Os municípios podem a partir de hoje aderir ao programa que visa criar uma rede solidária com casas a baixo custo para integrar as vítimas de violência doméstica na sociedade, quando estiverem preparadas para deixar as casas-abrigo.
O Governo - através da secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, e do secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa, Paulo Simões Júlio - e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) formalizaram hoje em Lisboa um protocolo para facilitar o acesso a habitação a baixo custo a vítimas de violência doméstica.
De acordo com Teresa Morais, o grande objetivo desta rede é conseguir casas a preços acessíveis, com a ajuda do parque habitacional já detido pelos municípios, para que "as condições que estas mulheres têm para a sua autonomização sejam cada vez maiores".
Segundo um levantamento realizado por Teresa Morais junto de casas-abrigo, em 2011 "houve 187 casos de mulheres que saíram das casa-abrigo sem o apoio da retaguarda familiar, em que foi preciso procurar uma habitação no mercado".
"Se uma mulher, que sai muitas vezes acompanhada dos seus filhos, gasta dois terços do seu rendimento mensal numa habitação, muito dificilmente conseguirá sobreviver a essa situação e pode muitas vezes ter, como em alguns casos conhecidos aconteceu, a tendência de voltar para trás e voltar a viver com o seu agressor", disse.
Com a criação desta rede solidária, na prática, as equipas técnicas das casas-abrigo têm ao dispor uma lista com a localização das casas inseridas pelos municípios no programa.
"Assim, consoante a sua localização geográfica e o lugar onde estejam a tentar inserir essa mulher na comunidade, podem contactar os municípios daquela zona que já aderiram e tentar encontrar uma casa a baixo custo", explicou.
De acordo com a secretária de Estado, este programa não deverá trazer custos adicionais aos municípios, não impõe um número de fogos, nem valores mínimos de rendas para a participação das autarquias, para que cada um "participe de acordo com a sua capacidade financeira e com a sua oferta de habitação que tem a possibilidade de avaliar".
"As câmaras já têm habitação social, em alguns casos, praticam determinados critérios, praticam determinado volume de rendas e, portanto, poderão, se assim o entenderem, aplicar os mesmos critérios na habitação que entregam a estas vítimas fora da habitação social ou encontrar outros critérios", afirmou.
Aos municípios que aderirem cabe incluir as vítimas de violência doméstica entre as suas prioridades na atribuição de fogos de habitação social ou na disponibilização de fogos que detenham no seu património para arrendamento a baixo custo.
O presidente da ANMP, Fernando Ruas, destacou que os municípios são livres de aderir ao projeto, mas mostrou-se convencido de que a adesão será grande.
"Estamos convencidos de que, como é normal em áreas tão sensíveis como esta da componente social, vai aderir um grande número de municípios", salientou.
Os municípios que pretendam aderir podem inscrever-se através do site da ANMP na Internet e do site da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.
Fonte:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=589425
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Assinado protocolo para facilitar habitação a vítimas de violência doméstica
O Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) formalizam na quarta-feira um protocolo para facilitar o acesso a habitação a baixo custo a vítimas de violência doméstica.
O documento, de acordo com um comunicado hoje divulgado pela Secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, «institui uma relação de cooperação entre o Governo e a ANMP, no apoio ao processo de autonomização das vítimas de violência doméstica após a sua saída das Casas de Abrigo, através da criação de uma rede de municípios solidários que disponibilizem fogos a baixo custo às vítimas que recomeçam as suas vidas na comunidade».
A execução do protocolo, a que os municípios são «convidados a aderir», será assegurada pela ANMP.
A Associação irá, junto dos seus associados, «sensibilizar, divulgar e promover a sua adesão, e acompanhar a sua implementação».
A nota da Secretaria de Estado adianta ainda que os municípios que aderirem ao protocolo «comprometem-se a incluir as vítimas de violência doméstica entre as suas prioridades na atribuição de fogos de habitação social ou, e de acordo com a sua opção, na avaliação da possibilidade de disponibilização de fogos que detenham no seu património para arrendamento a baixo custo».
Esta medida insere-se no IV Plano Nacional Contra a Violência Doméstica. O protocolo será assinado pela secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, e o secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, Paulo Júlio, e representantes da ANMP.
A lista dos municípios que aderirem ao protocolo será divulgada nas páginas da Internet da ANMP e da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.
Lusa/ SOL
Fonte:http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=57853
O documento, de acordo com um comunicado hoje divulgado pela Secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, «institui uma relação de cooperação entre o Governo e a ANMP, no apoio ao processo de autonomização das vítimas de violência doméstica após a sua saída das Casas de Abrigo, através da criação de uma rede de municípios solidários que disponibilizem fogos a baixo custo às vítimas que recomeçam as suas vidas na comunidade».
A execução do protocolo, a que os municípios são «convidados a aderir», será assegurada pela ANMP.
A Associação irá, junto dos seus associados, «sensibilizar, divulgar e promover a sua adesão, e acompanhar a sua implementação».
A nota da Secretaria de Estado adianta ainda que os municípios que aderirem ao protocolo «comprometem-se a incluir as vítimas de violência doméstica entre as suas prioridades na atribuição de fogos de habitação social ou, e de acordo com a sua opção, na avaliação da possibilidade de disponibilização de fogos que detenham no seu património para arrendamento a baixo custo».
Esta medida insere-se no IV Plano Nacional Contra a Violência Doméstica. O protocolo será assinado pela secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, e o secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, Paulo Júlio, e representantes da ANMP.
A lista dos municípios que aderirem ao protocolo será divulgada nas páginas da Internet da ANMP e da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.
Lusa/ SOL
Fonte:http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=57853
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Conferência sobre formação em igualdade de género,organizada pelo Instituto Europeu para a Igualdade de Género – EIGE 13 e 14 de novembro – Vilnius
Nos dias 13 e 14 de novembro, o Instituto Europeu para a Igualdade de Género organiza uma conferência europeia “Formação avançada em igualdade de género para uma efetiva tranversalidade da dimensão de género”, em Vilnius, na Lituânia.
As inscrições, por convite, estarão abertas a partir de 1 de setembro de 2012.
Para mais informações, consultar:
http://www.eige.europa.eu/content/news-article/gender-training-conference-in-vilnius-13-14-november-2012
Fonte: http://www.cite.gov.pt/pt/destaques/noticia178.html
As inscrições, por convite, estarão abertas a partir de 1 de setembro de 2012.
Para mais informações, consultar:
http://www.eige.europa.eu/content/news-article/gender-training-conference-in-vilnius-13-14-november-2012
Fonte: http://www.cite.gov.pt/pt/destaques/noticia178.html
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Mulheres em maioria e mais educadas nos municípios do Norte
Mulheres em maioria e mais educadas nos municípios do Norte
Mas ocupam menos cargos dirigentes
Os municípios da região norte empregavam, no final de 2011, mais mulheres do que homens, sendo estas mais educadas, ainda que ocupassem menos cargos dirigentes e fossem em menor número nos maiores vencimentos.
Segundo o relatório de “Caracterização dos Recursos Humanos dos Municípios da Região do Norte de Portugal” para 2011”, da responsabilidade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) havia, no ano passado, 20.302 mulheres a trabalhar nos 86 municípios regionais, mais 263 do que os homens, o que, ainda assim, corresponde a um decréscimo de duas décimas em relação a 2010.
O número de efetivos nos municípios da região norte foi reduzido em quatro por cento entre 2010 e 2011, atingindo 40.341 pessoas nas 86 autarquias, segundo o mesmo relatório.
“Da análise da escolaridade segundo o género, evidencia-se com alguma expressividade o sexo feminino com níveis de escolaridade superiores: 23 por cento atingem o 9.º ou o 11.º ano, 29 por cento possuem o 12.º ano e 28 por cento têm formação superior, por comparação aos trabalhadores do sexo masculino, com 18, 17 e 17 por cento, respetivamente”, escrevem os autores do documento, que é publicado pelo quarto ano consecutivo.
Em termos de repartição por carreiras, os homens encontram-se em números superiores nos assistentes operacionais, uma tendência que se inverte em relação aos assistentes técnicos e aos técnicos superiores. Porém, em termos de cargos dirigentes, os homens são a maioria quer em termos intermédios quer em termos superiores, com 512 face a 421 mulheres no primeiro caso e 24 face a 11 no segundo.
As mulheres são predominantes no escalão de remuneração mais baixo, até 500 euros, encontrando-se 3.741 nesta faixa face a 1.791 homens no mesmo escalão. Há mais mulheres do que homens nos escalões entre os 1.251 euros e os 2.250, números que se invertem daí para a frente.
