terça-feira, 24 de julho de 2012

Um quinto dos casais optaram por partilhar licença parental em 2011

Um em cada cinco casais portugueses optou, em 2011, por partilhar, em pelo menos um mês, a "licença parental inicial" aquando do nascimento do filho, um crescimento considerado "pouco significativo" depois do impacto inicial da medida em 2008.

Os dados, divulgados no relatório anual do Observatório das Famílias e das Políticas de Família (OFAP), mostram que a partilha, em pelo menos um mês, da "licença parental inicial" -- que tem a duração de 120, 150 ou 180 dias consecutivos - entre os casais se manteve na ordem dos 20 por cento do total das licenças parentais iniciais concedidas.

Em 2011, 16.719 homens partilharam com a mãe, em pelo menos 30 dias, a licença parental de 120 ou 150 dias, mais 358 do que em 2010.

"Depois do impacto inicial de 2008 para 2009 e de 2009 para 2010, os dados apontam agora para um crescimento pouco significativo e mais lento", refere o relatório publicado no site da OFAP, adiantando que em 2011 foram concedidos, no total, 81.300 subsídios parentais, contra 80.494 em 2010.

Como explicação para o aumento pouco significativo do número de pais que partilham a licença parental, o relatório aponta o facto de só terem passado pouco mais de dois anos desde que foi criado em Portugal o bónus que incentiva o pai a partilhar a licença com a mãe.

"A adesão à mudança nas políticas demora anos, por vezes décadas, a concretizar-se", comenta.

Por outro, salienta, "o contexto de crise económica que o país está a viver" também pode "ter algum impacto na evolução mais lenta da partilha da licença entre o casal".

"O desemprego e o clima de insegurança, a pressão para garantir o emprego e o rendimento da família e o aumento de formas de trabalho precário são fatores que podem estar a influenciar a opção de não recorrer ao direito (ou de não ter esse direito) por parte de alguns homens".

Tomando como referência para base de cálculo o número de casais que gozaram a licença parental inicial, o OFAP apurou que 81% dos homens gozaram a licença obrigatória de 10 dias.

Utilizando como base de cálculo o número de nascimentos, essa percentagem desce para 68%.

Para a OFAP, é um valor significativo pois os dados disponíveis só contabilizam os subsídios pagos no âmbito do regime geral da segurança social, deixando de fora toda a função pública e regimes paralelos, como, por exemplo, os bancos e outros sistemas privados.

"Os dados estão subestimados em relação à realidade, o que só poderá ser controlado após a convergência definitiva entre os regimes da segurança social e os demais".

Analisando os últimos 11 anos, o documento observa que, em 2000, apenas 13.000 homens gozaram a licença de cinco dias, enquanto em 2011 foram 65.700 a gozar essa licença (de 10 dias a partir de 2009).

O Observatório destaca igualmente o facto de se confirmar a importância relativa da opção pelos 180 dias de licença (pagos a 83%) em comparação com os casais que optam pelos 150 dias (pagos a 100%).

Apenas no caso dos subsídios sociais se mantém como tendência dominante a opção pelos 120 dias sem partilha.

Relativamente ao gozo dos três meses de licença parental alargada e subsidiada a 25% do ordenado bruto - nas situações em que é gozada imediatamente a seguir à licença parental inicial ou licença inicial parental do outro progenitor - só 2.041 progenitores é que gozaram esta licença parental complementar alargada em 2011, representando 2,5% do total de licenças concedidas.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Mercado de trabalho: Mulheres mais ameaçadas com crise

