Bill.O código, elaborado pela Comissão de Igualdade e Direitos Humanos, inclui uma lista de exemplos de “tratamento menos favorável não intencional”, nos quais as mulheres sejam afectadas.Não é só nos ginásios que poderão ser visíveis algumas modificações. A nova lei pode significar o final das “ladies nights” em discotecas, onde normalmente as mulheres pagam menos do que os homens.As alterações não estão apenas relacionadas com a discriminação sexual. Xenofobia e racismo também estão previstas no código. Por exemplo, se três polacos e um inglês forem proibidos de entrar num bar, o inglês pode alegar discriminação racial por associação. Outro exemplo: se uma criança não for admitida num clube de futebol e se os seus pais forem gays, pode alegar discriminação relacionada com a orientação sexual.
Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/51090-nova-lei-britanica-da-igualdade

sexta-feira, 12 de março de 2010

Cerimónia de entrega do prémio "Igualdade é Qualidade" - 19 de Março

Arranque de Ciclos de Acções de Sensibilização "Informática para Tod@s" e Exposição de fotografia " Olhares sobre a Igualdade"


No próximo dia 15 de Março/10, vão dar inicio 2 Ciclos de Acções de Sensibilização "Informática para Tod@s, irão decorrer nas instalações da Associação Felgueirense.
Este Ciclo tem a duração de 21horas e decorrem em horário pós-laboral, conta com a participação de 15 pessoas.
Relembramos que a frequencia destas acções é gratuita e destina-se a qualquer pessoa, que deseje saber mais sobre como usar o seu computador, utilizar a internet e os e-emails.
Em simultâneo a este Ciclo de Acções, estará patente (na mesma Associação) a Exposição de Fotografia amadora "Olhares sobre a Igualdade", estando disponivel à comunidade em geral até dia 30 de Abril de 2010.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres trabalham mais 16 horas por semana do que homens

As mulheres trabalham mais 16 horas por semana do que os homens, porque as lides domésticas ainda são uma tarefa «delas», e no emprego chegam a ganhar menos 30 por cento em cargos idênticos aos deles.
O dia de trabalho das mulheres começa normalmente mais cedo e termina invariavelmente mais tarde. «Quando olhamos para os gráficos de tempo de trabalho pago e não pago, as mulheres trabalham em média mais 16 horas por semana do que os homens», contou à Lusa Natividade Coelho, presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), a propósito do Dia da Mulher, que se assinala na segunda feira.
«Num mercado de trabalho sem horários, as mulheres são as mais penalizadas porque são as responsáveis por cuidar dos filhos e das tarefas domésticas», lembrou a especialista em direitos femininos, Regina Tavares da Silva.
Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=439074

Comissão de Igualdade no Emprego revela aumento de queixas em 2009

A Comissão de Igualdade no Emprego anunciou, esta segunda-feira, que continua a haver discriminação relativamente ao sexo feminino no mercado de trabalho, nomeadamente a discrepância salarial, e que as queixas aumentaram em 2009.
«Durante o ano de 2009, a Comissão emitiu 180 pareceres, atendeu 1959 chamadas de linha verde, apreciou 164 queixas e respondeu a 2195 trabalhadoras e trabalhadores», contabilizou a presidente da comissão, Natavidade Coelho, citada pela TSF.Entre as razões, a responsável aponta não só a conjuntura actual de crise, mas também «um segundo factor que é a saída do novo Código de Trabalho e das novas leis da parentalidade, assim como mais um efectivo poder de cidadania relativamente aos que são os direitos consagrados legalmente».