Fonte: http://mulher.sapo.pt/atualidade/noticias/mulheres-em-maioria-e-mais-edu-1261934.html
Mas ocupam menos cargos dirigentes
Os municípios da região norte empregavam, no final de 2011, mais mulheres do que homens, sendo estas mais educadas, ainda que ocupassem menos cargos dirigentes e fossem em menor número nos maiores vencimentos.
Segundo o relatório de “Caracterização dos Recursos Humanos dos Municípios da Região do Norte de Portugal” para 2011”, da responsabilidade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) havia, no ano passado, 20.302 mulheres a trabalhar nos 86 municípios regionais, mais 263 do que os homens, o que, ainda assim, corresponde a um decréscimo de duas décimas em relação a 2010.
O número de efetivos nos municípios da região norte foi reduzido em quatro por cento entre 2010 e 2011, atingindo 40.341 pessoas nas 86 autarquias, segundo o mesmo relatório.
“Da análise da escolaridade segundo o género, evidencia-se com alguma expressividade o sexo feminino com níveis de escolaridade superiores: 23 por cento atingem o 9.º ou o 11.º ano, 29 por cento possuem o 12.º ano e 28 por cento têm formação superior, por comparação aos trabalhadores do sexo masculino, com 18, 17 e 17 por cento, respetivamente”, escrevem os autores do documento, que é publicado pelo quarto ano consecutivo.
Em termos de repartição por carreiras, os homens encontram-se em números superiores nos assistentes operacionais, uma tendência que se inverte em relação aos assistentes técnicos e aos técnicos superiores. Porém, em termos de cargos dirigentes, os homens são a maioria quer em termos intermédios quer em termos superiores, com 512 face a 421 mulheres no primeiro caso e 24 face a 11 no segundo.
As mulheres são predominantes no escalão de remuneração mais baixo, até 500 euros, encontrando-se 3.741 nesta faixa face a 1.791 homens no mesmo escalão. Há mais mulheres do que homens nos escalões entre os 1.251 euros e os 2.250, números que se invertem daí para a frente.
Fonte: http://mulher.sapo.pt/atualidade/noticias/mulheres-em-maioria-e-mais-edu-1261934.html
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
FAJUDIS recebe prémio “Jovens pela Igualdade”
A FAJUDIS - Federação das Associações Juvenis do Distrito de Santarém, recebeu dia 3 de Agosto, o prémio monetário relativo ao terceiro lugar a nível nacional do prémio “Jovens pela Igualdade”.
A cerimónia de entrega de prémios decorreu nas instalações do Instituto Português do Desporto e Juventude e foi presidida pela presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, Dra. Fátima Duarte e pelo presidente do IPDJ, Dr. Augusto Baganha.
O presidente da FAJUDIS, Jorge Claro, após a entrega do prémio, agradeceu à Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e ao Instituto Português do Desporto e da Juventude, pois considera que é uma honra para a federação receber este prémio, que “significa por um lado o reconhecimento e mérito ao trabalho desenvolvido e por outro lado o incentivo e apoio à continuidade do mesmo”, destacando o papel que o associativismo juvenil tem na sensibilização e mobilização dos jovens para todas as questões relacionadas com a igualdade de género.
O prémio Jovens pela Igualdade é uma iniciativa bianual promovida pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) em colaboração com o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), criado em 2011 pelo que é a primeira vez que está a ser atribuído.
Este prémio destina-se a associações de jovens e grupos informais de jovens inscritos no Registo Nacional de Associativismo Jovem (RNAJ), com boas práticas na integração da dimensão da Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação, quer na sua organização ou funcionamento, quer nas actividades por si desenvolvidas.
Em 2012, primeiro ano de atribuição foram premidas as seguintes associações: 1º Lugar: Associação Juvenil de Deão, de Viana do Castelo; 2º Lugar: LIFESHAKER, Monte da Caparica; 3º Lugar: Federação das Associações Juvenis do Distrito de Santarém.
A cerimónia de entrega de prémios decorreu nas instalações do Instituto Português do Desporto e Juventude e foi presidida pela presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, Dra. Fátima Duarte e pelo presidente do IPDJ, Dr. Augusto Baganha.
O presidente da FAJUDIS, Jorge Claro, após a entrega do prémio, agradeceu à Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e ao Instituto Português do Desporto e da Juventude, pois considera que é uma honra para a federação receber este prémio, que “significa por um lado o reconhecimento e mérito ao trabalho desenvolvido e por outro lado o incentivo e apoio à continuidade do mesmo”, destacando o papel que o associativismo juvenil tem na sensibilização e mobilização dos jovens para todas as questões relacionadas com a igualdade de género.
O prémio Jovens pela Igualdade é uma iniciativa bianual promovida pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) em colaboração com o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), criado em 2011 pelo que é a primeira vez que está a ser atribuído.
Este prémio destina-se a associações de jovens e grupos informais de jovens inscritos no Registo Nacional de Associativismo Jovem (RNAJ), com boas práticas na integração da dimensão da Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação, quer na sua organização ou funcionamento, quer nas actividades por si desenvolvidas.
Em 2012, primeiro ano de atribuição foram premidas as seguintes associações: 1º Lugar: Associação Juvenil de Deão, de Viana do Castelo; 2º Lugar: LIFESHAKER, Monte da Caparica; 3º Lugar: Federação das Associações Juvenis do Distrito de Santarém.
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
AJD recebe 1º PRÉMIO "JOVENS PELA IGUALDADE"
A Associação Juvenil de Deão(AJD), recebeu na
sexta - feira, 3 de Agosto, no Instituto Português do Desporto e Juventude, em
Lisboa, o PRIMEIRO PRÉMIO “Jovens pela Igualdade”. A cerimónia foi presidida
pelo Presidente do instituto Português do Desporto e Juventude, Dr. Augusto
Baganha, e pela Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género,
Dr.ª Fátima Duarte. Este prémio é promovido pela Comissão para a Cidadania e
Igualdade de Género (CIG), em colaboração com o Instituto Português do Desporto
e Juventude (IPDJ), no âmbito do IV Plano Nacional para a Igualdade, Género,
Cidadania e Não Discriminação, 2011-2013, e destina-se ao Associativismo Jovem
com boas práticas na integração da dimensão da Igualdade de Género, Cidadania e
Não Discriminação, quer na sua organização ou funcionamento, quer nas
actividades por si desenvolvidas.
Fonte: http://assocjuvenildeao.blogspot.pt/2012/08/ajd-recebe-1-premio-jovens-pela.html
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Prémio Jovens pela Igualdade
O Prémio Jovens pela Igualdade é uma iniciativa bianual promovida pela
Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) em colaboração com o
Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).
Este prémio destina-se a associações de jovens e grupos informais de jovens inscritos no Registo Nacional de Associativismo Jovem (RNAJ), com boas práticas na integração da dimensão da Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação, quer na sua organização ou funcionamento, quer nas atividades por si desenvolvidas, e foi lançado e apresentado no dia 30 de Abril de 2011.
As associações premiadas são:
1º Lugar: Associação Juvenil de Deão
2º Lugar: LIFESHAKER
3º Lugar: Federação das Associações Juvenis do Distrito de Santarém
A Cerimónia de entrega dos prémios decorrerá no próximo dia 3 de Agosto pelas 11h nas Instalações do IPDJ na Rua Rodrigo da Fonseca.
Este prémio destina-se a associações de jovens e grupos informais de jovens inscritos no Registo Nacional de Associativismo Jovem (RNAJ), com boas práticas na integração da dimensão da Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação, quer na sua organização ou funcionamento, quer nas atividades por si desenvolvidas, e foi lançado e apresentado no dia 30 de Abril de 2011.
As associações premiadas são:
1º Lugar: Associação Juvenil de Deão
2º Lugar: LIFESHAKER
3º Lugar: Federação das Associações Juvenis do Distrito de Santarém
A Cerimónia de entrega dos prémios decorrerá no próximo dia 3 de Agosto pelas 11h nas Instalações do IPDJ na Rua Rodrigo da Fonseca.
fonte: http://www.cig.gov.pt/
terça-feira, 24 de julho de 2012
Um quinto dos casais optaram por partilhar licença parental em 2011
Um em cada cinco casais portugueses optou, em 2011, por partilhar, em pelo menos um mês, a "licença parental inicial" aquando do nascimento do filho, um crescimento considerado "pouco significativo" depois do impacto inicial da medida em 2008.