Alerta lançado pela União de Mulheres Alternativa e Resposta
Em contexto de crise e no mercado de trabalho, as mulheres estão em situação mais fragilizada, eis uma das conclusões do debate sobre “As profissões não têm Sexo”, iniciativa da UMAR, União de Mulheres Alternativa e Resposta, e da CITE, Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.
Sandra Ribeiro, da CITE, evidenciou que, “apesar de existir uma mudança social, as mulheres no mercado de trabalho, em contexto de crise, encontram-se ainda mais ameaçadas, o que origina retrocessos”.
Indicadores tais como taxas de atividade, emprego, desemprego, níveis de remuneração e ganhos, participação nos processos de decisão, tipo de contrato, entre outros, continuam a evidenciar fortes desequilíbrios e discriminações múltiplas que se vêm acentuando com a atual crise económica e financeira.
Por outro lado, o valor que se atribui ao trabalho realizado por mulheres e por homens continua a não ser igual. Segundo a UMAR, “a maior percentagem de licenciadas não impede que as mulheres continuem a ocupar no mercado de trabalho profissões tradicionalmente ditas femininas, de mais baixa qualificação e mal remuneradas, com maior precariedade e possibilidade de desemprego e se mantenham sub-representadas na esfera pública”.
Continuam a existir setores muito feminizados como a saúde, a ação social, a educação, o alojamento, as limpezas, a restauração, o têxtil e o vestuário, e outros em que a participação das mulheres é muito reduzida, como o da construção civil, o das forças armadas, das pescas, estiva e técnicos de gás.
No debate, Sara Falcão Casaca (ISEG) salientou precisamente “a carga simbólica das profissões tipificadas como masculinas e femininas e as hierarquias que dão valores diferentes, em função das representações sociais, às atividades ditas femininas e masculinas”. Lídia Fernandes, da UMAR, acrescentou que “embora na esfera pública desempenhem funções ditas masculinas, na esfera privada persistem os estereótipos de género, pois as mulheres maioritariamente continuam a desempenhar as tarefas domésticas e do cuidar”.
A segregação horizontal e vertical no mercado de trabalho continua a existir em Portugal e ainda há um longo percurso até as discriminações de género terminarem, conclui a UMAR no pós evento.
16 de julho de 2012

Fonte: http://mulher.sapo.pt/atualidade/noticias/mercado-de-trabalho-mulheres-m-1257074.html

Adere-Minho ‘pica’ contra violência no namoro

Controlar o telemóvel, partilhar o mesmo e-mail, querer saber tudo que o/a companheiro/a faz, bater e pedir perdão constantemente são apenas algumas formas de violência no namoro e percepções sobre a igualdade de oportunidades expressas no desdobrável apresentado ontem e que foi criado pelos alunos do curso de Design Técnico da Esprominho, no âmbito do projecto PICA (Promover a Igualdade Construindo Alicerces), dinamizado pela Adere-Minho.

No âmbito deste projecto, financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH), medida 7.3. da CIG (Comissão para Igualdade de Género), a Adere-Minho está a promover a ‘Actividade 5’ (campanha sobre a igualdade para a comunidade escolar) na Esprominho, na Escola Secundária de Maximinos, na EB2,3 Frei Caetano Brandão, em Maximinos, e na Escola Secundária Alcaides Faria, em Barcelos.

“Apoiar a conciliação entre trabalho e a vida familiar, sensibilizar para a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres e prevenir e combater a violência doméstica e no namoro” são os objectivos deste projecto destacados pela directora geral da Adere-Minho, Teresa Costa.

O projecto, que arrancou em Setembro do ano passado vai continuar no próximo ano lectivo. “Já fizemos mais de 50 sessões e envolvemos cerca de 1800 alunos”, informou, entretanto, aquela responsável, adiantando que vai começar uma parceria com escolas do concelho de Famalicão.

“As escolas têm que aderir ao projecto e vamos fazer acções a todas que nos solicitam. Este desdobrável é um suporte para levar para as futuras acções de forma os alunos perceberem que outros jovens da mesma idade já estão inseridos nesta temática”, justificou.

Na Esprominho, “os alunos mostraram-se muito interessados e as sessões são muito interactivas com passagem de vídeos, de imagens e de estatísticas para eles perceberem que não estamos a falar de cor em relação à temática”, defendeu.

O projecto continua no próximo ano lectivo com “o objectivo de sensibilizar os alunos para esta temática que começa a ser problemática no namoro. Os estudos comprovam que um em cada cinco jovens é vítima de violência doméstica e sabemos que, se no namoro já é assim, quando se casam não vai melhorar”, lamentou a directora geral , deixando o conselho: “tenham namoros saudáveis e felizes”

Acções de sensibilização “importantes para prevenir”

No final da apresentação do desdobrável, feita pelo director pedagógico da Esprominho, António Teixeira, e pela directora geral da Adere-Minho, o ‘Correio do Minho’ falou com Agostinho Sá, um dos alunos da turma 42 do Curso de Técnico de Design. “Gostei muito de fazer este trabalho e de abordar este tema”, referiu o jovem estudante, admitindo que em relação à violência no namoro “é mais normal ouvir falar” do que ter alguém conhecido que já tenha sido vítima.
Sobre estas acções, Agostinho Sá foi peremptório: “é sempre muito importante para prevenir este tipo de situações um dia”.

Fonte: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=62896

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Parada da Igualdade de Oeiras acontecerá em setembro

A Parada da Igualdade de Oeiras já tem data marcada. O evento que já está em sua 4ª edição será realizado no dia 30 de setembro, a partir da 14h.

Segundo Kátia Tapety, organizadora do evento e atual líder LGBT de Oeiras e Região, este ano o evento contará com algumas novidades.