Zeinal Bava diz que a PT promove a igualdade de género

O presidente da comissão executiva da Portugal Telecom lembrou hoje, na celebração do Dia da Mulher, que a empresa incorporou no código de ética a "não discriminação pelo sexo, pela orientação sexual ou religião".
O presidente da Comissão Executiva da PT, Zeinal Bava, proferiu as declarações enquanto distribuía flores e um espelho, ao lado de outros administradores e diretores, às mulheres que entravam nas instalações, no Fórum Picoas.
O responsável sublinhou que o que está no "código de ética da empresa é para valer", e que "não é apenas um exercício de marketing".
A empresa tem "30 por cento de mulheres em lugares de chefia e seis por cento em lugares de administração", a PT é uma das seis empresas do PSI20 que publica no seu Código de Ética cláusulas anti-discriminatórias, nomeadamente em relação às mulheres, frisou.Zeinal Bava enalteceu o papel da empresa em relação aos esquemas laborais para simplificar a vida das funcionárias, "permitindo mais teletrabalho, trabalhar em part-time, ou mesmo mobilidade geográfica", para que as mulheres possam estar mais tempo com os filhos e com a família.A Lusa questionou o presidente executivo se seriam mulheres a ocupar os dois lugares na administração da empresa deixados vagos pela demissão recente de Rui Pedro Soares e de Fernando Soares Carneiro, ao que respondeu que "não se trata de mulher e de homem, mas sim de ter as pessoas certas no sítios certos".
"A escolha dos próximos administradores será pelo reconhecimento e pelo mérito", sem ter nada a ver com o sexo ou outro fator, concluiu.A funcionária da PT Cristina Torres revela que as dificuldades sentidas enquanto mulher se prendem em conseguir "conciliar as funções de mãe e a vida profissional", reconhecendo que a empresa ajuda, apesar de "ser muito exigente em termos profissionais".
Maria João Nogueira, também funcionária da PT, nunca sentiu discriminação nesta empresa, mas reconhece "dificuldades enquanto trabalhou na área da publicidade".

Dia Internacional da Mulher - 8 de Março

Fonte: Associação Fernão Mendes Pinto Projecto Tempus, POPH - Tipologia 7.3.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Comemoração Dia Internacional da Mulher

Encarrega-me a Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género de convidar V. Exa. a estar presente na sessão comemorativa do Dia Internacional das Mulheres, a ter lugar no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, pelas 9:00 horas.
Junto se anexa o convite e o programa da supra referida sessão.

RSF: cig@cig.gov.pt
Tlf: 21 798 00 00

quarta-feira, 3 de março de 2010

Vereadora do PS propõe criação de Gabinete Municipal para a Igualdade

A vereadora do PS na Câmara de Vila Real de Santo António quer criar um Gabinete Municipal para a Igualdade para lutar pela “participação e representação equilibrada dos dois sexos” na vida familiar, cívica, social, política e laboral.
Jovita Ladeira, a única vereadora na câmara algarvia além dos seis eleitos do executivo do PSD, considera que a criação do Gabinete, aliada à nomeação de um Conselheiro Autárquico para a Igualdade, "seria a melhor forma de assinalar o Dia Internacional da Mulher", marcado para domingo.
"A Igualdade é uma área que exige um tratamento prioritário, do qual depende, em boa medida, a modernidade e a qualidade da democracia portuguesa", afirmou Jovita Ladeira, para quem o gabinete permitiria "amparar as vítimas de violência doméstica, crime que tem vindo a aumentar no Algarve".
O lançamento de campanhas de informação e formação, o apoio e o acolhimento de vítimas de violência doméstica, de forma confidencial e gratuita, são algumas das funções que a vereadora prevê poderem ser atribuídas ao Gabinete.
"A criação do Gabinete para a Igualdade irá integrar o município vilarrealense na Rede Europeia para a promoção da igualdade de género e não discriminação, comprometendo-o a promover o desenvolvimento integrado da perspetiva de género e de igualdade de oportunidades nas políticas municipais", disse ainda a vereadora num comunicado.

Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/49462-vereadora-do-ps-propoe-criacao-gabinete-municipal-igualdade

terça-feira, 2 de março de 2010

Mulheres Prémios Nobel- Em exposição na Biblioteca Municipal do Seixal

A Biblioteca Municipal do Seixal assinala o Dia Internacional da Mulher com a exposição Mulheres Prémios Nobel.

A exposição, patente até dia 13 de Março na Biblioteca Municipal do Seixal, foi concebida pela Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres – CIDM (actualmente designada Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género - CIG).

Composta por diversos cartazes alusivos às mulheres que alcançaram o Prémio Nobel, a exposição visa destacar algumas das mulheres mais marcantes na história mundial, em diversas áreas, com o intuito de alertar para a falta de visibilidade das mulheres em diversas esferas de decisão, seja a nível político, económico, científico, ou artístico, pois desde que os Prémios Nobel foram instituídos, em 1901 e até 2006, apenas 33 mulheres receberam a distinção, um número diminuto quando comparado com os 725 homens galardoados, nas áreas da Física, Química, Medicina, Literatura e Paz.