Os dados, divulgados no relatório anual do Observatório das Famílias e das Políticas de Família (OFAP), mostram que a partilha, em pelo menos um mês, da "licença parental inicial" -- que tem a duração de 120, 150 ou 180 dias consecutivos - entre os casais se manteve na ordem dos 20 por cento do total das licenças parentais iniciais concedidas.
Em 2011, 16.719 homens partilharam com a mãe, em pelo menos 30 dias, a licença parental de 120 ou 150 dias, mais 358 do que em 2010.
"Depois do impacto inicial de 2008 para 2009 e de 2009 para 2010, os dados apontam agora para um crescimento pouco significativo e mais lento", refere o relatório publicado no site da OFAP, adiantando que em 2011 foram concedidos, no total, 81.300 subsídios parentais, contra 80.494 em 2010.
Como explicação para o aumento pouco significativo do número de pais que partilham a licença parental, o relatório aponta o facto de só terem passado pouco mais de dois anos desde que foi criado em Portugal o bónus que incentiva o pai a partilhar a licença com a mãe.
"A adesão à mudança nas políticas demora anos, por vezes décadas, a concretizar-se", comenta.
Por outro, salienta, "o contexto de crise económica que o país está a viver" também pode "ter algum impacto na evolução mais lenta da partilha da licença entre o casal".
"O desemprego e o clima de insegurança, a pressão para garantir o emprego e o rendimento da família e o aumento de formas de trabalho precário são fatores que podem estar a influenciar a opção de não recorrer ao direito (ou de não ter esse direito) por parte de alguns homens".
Tomando como referência para base de cálculo o número de casais que gozaram a licença parental inicial, o OFAP apurou que 81% dos homens gozaram a licença obrigatória de 10 dias.
Utilizando como base de cálculo o número de nascimentos, essa percentagem desce para 68%.
Para a OFAP, é um valor significativo pois os dados disponíveis só contabilizam os subsídios pagos no âmbito do regime geral da segurança social, deixando de fora toda a função pública e regimes paralelos, como, por exemplo, os bancos e outros sistemas privados.
"Os dados estão subestimados em relação à realidade, o que só poderá ser controlado após a convergência definitiva entre os regimes da segurança social e os demais".
Analisando os últimos 11 anos, o documento observa que, em 2000, apenas 13.000 homens gozaram a licença de cinco dias, enquanto em 2011 foram 65.700 a gozar essa licença (de 10 dias a partir de 2009).
O Observatório destaca igualmente o facto de se confirmar a importância relativa da opção pelos 180 dias de licença (pagos a 83%) em comparação com os casais que optam pelos 150 dias (pagos a 100%).
Apenas no caso dos subsídios sociais se mantém como tendência dominante a opção pelos 120 dias sem partilha.
Relativamente ao gozo dos três meses de licença parental alargada e subsidiada a 25% do ordenado bruto - nas situações em que é gozada imediatamente a seguir à licença parental inicial ou licença inicial parental do outro progenitor - só 2.041 progenitores é que gozaram esta licença parental complementar alargada em 2011, representando 2,5% do total de licenças concedidas.
Em 2011, 16.719 homens partilharam com a mãe, em pelo menos 30 dias, a licença parental de 120 ou 150 dias, mais 358 do que em 2010.
"Depois do impacto inicial de 2008 para 2009 e de 2009 para 2010, os dados apontam agora para um crescimento pouco significativo e mais lento", refere o relatório publicado no site da OFAP, adiantando que em 2011 foram concedidos, no total, 81.300 subsídios parentais, contra 80.494 em 2010.
Como explicação para o aumento pouco significativo do número de pais que partilham a licença parental, o relatório aponta o facto de só terem passado pouco mais de dois anos desde que foi criado em Portugal o bónus que incentiva o pai a partilhar a licença com a mãe.
"A adesão à mudança nas políticas demora anos, por vezes décadas, a concretizar-se", comenta.
Por outro, salienta, "o contexto de crise económica que o país está a viver" também pode "ter algum impacto na evolução mais lenta da partilha da licença entre o casal".
"O desemprego e o clima de insegurança, a pressão para garantir o emprego e o rendimento da família e o aumento de formas de trabalho precário são fatores que podem estar a influenciar a opção de não recorrer ao direito (ou de não ter esse direito) por parte de alguns homens".
Tomando como referência para base de cálculo o número de casais que gozaram a licença parental inicial, o OFAP apurou que 81% dos homens gozaram a licença obrigatória de 10 dias.
Utilizando como base de cálculo o número de nascimentos, essa percentagem desce para 68%.
Para a OFAP, é um valor significativo pois os dados disponíveis só contabilizam os subsídios pagos no âmbito do regime geral da segurança social, deixando de fora toda a função pública e regimes paralelos, como, por exemplo, os bancos e outros sistemas privados.
"Os dados estão subestimados em relação à realidade, o que só poderá ser controlado após a convergência definitiva entre os regimes da segurança social e os demais".
Analisando os últimos 11 anos, o documento observa que, em 2000, apenas 13.000 homens gozaram a licença de cinco dias, enquanto em 2011 foram 65.700 a gozar essa licença (de 10 dias a partir de 2009).
O Observatório destaca igualmente o facto de se confirmar a importância relativa da opção pelos 180 dias de licença (pagos a 83%) em comparação com os casais que optam pelos 150 dias (pagos a 100%).
Apenas no caso dos subsídios sociais se mantém como tendência dominante a opção pelos 120 dias sem partilha.
Relativamente ao gozo dos três meses de licença parental alargada e subsidiada a 25% do ordenado bruto - nas situações em que é gozada imediatamente a seguir à licença parental inicial ou licença inicial parental do outro progenitor - só 2.041 progenitores é que gozaram esta licença parental complementar alargada em 2011, representando 2,5% do total de licenças concedidas.
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
Mercado de trabalho: Mulheres mais ameaçadas com crise
Alerta lançado pela União de Mulheres Alternativa e Resposta
Em contexto de crise e no mercado de trabalho, as mulheres estão em situação mais fragilizada, eis uma das conclusões do debate sobre “As profissões não têm Sexo”, iniciativa da UMAR, União de Mulheres Alternativa e Resposta, e da CITE, Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.
Sandra Ribeiro, da CITE, evidenciou que, “apesar de existir uma mudança social, as mulheres no mercado de trabalho, em contexto de crise, encontram-se ainda mais ameaçadas, o que origina retrocessos”.
Indicadores tais como taxas de atividade, emprego, desemprego, níveis de remuneração e ganhos, participação nos processos de decisão, tipo de contrato, entre outros, continuam a evidenciar fortes desequilíbrios e discriminações múltiplas que se vêm acentuando com a atual crise económica e financeira.
Por outro lado, o valor que se atribui ao trabalho realizado por mulheres e por homens continua a não ser igual. Segundo a UMAR, “a maior percentagem de licenciadas não impede que as mulheres continuem a ocupar no mercado de trabalho profissões tradicionalmente ditas femininas, de mais baixa qualificação e mal remuneradas, com maior precariedade e possibilidade de desemprego e se mantenham sub-representadas na esfera pública”.
Continuam a existir setores muito feminizados como a saúde, a ação social, a educação, o alojamento, as limpezas, a restauração, o têxtil e o vestuário, e outros em que a participação das mulheres é muito reduzida, como o da construção civil, o das forças armadas, das pescas, estiva e técnicos de gás.
No debate, Sara Falcão Casaca (ISEG) salientou precisamente “a carga simbólica das profissões tipificadas como masculinas e femininas e as hierarquias que dão valores diferentes, em função das representações sociais, às atividades ditas femininas e masculinas”. Lídia Fernandes, da UMAR, acrescentou que “embora na esfera pública desempenhem funções ditas masculinas, na esfera privada persistem os estereótipos de género, pois as mulheres maioritariamente continuam a desempenhar as tarefas domésticas e do cuidar”.
A segregação horizontal e vertical no mercado de trabalho continua a existir em Portugal e ainda há um longo percurso até as discriminações de género terminarem, conclui a UMAR no pós evento.
16 de julho de 2012
Fonte: http://mulher.sapo.pt/atualidade/noticias/mercado-de-trabalho-mulheres-m-1257074.html
Em contexto de crise e no mercado de trabalho, as mulheres estão em situação mais fragilizada, eis uma das conclusões do debate sobre “As profissões não têm Sexo”, iniciativa da UMAR, União de Mulheres Alternativa e Resposta, e da CITE, Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.