"Serão realizados um seminário para discutir direitos humanos, DST E AIDS e conscientização do voto limpo. Artisticamente, contaremos trios elétricos gogoboys e girls e muita gente bonita vinda de todas as partes do Piaui", disse Kátia Tapety.
Velha CAP
Fonte:http://180graus.com/oeiras/parada-da-igualdade-de-oeiras-acontecera-em-setembro-541927.html

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Mulheres vivem mais anos mas homens vivem saudáveis mais tempo

As portuguesas têm uma esperança média de vida três anos superior à dos homens, mas eles são saudáveis até mais tarde, ao contrário da média europeia em que as mulheres se mantém sãs durante mais tempo.
Aos 65 anos, as mulheres têm uma esperança média de vida de 20 anos enquanto os homens têm, em média, apenas mais 17,1 anos. No entanto, o Eurostat estima que as portuguesas vão manter-se sem problemas de saúde até aos 60, enquanto os homens deverão estar saudáveis aos 62.
"As mulheres têm uma esperança de vida maior, mas isso não quer dizer que esse tempo seja vivido de forma saudável", sublinhou Pedro Perista, um dos responsáveis pelo estudo "Género e Envelhecimento", apresentado esta terça-feira durante o seminário promovido pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) na Assembleia da República.
Comparando com a média europeia, parece que ser mulher em Portugal é mais penalizador, já que a diferença entre sexos "na Europa" é mais discreta: depois dos 65, as mulheres têm 8,8 anos de vida saudável e os homens 8,7.
"Os anos a mais das mulheres são de solidão, pobreza e incapacidade", lembrou a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, durante a apresentação do estudo, sublinhando que as portuguesas "são mais pobres e incorrem em maior risco de pobreza", quando comparadas com os homens.
Esta terça-feira, os responsáveis pelo estudo "Género e Envelhecimento" traçaram o perfil da mulher em Portugal: tem menos escolaridade, recebe pensões mais baixas, vive mais sozinha e sofre mais com os efeitos da idade.
Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2645808

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mulheres ganham menos 200 euros de reforma do que os homens

As mulheres ganham, em média, menos 200 euros de reforma do que os homens, segundo um estudo nacional hoje divulgado, que alerta para as dificuldades por que passam as idosas em Portugal.
“As mulheres têm uma esperança de vida maior, mas isso não quer dizer que esse tempo seja vivido de forma saudável”, sublinhou Pedro Perista, um dos responsáveis pelo estudo “Género e Envelhecimento”, apresentado hoje durante o seminário promovido pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) na Assembleia da República.

Dois investigadores do Centro de Estudos para a Intervenção Social (CESIS) cruzaram os dados existentes (desde os Censos 2011, aos números do Instituto da Segurança Social e da Eurostat) e traçaram um retrato das portuguesas com mais de 65 anos. Resultado: as mulheres vivem mais sozinhas, com menos dinheiro e em casas mais degradadas.

No ano passado, a GNR contabilizou 23 mil idosos a viver sozinhos. Dois em cada três eram mulheres (63,5% mulheres versus 37,5%). Muitas chegam à velhice sós e sem dinheiro. Se a pobreza está muito associada aos idosos, é entre as mulheres que a situação é mais preocupante.

O investigador realçou “a diferença abismal entre a situação de pobreza dos idosos antes e depois de receberem as prestações sociais: Antes das prestações, a maior parte da população idosa estaria numa situação de pobreza. Depois das transferências sociais as diferenças evidenciam-se”, com uma clara desvantagem para as mulheres.

O valor médio das pensões de velhice atribuídas aos homens com mais de 65 anos rondava os 500 euros, em 2010, enquanto o valor atribuído às mulheres se ficava nos 297 euros.

Em algumas situações, as diferenças de rendimentos poderão não estar diretamente relacionados com os anos de trabalho, mas apenas com os descontos feitos: “É preciso distinguir as carreiras contributivas e o trabalho, porque existem muitos casos de mulheres que trabalharam mas não descontaram. Isto tem depois um impacto nas taxas de pobreza”, sublinhou o investigador do CESIS.

No caso das pensões de invalidez verifica-se o mesmo fenómeno, com os homens a ganhar em média 358 euros e as mulheres apenas 281 euros.

Olhando para a pensão social de velhice, destinada a quem não tem qualquer sistema de proteção social obrigatória ou não fez descontos suficientes para ter direito à pensão de velhice, as mulheres aparecem em maioria: representam dois em cada três beneficiários, entre os 80 e os 84 anos (74%), e quatro em cada cinco beneficiários, com mais de 85 anos (82,7%).

Quando as pensões são demasiado baixas, o estado dá o “Complemento Solidário para Idosos”. Segundo números apresentados hoje, dois em cada três beneficiários deste apoio são mulheres.

As mulheres também surgem neste retrato como vivendo em habitações mais degradadas: casas com tetos que deixam passar água, com humidade nas paredes ou janelas apodrecidas são a realidade de 27,4% das idosas. Nas mesmas condições vivem 21,9% dos homens, com mais de 65 anos.

Para 4,7% das mulheres, viver num sítio sem casa de banho, duche ou autoclismo não são coisas do passado, passando-se o mesmo com 3,5% dos homens.

As más condições das habitações dos idosos levou o governo a criar, em 2008, o Programa Conforto Habitacional para Pessoas Idosas que deu resposta, na primeira fase, a 1.100 pessoas. “Destas, 57,2% eram mulheres”, concluiu o investigador.
Fonte: Diário Digital com Lusa

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A igualdade de Género é Jovem! Voluntaria-te, Capacita-te e Multiplica!

LocalBeja - Évora - Portalegre

Data de início
Sexta, 21 de Setembro de 2012

Data de fim
Sábado, 20 de Outubro de 2012

No âmbito do Projecto Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género (BIIG - ver descrição em baixo) a UMAR, em parceria com a Direção Regional do Alentejo do IPDJ e colaboração do Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti Pobreza, estão previstas a realização de três ações de sensibilização sobre a temática igualdade de género, com a duração de 12 horas cada, gratuitas e certificadas.
Estas ações têm como principal objetivo capacitar dirigentes associativos/as juvenis, membros de associações juvenis, técnicos/as na área da juventude, técnicos/as de organizações do terceiro setor e pessoas interessadas com manifesto potencial multiplicador sobre as temáticas relacionadas com a (des)igualdade de género.

As ações previstas decorrerão nas instalações das Delegações de Beja, Évora e Portalegre do IPDJ, nas seguintes datas:

- Beja : 21 e 22 de setembro 2012. Horário: Dia 21 das 14h às 20h, Dia 22 das 10h às 13h e das 14h00 às 18h.
- Évora: 9 e 10 de outubro 2012. Dia 9 das 14h às 20, Dia 10 das 10h às 13h e das 14h00 às 18h.
- Portalegre: 19 e 20 de outubro , Horário: dia 19 das 14h às 20h , dia 20 das 10h às 13h e das 14h00 às 18h.

Dado que existe um nº limite de participantes, apelamos à divulgação desta iniciativa e à manifestação de interesse na sua frequencia, até dia 30 de julho de 2012, bastando para tal, preencher a ficha de inscrição, em anexo e enviá-la para projectobiig@gmail.com
O Projeto Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género, projeto financiado pelo Fundo Social Europeu através do Programa de Potential Humano (POPH/QREN) e pelo Estado Português através da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) é desenvolvido pela associação UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta - desde dia 1 de julho de 2011 e terá seu término a 31 de dezembro de 2012.

Os seus principais objetivos são:
- Promover a Igualdade de Género e a Cidadania com e junto de jovens, docentes, educadores/as, decisores/as, bibliotecários/as e outros setores populacionais da região do Alentejo, utilizando como principais ferramentas uma Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género e o Centro de Documentação e Arquivo Feminista Elina Guimarães.
- Delinear e implementar com as parcerias locais Semanas pela Igualdade de Género em 13 concelhos da Região do Alentejo.
- Fomentar atividades de índole artístico/cultural, baseadas na desconstrução de estereótipos de género e apostadas na plena participação e capacitação de todos/as.
- Dinamizar Redes Locais de Intervenção Comunitária para a Igualdade de Género!
Convidamo-lo ainda a visitar do site do projeto para mais informações: Http//:www.umarfeminismos/projectobig
Fonte: http://www.animar-dl.pt/index/agenda/biig