Sandra Ribeiro, da CITE, evidenciou que, “apesar de existir uma mudança social, as mulheres no mercado de trabalho, em contexto de crise, encontram-se ainda mais ameaçadas, o que origina retrocessos”.
Indicadores tais como taxas de atividade, emprego, desemprego, níveis de remuneração e ganhos, participação nos processos de decisão, tipo de contrato, entre outros, continuam a evidenciar fortes desequilíbrios e discriminações múltiplas que se vêm acentuando com a atual crise económica e financeira.
Por outro lado, o valor que se atribui ao trabalho realizado por mulheres e por homens continua a não ser igual. Segundo a UMAR, “a maior percentagem de licenciadas não impede que as mulheres continuem a ocupar no mercado de trabalho profissões tradicionalmente ditas femininas, de mais baixa qualificação e mal remuneradas, com maior precariedade e possibilidade de desemprego e se mantenham sub-representadas na esfera pública”.
Continuam a existir setores muito feminizados como a saúde, a ação social, a educação, o alojamento, as limpezas, a restauração, o têxtil e o vestuário, e outros em que a participação das mulheres é muito reduzida, como o da construção civil, o das forças armadas, das pescas, estiva e técnicos de gás.
No debate, Sara Falcão Casaca (ISEG) salientou precisamente “a carga simbólica das profissões tipificadas como masculinas e femininas e as hierarquias que dão valores diferentes, em função das representações sociais, às atividades ditas femininas e masculinas”. Lídia Fernandes, da UMAR, acrescentou que “embora na esfera pública desempenhem funções ditas masculinas, na esfera privada persistem os estereótipos de género, pois as mulheres maioritariamente continuam a desempenhar as tarefas domésticas e do cuidar”.
A segregação horizontal e vertical no mercado de trabalho continua a existir em Portugal e ainda há um longo percurso até as discriminações de género terminarem, conclui a UMAR no pós evento.
16 de julho de 2012
Fonte: http://mulher.sapo.pt/atualidade/noticias/mercado-de-trabalho-mulheres-m-1257074.html
Adere-Minho ‘pica’ contra violência no namoro
Controlar o telemóvel, partilhar o mesmo e-mail, querer saber tudo que o/a
companheiro/a faz, bater e pedir perdão constantemente são apenas algumas formas
de violência no namoro e percepções sobre a igualdade de oportunidades expressas
no desdobrável apresentado ontem e que foi criado pelos alunos do curso de
Design Técnico da Esprominho, no âmbito do projecto PICA (Promover a Igualdade
Construindo Alicerces), dinamizado pela Adere-Minho.
No âmbito deste projecto, financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH), medida 7.3. da CIG (Comissão para Igualdade de Género), a Adere-Minho está a promover a ‘Actividade 5’ (campanha sobre a igualdade para a comunidade escolar) na Esprominho, na Escola Secundária de Maximinos, na EB2,3 Frei Caetano Brandão, em Maximinos, e na Escola Secundária Alcaides Faria, em Barcelos.
“Apoiar a conciliação entre trabalho e a vida familiar, sensibilizar para a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres e prevenir e combater a violência doméstica e no namoro” são os objectivos deste projecto destacados pela directora geral da Adere-Minho, Teresa Costa.
O projecto, que arrancou em Setembro do ano passado vai continuar no próximo ano lectivo. “Já fizemos mais de 50 sessões e envolvemos cerca de 1800 alunos”, informou, entretanto, aquela responsável, adiantando que vai começar uma parceria com escolas do concelho de Famalicão.
“As escolas têm que aderir ao projecto e vamos fazer acções a todas que nos solicitam. Este desdobrável é um suporte para levar para as futuras acções de forma os alunos perceberem que outros jovens da mesma idade já estão inseridos nesta temática”, justificou.
Na Esprominho, “os alunos mostraram-se muito interessados e as sessões são muito interactivas com passagem de vídeos, de imagens e de estatísticas para eles perceberem que não estamos a falar de cor em relação à temática”, defendeu.
O projecto continua no próximo ano lectivo com “o objectivo de sensibilizar os alunos para esta temática que começa a ser problemática no namoro. Os estudos comprovam que um em cada cinco jovens é vítima de violência doméstica e sabemos que, se no namoro já é assim, quando se casam não vai melhorar”, lamentou a directora geral , deixando o conselho: “tenham namoros saudáveis e felizes”
Acções de sensibilização “importantes para prevenir”
No final da apresentação do desdobrável, feita pelo director pedagógico da Esprominho, António Teixeira, e pela directora geral da Adere-Minho, o ‘Correio do Minho’ falou com Agostinho Sá, um dos alunos da turma 42 do Curso de Técnico de Design. “Gostei muito de fazer este trabalho e de abordar este tema”, referiu o jovem estudante, admitindo que em relação à violência no namoro “é mais normal ouvir falar” do que ter alguém conhecido que já tenha sido vítima.
Sobre estas acções, Agostinho Sá foi peremptório: “é sempre muito importante para prevenir este tipo de situações um dia”.
Fonte: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=62896
No âmbito deste projecto, financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH), medida 7.3. da CIG (Comissão para Igualdade de Género), a Adere-Minho está a promover a ‘Actividade 5’ (campanha sobre a igualdade para a comunidade escolar) na Esprominho, na Escola Secundária de Maximinos, na EB2,3 Frei Caetano Brandão, em Maximinos, e na Escola Secundária Alcaides Faria, em Barcelos.
“Apoiar a conciliação entre trabalho e a vida familiar, sensibilizar para a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres e prevenir e combater a violência doméstica e no namoro” são os objectivos deste projecto destacados pela directora geral da Adere-Minho, Teresa Costa.
O projecto, que arrancou em Setembro do ano passado vai continuar no próximo ano lectivo. “Já fizemos mais de 50 sessões e envolvemos cerca de 1800 alunos”, informou, entretanto, aquela responsável, adiantando que vai começar uma parceria com escolas do concelho de Famalicão.
“As escolas têm que aderir ao projecto e vamos fazer acções a todas que nos solicitam. Este desdobrável é um suporte para levar para as futuras acções de forma os alunos perceberem que outros jovens da mesma idade já estão inseridos nesta temática”, justificou.
Na Esprominho, “os alunos mostraram-se muito interessados e as sessões são muito interactivas com passagem de vídeos, de imagens e de estatísticas para eles perceberem que não estamos a falar de cor em relação à temática”, defendeu.
O projecto continua no próximo ano lectivo com “o objectivo de sensibilizar os alunos para esta temática que começa a ser problemática no namoro. Os estudos comprovam que um em cada cinco jovens é vítima de violência doméstica e sabemos que, se no namoro já é assim, quando se casam não vai melhorar”, lamentou a directora geral , deixando o conselho: “tenham namoros saudáveis e felizes”
Acções de sensibilização “importantes para prevenir”
No final da apresentação do desdobrável, feita pelo director pedagógico da Esprominho, António Teixeira, e pela directora geral da Adere-Minho, o ‘Correio do Minho’ falou com Agostinho Sá, um dos alunos da turma 42 do Curso de Técnico de Design. “Gostei muito de fazer este trabalho e de abordar este tema”, referiu o jovem estudante, admitindo que em relação à violência no namoro “é mais normal ouvir falar” do que ter alguém conhecido que já tenha sido vítima.
Sobre estas acções, Agostinho Sá foi peremptório: “é sempre muito importante para prevenir este tipo de situações um dia”.
Fonte: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=62896
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Parada da Igualdade de Oeiras acontecerá em setembro
A Parada da Igualdade de Oeiras já tem data marcada. O evento que já está em sua 4ª edição será realizado no dia 30 de setembro, a partir da 14h.
Segundo Kátia Tapety, organizadora do evento e atual líder LGBT de Oeiras e Região, este ano o evento contará com algumas novidades.
"Serão realizados um seminário para discutir direitos humanos, DST E AIDS e conscientização do voto limpo. Artisticamente, contaremos trios elétricos gogoboys e girls e muita gente bonita vinda de todas as partes do Piaui", disse Kátia Tapety.
Velha CAP
Fonte:http://180graus.com/oeiras/parada-da-igualdade-de-oeiras-acontecera-em-setembro-541927.html
Segundo Kátia Tapety, organizadora do evento e atual líder LGBT de Oeiras e Região, este ano o evento contará com algumas novidades.
"Serão realizados um seminário para discutir direitos humanos, DST E AIDS e conscientização do voto limpo. Artisticamente, contaremos trios elétricos gogoboys e girls e muita gente bonita vinda de todas as partes do Piaui", disse Kátia Tapety.