terça-feira, 26 de junho de 2012

Maioria das vítimas de violência doméstica volta para os agressores

Paula (nome fictício) procurou ajuda ao fim de 30 anos de maus-tratos. Para o fazer, contou os minutos que esteve fora de casa. Cada segundo de atraso podia significar uma agressão. Por isso, quando saiu da Associação Democrática de Defesa dos Interesses e da Igualdade das Mulheres (ADDIM) deixou o seu número de telefone fixo às técnicas. O objectivo era que lhe ligassem pouco depois para perceberem se estava bem. E estava, porque o marido ainda não tinha acordado.Só na manhã da passada quarta-feira, além de Paula, foram mais duas as mulheres que procuraram a sede da ADDIM, no Porto, para denunciar casos de violência doméstica. «Nas últimas semanas, temos tido muito pedidos de ajuda», conta a presidente, Carla Branco, que acredita que a explicação para este aumento pode estar nas notícias que nos últimos dias contam as histórias de mulheres que morreram às mãos dos seus agressores.
Em duas semanas, foram já cinco os casos de homicídios ou tentativas de homicídio de vítimas de violência doméstica. Os números provisórios da Polícia Judiciária (PJ) mostram que, desde Janeiro até à semana passada, foram dez as mulheres mortas pelos companheiros. E, se olharmos para a contabilidade feita pelo Observatório das Mulheres Assassinadas, em 2011 foram 27 os casos de femicídio (termo técnico para homicídios de mulheres pelos companheiros).
No entanto, fonte oficial da PJ acredita que não há nada que indique um aumento deste fenómeno «em relação ao primeiro semestre do ano passado». E sublinha o facto de as situações serem ainda muito recentes para se tirar uma conclusão. Não se esconde, no entanto, que este é um crime que «causa especial preocupação». A razão está nas estatísticas: cerca de 40% de todos os homicídios registados em Portugal estão relacionados com situações de violência entre cônjuges.
Resposta demasiado lenta
Magda tinha 20 anos e estava grávida de oito meses. Morreu no dia 10 Junho, depois de um ex-namorado a ter atacado com uma catana. Tinha feito várias participações à GNR. A imprensa escreveu que foram 47, mas fonte oficial da polícia explica que esse número não corresponde à realidade. «Houve duas queixas no Bombarral e duas no Cadaval apresentadas pela vítima». A estas juntam-se mais sete feitas por familiares e amigos, mas nem todas ficaram registadas como violência doméstica – algumas foram apresentadas como meras ofensas à integridade física.
De qualquer modo, o Ministério Público (MP) impôs uma proibição de contacto com a vítima e com os seus familiares, estando o agressor proibido de se aproximar até 300 metros de Magda. Além disso, a GNR tinha feito uma busca domiciliária à casa do agressor, onde «não encontrou qualquer arma». «Era uma coisa impossível de impedir. Ela vivia com um militar da GNR e nem isso impediu o crime», comenta fonte daquela polícia.
Joana Marques Vidal, presidente da APAV (Associação de Apoio à Vítima), lembra que o motivo pelo qual o MP nem sempre actua, impondo medidas de afastamento do agressor, está na forma como o crime é registado na queixa. «Se a participação for feita como agressão ou ameaça à integridade física, em vez de violência doméstica, isso faz com que não sejam accionados os mecanismos adequados, como a prisão preventiva». A solução, defende, está «em mais formação e sensibilização de polícias e magistrados».
Carla Branco, da ADDIM, tem outra explicação para o desfecho fatal destas cinco mulheres. «O tempo de resposta é demasiado lento», denuncia, contando que às vezes espera-se «oito meses ou um ano até que a queixa seja comunicada ao MP».
Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=52882

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Oliveira do Hospital institui “Dia Municipal para a Igualdade”

O dia 21 de junho foi a data escolhida pela Câmara de Oliveira do Hospital para assinalar o Dia Municipal para a Igualdade. Doravante , a efeméride vai passar ...
... a ser assinalada com ações de combate às desigualdades sociais.

O município de Oliveira do Hospital assinala hoje, a partir das 21h00, na Biblioteca Municipal o “Dia Municipal para a Igualdade”. Com esta iniciativa que decorre da candidatura “Igualdade Local: Cidadania Responsável” aprovada pela Comissão Para a Cidadania e Igualdade de Género , o município oliveirense pretende instituir aquela efeméride no concelho, para que todos os anos, o dia 21 de junho, possa ser lembrado com ações de combate às desigualdades sociais, quer em função do género, quer em função da cor, condição física, etnia, entre outros.

Uma data que não foi escolhida em vão e que teve em atenção o facto de no dia 21 de junho se dar o solstício de verão, que faz juz ao lema igualitário “o sol quando nasce é para tod@s”.

As primeiras comemorações, serão assinaladas hoje com uma sessão na Biblioteca Municipal com o tema “Sobre Igualdade e desigualdades “.

No concelho de Oliveira do Hospital, o projeto “Igualdade Local, Cidadania Responsável” tem disponível uma linha de apoio jurídico para as vítimas de violência doméstica, através dao número: 238 605260.

Paralelamente, na Eptoliva de Oliveira do Hospital estão também a decorrer duas ações de formação - “Mainstreaming no Mercado de Trabalho, Educação e Vida Politica” e “Paridade na Vida Familiar” - cujo objetivo é dotar os formandos de competências no que diz respeito a uma abordagem integrada da igualdade de género.

Fonte: http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=4795:oliveira-do-hospital-institui-dia-municipal-para-a-igualdade&catid=39&Itemid=89

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Lançamento da nova Comissão para a Igualdade de Género

O Conselho da Europa anunciou oficialmente, no passado dia 6 de Junho, o lançamento de uma nova Comissão para a Igualdade de Género.

Na cerimónia de lançamento, Thorbjørn Jagland, Secretário-Geral do Conselho da Europa, disse estarem reunidas todas as condições para que a organização alcance importantes resultados em matéria de igualdade de género até ao final de 2013.

"As mulheres continuam a ganhar menos, decidir menos e contar menos que os homens. Há uma área em que as mulheres contam mais que os homens: nos números de vítimas de violência", acrescentou.

O Secretário-Geral também se referiu à igualdade de género como um meio para garantir respeito pelos direitos humanos de todos: "Simplesmente não podemos dar-nos ao luxo de excluir metade da população dos esforços que devemos empreender em prol do progresso social e económico e da garantia de uma paz duradoura", disse.

Falando em nome da presidência albanesa do Comité de Ministros, a Vice Ministra albanesa do Trabalho, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Filloreta Kodra, referiu o apoio do seu governo a uma renovada agenda do Conselho da Europa para a Igualdade de Género centrada na aplicação das normas existentes. "O Conselho da Europa pode orgulhar-se das normas que estabeleceu em matéria de igualdade de género, já que a maioria delas tem um impacto mensurável, tornando-se uma referência-chave para reformas políticas e legislativas a nível interno, dentro e fora da Europa". A promoção da igualdade de género e a eliminação da violência contra as mulheres são alguns dos temas prioritários da presidência albanesa do Comité de Ministros do Conselho da Europa.

Espera-se que a nova Comissão para a Igualdade de Género desempenhe um papel fundamental ajudando o Conselho da Europa a avaliar as necessidades e a identificar formas de eliminar os obstáculos à implementação das suas normas na área da igualdade de género.

Fonte:http://www.gddc.pt/noticias-eventos/artigo.asp?id=noticia.4511152012611&seccao=Not%EDcias_Imprensa

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Celorico de Basto promove formação sobre 'Igualdade de Género'

Colaboradores e Dirigentes da autarquia de Celorico de Basto estão a participar em ações de formação sobre a Igualdade de Género, na Biblioteca Municipal.

Uma iniciativa desenvolvida pelo pelouro de Ação Social da Câmara Municipal que procura consciencializar para uma problemática existente sobretudo, quando está em causa o mercado de trabalho.

“Ainda existe muita discrepância entre géneros, não só a nível laboral mas a outros níveis, por isso, torna-se prementea tomada de consciência para que possamos contribuir para

um verdadeiro estado de democracia”, palavras do presidente da Câmara Municipal, Joaquim Mota e Silva.
Esta ação insere-se no Plano da Candidatura para a Igualdade de Género e segue na ótica do Seminário que decorreu no dia 31 de Maio. Conta com a colaboração do Centro de Formação de Basto e termina no dia 21 de junho.
Fonte: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=62175

Como ter mais mulheres na liderança das empresas?

O objectivo é levar as mulheres a 30% das administrações das empresas europeias.
O objectivo é ambicioso. Garantir que haja uma mulher em cada três lugares nos conselhos de administrações das maiores empresas europeias, nos próximos três anos. Depois há que subir a fasquia para os 40%, até 2020. O desafio foi lançado por Vivianne Reading, vice-presidente da Comissão Europeia. Mas em toda a Europa, apenas 24 empresas subscreveram este compromisso. "O que é muito pouco", sublinha Mónica Santigo, presidente da EPWN Lisbon. Para ajudar a traçar uma estratégia para concretizar este objectivo, Viviane Reading decidiu lançar um questionário a pedir a opinião dos europeus sobre o tema. Depois de um período de debate de três meses deverá ser lançada uma directiva sobre o assunto.
Uma das propostas em causa é a aprovação de quotas que obrigam as empresas privadas a ter mais mulheres nos conselhos de administração. E essa é uma das questões colocadas no questionário.
O inquérito está a ser lançado em Portugal pela European Woman´s Professional Network's (EPWN) com a coordenação de Mariana Branquinho da Fonseca, partner da Heidrick & Struggles (empresa que integra o grupo Ongoing, proprietário do Diário Económico). O inquérito está disponível na página do Diário Económico em www.economico.pt .
Em Portugal, por exemplo, apenas 3% das empresas portuguesas têm mulheres nos conselhos de administração. Portugal está, assim, no fim da lista no que toca à participação de mulheres em cargos de decisão no sector económico. Na Noruega, por exemplo, considerada um dos países mais desenvolvidos do mundo, as mulheres já são 36% dos directores de empresas.
Mas no mapa-mundo, cerca de 10% dos directores de empresas são mulheres e 40% já têm, pelo menos, uma administradora. Mas, no último ano, a presença das mulheres diminui ligeiramente.
Estudos revelam que a diversidade de género na liderança das organizações garante: mais lucros, maior percepção do risco, menos hiper-competitividade e maior capacidade de sobreviver a crises financieras.
Fonte:http://economico.sapo.pt/noticias/como-ter-mais-mulheres-na-lideranca-das-empresas_144460.html