Velha CAP
Fonte:http://180graus.com/oeiras/parada-da-igualdade-de-oeiras-acontecera-em-setembro-541927.html
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Mulheres vivem mais anos mas homens vivem saudáveis mais tempo
As portuguesas têm uma esperança média de vida três anos
superior à dos homens, mas eles são saudáveis até mais tarde, ao contrário da
média europeia em que as mulheres se mantém sãs durante mais tempo.
Aos 65 anos, as mulheres têm uma esperança média de vida de 20 anos enquanto
os homens têm, em média, apenas mais 17,1 anos. No entanto, o Eurostat estima
que as portuguesas vão manter-se sem problemas de saúde até aos 60, enquanto os
homens deverão estar saudáveis aos 62.
"As mulheres têm uma esperança de vida maior, mas isso não quer dizer que esse tempo seja vivido de forma saudável", sublinhou Pedro Perista, um dos responsáveis pelo estudo "Género e Envelhecimento", apresentado esta terça-feira durante o seminário promovido pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) na Assembleia da República.
Comparando com a média europeia, parece que ser mulher em Portugal é mais penalizador, já que a diferença entre sexos "na Europa" é mais discreta: depois dos 65, as mulheres têm 8,8 anos de vida saudável e os homens 8,7.
"Os anos a mais das mulheres são de solidão, pobreza e incapacidade", lembrou a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, durante a apresentação do estudo, sublinhando que as portuguesas "são mais pobres e incorrem em maior risco de pobreza", quando comparadas com os homens.
Esta terça-feira, os responsáveis pelo estudo "Género e Envelhecimento" traçaram o perfil da mulher em Portugal: tem menos escolaridade, recebe pensões mais baixas, vive mais sozinha e sofre mais com os efeitos da idade.
Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2645808
"As mulheres têm uma esperança de vida maior, mas isso não quer dizer que esse tempo seja vivido de forma saudável", sublinhou Pedro Perista, um dos responsáveis pelo estudo "Género e Envelhecimento", apresentado esta terça-feira durante o seminário promovido pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) na Assembleia da República.
Comparando com a média europeia, parece que ser mulher em Portugal é mais penalizador, já que a diferença entre sexos "na Europa" é mais discreta: depois dos 65, as mulheres têm 8,8 anos de vida saudável e os homens 8,7.
"Os anos a mais das mulheres são de solidão, pobreza e incapacidade", lembrou a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, durante a apresentação do estudo, sublinhando que as portuguesas "são mais pobres e incorrem em maior risco de pobreza", quando comparadas com os homens.
Esta terça-feira, os responsáveis pelo estudo "Género e Envelhecimento" traçaram o perfil da mulher em Portugal: tem menos escolaridade, recebe pensões mais baixas, vive mais sozinha e sofre mais com os efeitos da idade.
Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2645808
terça-feira, 3 de julho de 2012
Mulheres ganham menos 200 euros de reforma do que os homens
As mulheres ganham, em média, menos 200 euros de reforma do que os homens, segundo um estudo nacional hoje divulgado, que alerta para as dificuldades por que passam as idosas em Portugal.
“As mulheres têm uma esperança de vida maior, mas isso não quer dizer que esse tempo seja vivido de forma saudável”, sublinhou Pedro Perista, um dos responsáveis pelo estudo “Género e Envelhecimento”, apresentado hoje durante o seminário promovido pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) na Assembleia da República.
Dois investigadores do Centro de Estudos para a Intervenção Social (CESIS) cruzaram os dados existentes (desde os Censos 2011, aos números do Instituto da Segurança Social e da Eurostat) e traçaram um retrato das portuguesas com mais de 65 anos. Resultado: as mulheres vivem mais sozinhas, com menos dinheiro e em casas mais degradadas.
No ano passado, a GNR contabilizou 23 mil idosos a viver sozinhos. Dois em cada três eram mulheres (63,5% mulheres versus 37,5%). Muitas chegam à velhice sós e sem dinheiro. Se a pobreza está muito associada aos idosos, é entre as mulheres que a situação é mais preocupante.
O investigador realçou “a diferença abismal entre a situação de pobreza dos idosos antes e depois de receberem as prestações sociais: Antes das prestações, a maior parte da população idosa estaria numa situação de pobreza. Depois das transferências sociais as diferenças evidenciam-se”, com uma clara desvantagem para as mulheres.
O valor médio das pensões de velhice atribuídas aos homens com mais de 65 anos rondava os 500 euros, em 2010, enquanto o valor atribuído às mulheres se ficava nos 297 euros.
Em algumas situações, as diferenças de rendimentos poderão não estar diretamente relacionados com os anos de trabalho, mas apenas com os descontos feitos: “É preciso distinguir as carreiras contributivas e o trabalho, porque existem muitos casos de mulheres que trabalharam mas não descontaram. Isto tem depois um impacto nas taxas de pobreza”, sublinhou o investigador do CESIS.
No caso das pensões de invalidez verifica-se o mesmo fenómeno, com os homens a ganhar em média 358 euros e as mulheres apenas 281 euros.
Olhando para a pensão social de velhice, destinada a quem não tem qualquer sistema de proteção social obrigatória ou não fez descontos suficientes para ter direito à pensão de velhice, as mulheres aparecem em maioria: representam dois em cada três beneficiários, entre os 80 e os 84 anos (74%), e quatro em cada cinco beneficiários, com mais de 85 anos (82,7%).
Quando as pensões são demasiado baixas, o estado dá o “Complemento Solidário para Idosos”. Segundo números apresentados hoje, dois em cada três beneficiários deste apoio são mulheres.
As mulheres também surgem neste retrato como vivendo em habitações mais degradadas: casas com tetos que deixam passar água, com humidade nas paredes ou janelas apodrecidas são a realidade de 27,4% das idosas. Nas mesmas condições vivem 21,9% dos homens, com mais de 65 anos.
Para 4,7% das mulheres, viver num sítio sem casa de banho, duche ou autoclismo não são coisas do passado, passando-se o mesmo com 3,5% dos homens.
As más condições das habitações dos idosos levou o governo a criar, em 2008, o Programa Conforto Habitacional para Pessoas Idosas que deu resposta, na primeira fase, a 1.100 pessoas. “Destas, 57,2% eram mulheres”, concluiu o investigador.
Fonte: Diário Digital com Lusa
“As mulheres têm uma esperança de vida maior, mas isso não quer dizer que esse tempo seja vivido de forma saudável”, sublinhou Pedro Perista, um dos responsáveis pelo estudo “Género e Envelhecimento”, apresentado hoje durante o seminário promovido pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) na Assembleia da República.
Dois investigadores do Centro de Estudos para a Intervenção Social (CESIS) cruzaram os dados existentes (desde os Censos 2011, aos números do Instituto da Segurança Social e da Eurostat) e traçaram um retrato das portuguesas com mais de 65 anos. Resultado: as mulheres vivem mais sozinhas, com menos dinheiro e em casas mais degradadas.
No ano passado, a GNR contabilizou 23 mil idosos a viver sozinhos. Dois em cada três eram mulheres (63,5% mulheres versus 37,5%). Muitas chegam à velhice sós e sem dinheiro. Se a pobreza está muito associada aos idosos, é entre as mulheres que a situação é mais preocupante.
O investigador realçou “a diferença abismal entre a situação de pobreza dos idosos antes e depois de receberem as prestações sociais: Antes das prestações, a maior parte da população idosa estaria numa situação de pobreza. Depois das transferências sociais as diferenças evidenciam-se”, com uma clara desvantagem para as mulheres.
O valor médio das pensões de velhice atribuídas aos homens com mais de 65 anos rondava os 500 euros, em 2010, enquanto o valor atribuído às mulheres se ficava nos 297 euros.
Em algumas situações, as diferenças de rendimentos poderão não estar diretamente relacionados com os anos de trabalho, mas apenas com os descontos feitos: “É preciso distinguir as carreiras contributivas e o trabalho, porque existem muitos casos de mulheres que trabalharam mas não descontaram. Isto tem depois um impacto nas taxas de pobreza”, sublinhou o investigador do CESIS.
No caso das pensões de invalidez verifica-se o mesmo fenómeno, com os homens a ganhar em média 358 euros e as mulheres apenas 281 euros.
Olhando para a pensão social de velhice, destinada a quem não tem qualquer sistema de proteção social obrigatória ou não fez descontos suficientes para ter direito à pensão de velhice, as mulheres aparecem em maioria: representam dois em cada três beneficiários, entre os 80 e os 84 anos (74%), e quatro em cada cinco beneficiários, com mais de 85 anos (82,7%).