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Acção de Sensibilização Igualdade de Género, para Técnicos de Instituições, 04 e 11 junho 2012

A Terras Dentro - Associação para o Desenvolvimento Integrado, entidade promotora do Projeto Miga II - Mais Igualdade de Género no Alentejo promove dias 4 e 11 de junho, uma ação de sensibilização em Igualdade de Género, dirigida a Técnicos de Instituições.
Esta acção terá lugar em Alcáçovas, na Sede da Terras Dentro e terá a duração de 12 horas, repartidas por 2 sessões (6 horas cada), agendadas para dia 4 e 11 de Junho de 2012. As sessões terão início às 10h e terminarão pelas 17h, com intervalo para almoço entre as 13h e as 14h.
A inscrição é gratuita e sem limite de participantes por entidade/organização.
Ficha de inscrição (em anexo, que poderá ser remetida por correio ou fax).
Poderá ainda remeter os seus dados por e-mail: ( sonia.sezinando@terrasdentro.pt Este endereçod e email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. / leonor.lopes@terrasdentro.pt Este endereçod e email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ) ou pelo telefone da Associação (9h30/13h e as 14h/17h30)

Fonte:http://www2.drealentejo.pt/index.php/noticias-mnu/65-gerais/300-accao-de-sensibilizacao-igualdade-de-genero-para-tecnicos-de-instituicoes-04-e-11-junho-2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

Palestra sobre Igualdade de Género no Desporto, 30 de Maio às 15h no Auditório da Escola Profissional do Montijo


Na Escola Profissional de Montijo (EPM), no âmbito dos cursos CEF (equivalência ao 9º ano), foi selecionado um módulo denominado “ Todos os homens são livres e as mulheres?” que aborda a temática da igualdade de género como um princípio fundador de uma sociedade democrática e um elemento essencial para o seu desenvolvimento.
Neste contexto foi escolhido um tema sensibilizasse para a igualdade de oportunidades no Desporto.
A iniciativa tem o apoio do Conselho de Administração da Associação para Formação Profissional e Desenvolvimento do Montijo (entidade proprietária da EPM).
Local- Auditório da EPM
Horário- 15h
Duração- 1h30 a 2 horas ( máximo)
Total de Participantes- 80
Público alvo principal - Jovens do ensino secundário (mas serão enviados convites a dirigentes desportivos locais e técnicos da autarquia)
Média de idades dos jovens- 17/18 anos
Modelo da sessão: apresentação das comunicações, havendo no final um espaço para algumas questões colocadas pela audiência.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Reguengos de Monsaraz vai “Caminhar para a Igualdade”

“Caminhar para a Igualdade” é o mote para a caminhada de cerca de dois quilómetros que vai decorrer este sábado, dia 26 de maio, pelas 9h, nas imediações da localidade de S. Marcos do Campo. Esta iniciativa organizada pelo Município de Reguengos de Monsaraz com o apoio da Junta de Freguesia de S. Marcos do Campo surge na sequência da 7.ª Semana Distrital da Prevenção dos Maus Tratos Infantis, dinamizada pela Associação Chão dos Meninos, de Évora, que este ano se debruça sobre a temática da igualdade de género.
Os objetivos desta caminhada são a promoção do relacionamento entre comunidades, incentivar a população para a prática da atividade física, convivendo, partilhando e interagindo com familiares, amigos e vizinhos, fomentando também a prevenção de situações de violência e de maus tratos. No final da caminhada haverá um piquenique partilhado.
As inscrições podem ser efetuadas na Junta de Freguesia de Campo e através do telefone 266 587 126. A concentração dos participantes será no Largo do Cruzeiro, em S. Marcos do Campo.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