Quando as pensões são demasiado baixas, o estado dá o “Complemento Solidário para Idosos”. Segundo números apresentados hoje, dois em cada três beneficiários deste apoio são mulheres.
As mulheres também surgem neste retrato como vivendo em habitações mais degradadas: casas com tetos que deixam passar água, com humidade nas paredes ou janelas apodrecidas são a realidade de 27,4% das idosas. Nas mesmas condições vivem 21,9% dos homens, com mais de 65 anos.
Para 4,7% das mulheres, viver num sítio sem casa de banho, duche ou autoclismo não são coisas do passado, passando-se o mesmo com 3,5% dos homens.
As más condições das habitações dos idosos levou o governo a criar, em 2008, o Programa Conforto Habitacional para Pessoas Idosas que deu resposta, na primeira fase, a 1.100 pessoas. “Destas, 57,2% eram mulheres”, concluiu o investigador.
Fonte: Diário Digital com Lusa
segunda-feira, 2 de julho de 2012
A igualdade de Género é Jovem! Voluntaria-te, Capacita-te e Multiplica!
LocalBeja - Évora - Portalegre
Data de início
Sexta, 21 de Setembro de 2012
No âmbito do Projecto Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género (BIIG - ver descrição em baixo) a UMAR, em parceria com a Direção Regional do Alentejo do IPDJ e colaboração do Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti Pobreza, estão previstas a realização de três ações de sensibilização sobre a temática igualdade de género, com a duração de 12 horas cada, gratuitas e certificadas.
Estas ações têm como principal objetivo capacitar dirigentes associativos/as juvenis, membros de associações juvenis, técnicos/as na área da juventude, técnicos/as de organizações do terceiro setor e pessoas interessadas com manifesto potencial multiplicador sobre as temáticas relacionadas com a (des)igualdade de género.
As ações previstas decorrerão nas instalações das Delegações de Beja, Évora e Portalegre do IPDJ, nas seguintes datas:
- Beja : 21 e 22 de setembro 2012. Horário: Dia 21 das 14h às 20h, Dia 22 das 10h às 13h e das 14h00 às 18h.
- Évora: 9 e 10 de outubro 2012. Dia 9 das 14h às 20, Dia 10 das 10h às 13h e das 14h00 às 18h.
- Portalegre: 19 e 20 de outubro , Horário: dia 19 das 14h às 20h , dia 20 das 10h às 13h e das 14h00 às 18h.
Dado que existe um nº limite de participantes, apelamos à divulgação desta iniciativa e à manifestação de interesse na sua frequencia, até dia 30 de julho de 2012, bastando para tal, preencher a ficha de inscrição, em anexo e enviá-la para projectobiig@gmail.com
O Projeto Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género, projeto financiado pelo Fundo Social Europeu através do Programa de Potential Humano (POPH/QREN) e pelo Estado Português através da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) é desenvolvido pela associação UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta - desde dia 1 de julho de 2011 e terá seu término a 31 de dezembro de 2012.
Os seus principais objetivos são:
- Promover a Igualdade de Género e a Cidadania com e junto de jovens, docentes, educadores/as, decisores/as, bibliotecários/as e outros setores populacionais da região do Alentejo, utilizando como principais ferramentas uma Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género e o Centro de Documentação e Arquivo Feminista Elina Guimarães.
- Delinear e implementar com as parcerias locais Semanas pela Igualdade de Género em 13 concelhos da Região do Alentejo.
- Fomentar atividades de índole artístico/cultural, baseadas na desconstrução de estereótipos de género e apostadas na plena participação e capacitação de todos/as.
- Dinamizar Redes Locais de Intervenção Comunitária para a Igualdade de Género!
Convidamo-lo ainda a visitar do site do projeto para mais informações: Http//:www.umarfeminismos/projectobig
Fonte: http://www.animar-dl.pt/index/agenda/biig
Data de início
Sexta, 21 de Setembro de 2012
Data de fim
Sábado, 20 de Outubro de 2012
No âmbito do Projecto Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género (BIIG - ver descrição em baixo) a UMAR, em parceria com a Direção Regional do Alentejo do IPDJ e colaboração do Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti Pobreza, estão previstas a realização de três ações de sensibilização sobre a temática igualdade de género, com a duração de 12 horas cada, gratuitas e certificadas.
Estas ações têm como principal objetivo capacitar dirigentes associativos/as juvenis, membros de associações juvenis, técnicos/as na área da juventude, técnicos/as de organizações do terceiro setor e pessoas interessadas com manifesto potencial multiplicador sobre as temáticas relacionadas com a (des)igualdade de género.
As ações previstas decorrerão nas instalações das Delegações de Beja, Évora e Portalegre do IPDJ, nas seguintes datas:
- Beja : 21 e 22 de setembro 2012. Horário: Dia 21 das 14h às 20h, Dia 22 das 10h às 13h e das 14h00 às 18h.
- Évora: 9 e 10 de outubro 2012. Dia 9 das 14h às 20, Dia 10 das 10h às 13h e das 14h00 às 18h.
- Portalegre: 19 e 20 de outubro , Horário: dia 19 das 14h às 20h , dia 20 das 10h às 13h e das 14h00 às 18h.
Dado que existe um nº limite de participantes, apelamos à divulgação desta iniciativa e à manifestação de interesse na sua frequencia, até dia 30 de julho de 2012, bastando para tal, preencher a ficha de inscrição, em anexo e enviá-la para projectobiig@gmail.com
O Projeto Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género, projeto financiado pelo Fundo Social Europeu através do Programa de Potential Humano (POPH/QREN) e pelo Estado Português através da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) é desenvolvido pela associação UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta - desde dia 1 de julho de 2011 e terá seu término a 31 de dezembro de 2012.
Os seus principais objetivos são:
- Promover a Igualdade de Género e a Cidadania com e junto de jovens, docentes, educadores/as, decisores/as, bibliotecários/as e outros setores populacionais da região do Alentejo, utilizando como principais ferramentas uma Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género e o Centro de Documentação e Arquivo Feminista Elina Guimarães.
- Delinear e implementar com as parcerias locais Semanas pela Igualdade de Género em 13 concelhos da Região do Alentejo.
- Fomentar atividades de índole artístico/cultural, baseadas na desconstrução de estereótipos de género e apostadas na plena participação e capacitação de todos/as.
- Dinamizar Redes Locais de Intervenção Comunitária para a Igualdade de Género!
Convidamo-lo ainda a visitar do site do projeto para mais informações: Http//:www.umarfeminismos/projectobig
Fonte: http://www.animar-dl.pt/index/agenda/biig
terça-feira, 26 de junho de 2012
Maioria das vítimas de violência doméstica volta para os agressores
Paula (nome fictício) procurou ajuda ao fim de 30 anos de maus-tratos. Para o fazer, contou os minutos que esteve fora de casa. Cada segundo de atraso podia significar uma agressão. Por isso, quando saiu da Associação Democrática de Defesa dos Interesses e da Igualdade das Mulheres (ADDIM) deixou o seu número de telefone fixo às técnicas. O objectivo era que lhe ligassem pouco depois para perceberem se estava bem. E estava, porque o marido ainda não tinha acordado.Só na manhã da passada quarta-feira, além de Paula, foram mais duas as mulheres que procuraram a sede da ADDIM, no Porto, para denunciar casos de violência doméstica. «Nas últimas semanas, temos tido muito pedidos de ajuda», conta a presidente, Carla Branco, que acredita que a explicação para este aumento pode estar nas notícias que nos últimos dias contam as histórias de mulheres que morreram às mãos dos seus agressores.
Em duas semanas, foram já cinco os casos de homicídios ou tentativas de homicídio de vítimas de violência doméstica. Os números provisórios da Polícia Judiciária (PJ) mostram que, desde Janeiro até à semana passada, foram dez as mulheres mortas pelos companheiros. E, se olharmos para a contabilidade feita pelo Observatório das Mulheres Assassinadas, em 2011 foram 27 os casos de femicídio (termo técnico para homicídios de mulheres pelos companheiros).
No entanto, fonte oficial da PJ acredita que não há nada que indique um aumento deste fenómeno «em relação ao primeiro semestre do ano passado». E sublinha o facto de as situações serem ainda muito recentes para se tirar uma conclusão. Não se esconde, no entanto, que este é um crime que «causa especial preocupação». A razão está nas estatísticas: cerca de 40% de todos os homicídios registados em Portugal estão relacionados com situações de violência entre cônjuges.
Resposta demasiado lenta
Magda tinha 20 anos e estava grávida de oito meses. Morreu no dia 10 Junho, depois de um ex-namorado a ter atacado com uma catana. Tinha feito várias participações à GNR. A imprensa escreveu que foram 47, mas fonte oficial da polícia explica que esse número não corresponde à realidade. «Houve duas queixas no Bombarral e duas no Cadaval apresentadas pela vítima». A estas juntam-se mais sete feitas por familiares e amigos, mas nem todas ficaram registadas como violência doméstica – algumas foram apresentadas como meras ofensas à integridade física.
De qualquer modo, o Ministério Público (MP) impôs uma proibição de contacto com a vítima e com os seus familiares, estando o agressor proibido de se aproximar até 300 metros de Magda. Além disso, a GNR tinha feito uma busca domiciliária à casa do agressor, onde «não encontrou qualquer arma». «Era uma coisa impossível de impedir. Ela vivia com um militar da GNR e nem isso impediu o crime», comenta fonte daquela polícia.
Joana Marques Vidal, presidente da APAV (Associação de Apoio à Vítima), lembra que o motivo pelo qual o MP nem sempre actua, impondo medidas de afastamento do agressor, está na forma como o crime é registado na queixa. «Se a participação for feita como agressão ou ameaça à integridade física, em vez de violência doméstica, isso faz com que não sejam accionados os mecanismos adequados, como a prisão preventiva». A solução, defende, está «em mais formação e sensibilização de polícias e magistrados».
Carla Branco, da ADDIM, tem outra explicação para o desfecho fatal destas cinco mulheres. «O tempo de resposta é demasiado lento», denuncia, contando que às vezes espera-se «oito meses ou um ano até que a queixa seja comunicada ao MP».
Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=52882
Em duas semanas, foram já cinco os casos de homicídios ou tentativas de homicídio de vítimas de violência doméstica. Os números provisórios da Polícia Judiciária (PJ) mostram que, desde Janeiro até à semana passada, foram dez as mulheres mortas pelos companheiros. E, se olharmos para a contabilidade feita pelo Observatório das Mulheres Assassinadas, em 2011 foram 27 os casos de femicídio (termo técnico para homicídios de mulheres pelos companheiros).
No entanto, fonte oficial da PJ acredita que não há nada que indique um aumento deste fenómeno «em relação ao primeiro semestre do ano passado». E sublinha o facto de as situações serem ainda muito recentes para se tirar uma conclusão. Não se esconde, no entanto, que este é um crime que «causa especial preocupação». A razão está nas estatísticas: cerca de 40% de todos os homicídios registados em Portugal estão relacionados com situações de violência entre cônjuges.
Resposta demasiado lenta
Magda tinha 20 anos e estava grávida de oito meses. Morreu no dia 10 Junho, depois de um ex-namorado a ter atacado com uma catana. Tinha feito várias participações à GNR. A imprensa escreveu que foram 47, mas fonte oficial da polícia explica que esse número não corresponde à realidade. «Houve duas queixas no Bombarral e duas no Cadaval apresentadas pela vítima». A estas juntam-se mais sete feitas por familiares e amigos, mas nem todas ficaram registadas como violência doméstica – algumas foram apresentadas como meras ofensas à integridade física.
De qualquer modo, o Ministério Público (MP) impôs uma proibição de contacto com a vítima e com os seus familiares, estando o agressor proibido de se aproximar até 300 metros de Magda. Além disso, a GNR tinha feito uma busca domiciliária à casa do agressor, onde «não encontrou qualquer arma». «Era uma coisa impossível de impedir. Ela vivia com um militar da GNR e nem isso impediu o crime», comenta fonte daquela polícia.
Joana Marques Vidal, presidente da APAV (Associação de Apoio à Vítima), lembra que o motivo pelo qual o MP nem sempre actua, impondo medidas de afastamento do agressor, está na forma como o crime é registado na queixa. «Se a participação for feita como agressão ou ameaça à integridade física, em vez de violência doméstica, isso faz com que não sejam accionados os mecanismos adequados, como a prisão preventiva». A solução, defende, está «em mais formação e sensibilização de polícias e magistrados».
Carla Branco, da ADDIM, tem outra explicação para o desfecho fatal destas cinco mulheres. «O tempo de resposta é demasiado lento», denuncia, contando que às vezes espera-se «oito meses ou um ano até que a queixa seja comunicada ao MP».
Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=52882
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Oliveira do Hospital institui “Dia Municipal para a Igualdade”
O dia 21 de junho foi a data escolhida pela Câmara de Oliveira do Hospital para
assinalar o Dia Municipal para a Igualdade. Doravante , a efeméride vai passar
...
... a ser assinalada com ações de combate às desigualdades sociais.
O município de Oliveira do Hospital assinala hoje, a partir das 21h00, na Biblioteca Municipal o “Dia Municipal para a Igualdade”. Com esta iniciativa que decorre da candidatura “Igualdade Local: Cidadania Responsável” aprovada pela Comissão Para a Cidadania e Igualdade de Género , o município oliveirense pretende instituir aquela efeméride no concelho, para que todos os anos, o dia 21 de junho, possa ser lembrado com ações de combate às desigualdades sociais, quer em função do género, quer em função da cor, condição física, etnia, entre outros.
Uma data que não foi escolhida em vão e que teve em atenção o facto de no dia 21 de junho se dar o solstício de verão, que faz juz ao lema igualitário “o sol quando nasce é para tod@s”.
As primeiras comemorações, serão assinaladas hoje com uma sessão na Biblioteca Municipal com o tema “Sobre Igualdade e desigualdades “.
No concelho de Oliveira do Hospital, o projeto “Igualdade Local, Cidadania Responsável” tem disponível uma linha de apoio jurídico para as vítimas de violência doméstica, através dao número: 238 605260.
Paralelamente, na Eptoliva de Oliveira do Hospital estão também a decorrer duas ações de formação - “Mainstreaming no Mercado de Trabalho, Educação e Vida Politica” e “Paridade na Vida Familiar” - cujo objetivo é dotar os formandos de competências no que diz respeito a uma abordagem integrada da igualdade de género.
Fonte: http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=4795:oliveira-do-hospital-institui-dia-municipal-para-a-igualdade&catid=39&Itemid=89
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Lançamento da nova Comissão para a Igualdade de Género
O Conselho da Europa anunciou oficialmente, no passado dia 6
de Junho, o lançamento de uma nova Comissão para a Igualdade de Género.
Na cerimónia de lançamento, Thorbjørn Jagland, Secretário-Geral
do Conselho da Europa, disse estarem reunidas todas as condições para que a
organização alcance importantes resultados em matéria de igualdade de género até
ao final de 2013.
"As mulheres continuam a ganhar menos, decidir menos e contar menos que os homens. Há uma área em que as mulheres contam mais que os homens: nos números de vítimas de violência", acrescentou.
O Secretário-Geral também se referiu à igualdade de género como um meio para garantir respeito pelos direitos humanos de todos: "Simplesmente não podemos dar-nos ao luxo de excluir metade da população dos esforços que devemos empreender em prol do progresso social e económico e da garantia de uma paz duradoura", disse.
Falando em nome da presidência albanesa do Comité de Ministros, a Vice Ministra albanesa do Trabalho, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Filloreta Kodra, referiu o apoio do seu governo a uma renovada agenda do Conselho da Europa para a Igualdade de Género centrada na aplicação das normas existentes. "O Conselho da Europa pode orgulhar-se das normas que estabeleceu em matéria de igualdade de género, já que a maioria delas tem um impacto mensurável, tornando-se uma referência-chave para reformas políticas e legislativas a nível interno, dentro e fora da Europa". A promoção da igualdade de género e a eliminação da violência contra as mulheres são alguns dos temas prioritários da presidência albanesa do Comité de Ministros do Conselho da Europa.
Espera-se que a nova Comissão para a Igualdade de Género desempenhe um papel fundamental ajudando o Conselho da Europa a avaliar as necessidades e a identificar formas de eliminar os obstáculos à implementação das suas normas na área da igualdade de género.
"As mulheres continuam a ganhar menos, decidir menos e contar menos que os homens. Há uma área em que as mulheres contam mais que os homens: nos números de vítimas de violência", acrescentou.
O Secretário-Geral também se referiu à igualdade de género como um meio para garantir respeito pelos direitos humanos de todos: "Simplesmente não podemos dar-nos ao luxo de excluir metade da população dos esforços que devemos empreender em prol do progresso social e económico e da garantia de uma paz duradoura", disse.
Falando em nome da presidência albanesa do Comité de Ministros, a Vice Ministra albanesa do Trabalho, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Filloreta Kodra, referiu o apoio do seu governo a uma renovada agenda do Conselho da Europa para a Igualdade de Género centrada na aplicação das normas existentes. "O Conselho da Europa pode orgulhar-se das normas que estabeleceu em matéria de igualdade de género, já que a maioria delas tem um impacto mensurável, tornando-se uma referência-chave para reformas políticas e legislativas a nível interno, dentro e fora da Europa". A promoção da igualdade de género e a eliminação da violência contra as mulheres são alguns dos temas prioritários da presidência albanesa do Comité de Ministros do Conselho da Europa.
Espera-se que a nova Comissão para a Igualdade de Género desempenhe um papel fundamental ajudando o Conselho da Europa a avaliar as necessidades e a identificar formas de eliminar os obstáculos à implementação das suas normas na área da igualdade de género.
Fonte:http://www.gddc.pt/noticias-eventos/artigo.asp?id=noticia.4511152012611&seccao=Not%EDcias_Imprensa
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Celorico de Basto promove formação sobre 'Igualdade de Género'
Colaboradores e Dirigentes da autarquia de Celorico de Basto estão a participar
em ações de formação sobre a Igualdade de Género, na Biblioteca Municipal.
Uma iniciativa desenvolvida pelo pelouro de Ação Social da Câmara Municipal que procura consciencializar para uma problemática existente sobretudo, quando está em causa o mercado de trabalho.
“Ainda existe muita discrepância entre géneros, não só a nível laboral mas a outros níveis, por isso, torna-se premente a tomada de consciência para que possamos contribuir para
um verdadeiro estado de democracia”, palavras do presidente da Câmara Municipal, Joaquim Mota e Silva.
Esta ação insere-se no Plano da Candidatura para a Igualdade de Género e segue na ótica do Seminário que decorreu no dia 31 de Maio. Conta com a colaboração do Centro de Formação de Basto e termina no dia 21 de junho.
Fonte: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=62175
Uma iniciativa desenvolvida pelo pelouro de Ação Social da Câmara Municipal que procura consciencializar para uma problemática existente sobretudo, quando está em causa o mercado de trabalho.
“Ainda existe muita discrepância entre géneros, não só a nível laboral mas a outros níveis, por isso, torna-se premente a tomada de consciência para que possamos contribuir para
um verdadeiro estado de democracia”, palavras do presidente da Câmara Municipal, Joaquim Mota e Silva.
Esta ação insere-se no Plano da Candidatura para a Igualdade de Género e segue na ótica do Seminário que decorreu no dia 31 de Maio. Conta com a colaboração do Centro de Formação de Basto e termina no dia 21 de junho.
Fonte: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=62175
Como ter mais mulheres na liderança das empresas?
O objectivo é levar as mulheres a 30% das administrações das empresas europeias.
O objectivo é ambicioso. Garantir que haja uma mulher em cada três lugares nos conselhos de administrações das maiores empresas europeias, nos próximos três anos. Depois há que subir a fasquia para os 40%, até 2020. O desafio foi lançado por Vivianne Reading, vice-presidente da Comissão Europeia. Mas em toda a Europa, apenas 24 empresas subscreveram este compromisso. "O que é muito pouco", sublinha Mónica Santigo, presidente da EPWN Lisbon. Para ajudar a traçar uma estratégia para concretizar este objectivo, Viviane Reading decidiu lançar um questionário a pedir a opinião dos europeus sobre o tema. Depois de um período de debate de três meses deverá ser lançada uma directiva sobre o assunto.
Uma das propostas em causa é a aprovação de quotas que obrigam as empresas privadas a ter mais mulheres nos conselhos de administração. E essa é uma das questões colocadas no questionário.
O inquérito está a ser lançado em Portugal pela European Woman´s Professional Network's (EPWN) com a coordenação de Mariana Branquinho da Fonseca, partner da Heidrick & Struggles (empresa que integra o grupo Ongoing, proprietário do Diário Económico). O inquérito está disponível na página do Diário Económico em www.economico.pt .
Em Portugal, por exemplo, apenas 3% das empresas portuguesas têm mulheres nos conselhos de administração. Portugal está, assim, no fim da lista no que toca à participação de mulheres em cargos de decisão no sector económico. Na Noruega, por exemplo, considerada um dos países mais desenvolvidos do mundo, as mulheres já são 36% dos directores de empresas.
Mas no mapa-mundo, cerca de 10% dos directores de empresas são mulheres e 40% já têm, pelo menos, uma administradora. Mas, no último ano, a presença das mulheres diminui ligeiramente.
Estudos revelam que a diversidade de género na liderança das organizações garante: mais lucros, maior percepção do risco, menos hiper-competitividade e maior capacidade de sobreviver a crises financieras.
Fonte:http://economico.sapo.pt/noticias/como-ter-mais-mulheres-na-lideranca-das-empresas_144460.html
O objectivo é ambicioso. Garantir que haja uma mulher em cada três lugares nos conselhos de administrações das maiores empresas europeias, nos próximos três anos. Depois há que subir a fasquia para os 40%, até 2020. O desafio foi lançado por Vivianne Reading, vice-presidente da Comissão Europeia. Mas em toda a Europa, apenas 24 empresas subscreveram este compromisso. "O que é muito pouco", sublinha Mónica Santigo, presidente da EPWN Lisbon. Para ajudar a traçar uma estratégia para concretizar este objectivo, Viviane Reading decidiu lançar um questionário a pedir a opinião dos europeus sobre o tema. Depois de um período de debate de três meses deverá ser lançada uma directiva sobre o assunto.
Uma das propostas em causa é a aprovação de quotas que obrigam as empresas privadas a ter mais mulheres nos conselhos de administração. E essa é uma das questões colocadas no questionário.
O inquérito está a ser lançado em Portugal pela European Woman´s Professional Network's (EPWN) com a coordenação de Mariana Branquinho da Fonseca, partner da Heidrick & Struggles (empresa que integra o grupo Ongoing, proprietário do Diário Económico). O inquérito está disponível na página do Diário Económico em www.economico.pt .
Em Portugal, por exemplo, apenas 3% das empresas portuguesas têm mulheres nos conselhos de administração. Portugal está, assim, no fim da lista no que toca à participação de mulheres em cargos de decisão no sector económico. Na Noruega, por exemplo, considerada um dos países mais desenvolvidos do mundo, as mulheres já são 36% dos directores de empresas.
Mas no mapa-mundo, cerca de 10% dos directores de empresas são mulheres e 40% já têm, pelo menos, uma administradora. Mas, no último ano, a presença das mulheres diminui ligeiramente.
Estudos revelam que a diversidade de género na liderança das organizações garante: mais lucros, maior percepção do risco, menos hiper-competitividade e maior capacidade de sobreviver a crises financieras.
Fonte:http://economico.sapo.pt/noticias/como-ter-mais-mulheres-na-lideranca-das-empresas_144460.html
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Acção de Sensibilização Igualdade de Género, para Técnicos de Instituições, 04 e 11 junho 2012
A Terras Dentro - Associação para o Desenvolvimento Integrado, entidade promotora do Projeto Miga II - Mais Igualdade de Género no Alentejo promove dias 4 e 11 de junho, uma ação de sensibilização em Igualdade de Género, dirigida a Técnicos de Instituições.
Esta acção terá lugar em Alcáçovas, na Sede da Terras Dentro e terá a duração de 12 horas, repartidas por 2 sessões (6 horas cada), agendadas para dia 4 e 11 de Junho de 2012. As sessões terão início às 10h e terminarão pelas 17h, com intervalo para almoço entre as 13h e as 14h.
A inscrição é gratuita e sem limite de participantes por entidade/organização.
Ficha de inscrição (em anexo, que poderá ser remetida por correio ou fax).
Poderá ainda remeter os seus dados por e-mail: (
sonia.sezinando@terrasdentro.pt
Este endereçod e email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
/
leonor.lopes@terrasdentro.pt
Este endereçod e email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
) ou pelo telefone da Associação (9h30/13h e as 14h/17h30)
Fonte:http://www2.drealentejo.pt/index.php/noticias-mnu/65-gerais/300-accao-de-sensibilizacao-igualdade-de-genero-para-tecnicos-de-instituicoes-04-e-11-junho-2012
Fonte:http://www2.drealentejo.pt/index.php/noticias-mnu/65-gerais/300-accao-de-sensibilizacao-igualdade-de-genero-para-tecnicos-de-instituicoes-04-e-11-junho-2012
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