“Caminhar para a igualdade”: inscreva-se até 25 de maio

De 20 a 27 de maio de 2012 realiza-se, no distrito de Évora, a 7ª Semana Distrital da Prevenção dos Maus Tratos Infantis, dinamizada pela Associação Chão dos Meninos, semana que este ano tem como temática a Igualdade entre os Géneros.
O município de Vendas Novas, não podendo deixar de associar-se a esta causa, irá realizar uma caminhada denominada “Caminhar para a Igualdade”, no dia 27 de maio, pelas 10h00, com concentração junto ao Parque Desportivo Municipal.
Para além do caráter simbólico da iniciativa que encerra esta Semana, a caminhada promove também o incentivo à prática de atividade física, vivida em família ou entre amigos, através do estímulo da afetividade e do relacionamento interpessoal tão necessários à harmonia das relações familiares e parentais e altamente favoráveis na prevenção de situações de violência e de maus tratos.
As inscrições decorrem até dia 25 de maio às 12h00, no Serviço de Desporto, no Serviço de Intervenção Social (junto ao Jardim Público) e na Junta de Freguesia de Landeira. O percurso tem cerca de 5 km ’s dentro da cidade.
Contamos consigo!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Município organizou tertúlia sobre igualdade de género

Com o objetivo de assinalar o Dia Internacional da família no concelho de Amarante, decorreu a 15 de maio, no Auditório da Biblioteca Albano Sardoeira, uma Tertúlia subordinada ao tema “Igualdade de Género: Boas Práticas de Conciliação entre Trabalho e Família”.

Resultado de uma parceria com a Associação Nacional de Empresárias, a iniciativa, destinada à comunidade amarantina, contou com a presença de cerca de 20 pessoas e consistiu num momento de reflexão em torno de questões primordiais para a família, como o uso do tempo e, de uma forma mais abrangente, para o exercício da cidadania.

O dia 15 de maio foi proclamado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o Dia Internacional da Família, com o objetivo de chamar a atenção da população mundial para a importância da família como estrutura erguida em bases sólidas de união, respeito, compreensão e solidariedade.

Numa altura em que se assiste a alterações estruturais na génese da constituição familiar e quando se exige cada vez mais da família, introduzir o tema da igualdade de género e da conciliação dos tempos (trabalho e família) na discussão e reflexão afigura-se necessário e urgente.
Fonte:http://www.cm-amarante.pt/index.php?info=YTozOntzOjQ6Im1lbnUiO3M6MzoiY2FtIjtzOjU6ImFjY2FvIjtzOjEyOiJub3RpY2lhc19sZXIiO3M6MjoiaWQiO3M6MzoiOTc5Ijt9

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Igualdade de Género em Tempos de Crise

Local
COIMBRA

Horário
10,00 H.

Data de início
Sexta, 11 de Maio de 2012

Data de fim
Sexta, 11 de Maio de 2012

A IGUALDADE DE GÉNERO EM TEMPOS DE CRISE
CASA MUNICIPAL DA CULTURA DE COIMBRA | SALA FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA
11 MAIO
PROGRAMA
10,00H. - Conferência “Igualdade de Género em Tempos de Crise”
Lina Coelho, investigadora do Centro de Estudos Sociais (NECES) e professora auxiliar de Economia
na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
12,00H. - Debate
Moderadora: Rosa Monteiro, consultora especialista em Igualdade de Género
13,00H. - Almoço Livre
14,30H. - Narrativas de experiências de mainstreaming de género no Desenvolvimento Local
José Carlos Correia, coordenador técnico e responsável do centro de formação (ADM Estrela)
Marta Santos, coordenadora técnica de projetos (Associação Fernão Mendes Pinto)
Célia Lavado, coordenadora de projetos (Animar)
16,30H. - Debate
Moderadora: Tânia Gaspar, técnica de projetos
17,00H - Encerramento e Conclusões
Maria do Carmo Bica, responsável do projeto +Igualdade: Novas práticas de cidadania organizacional no DL
Fonte: http://www.animar-dl.pt/index/agenda/igual

segunda-feira, 7 de maio de 2012

VIOLÊNCIA NAS RELAÇÕES SENTIMENTAIS E IGUALDADE DE GÉNERO

No âmbito da unidade Curricular de Psicologia II do ISAVE, no dia 14 de maio, das 9h às 13h, no Anfiteatro 1 do ISAVE, realiza-se o seminário Violência nas Relações Sentimentais e Igualdade de Género. A oradora, Carla Melo é coordenadora do Serviço Para a Promoção da Igualdade de Género, na Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Violência nas Relações Sentimentais e Igualdade de Género são os temas do seminário que vai decorrer no ISAVE no dia 14 de maio, das 9h às 13h e com entrada livre. Embora a violência tenha sempre existido na família desde os seus primórdios, nos tempos presentes é considerado um flagelo da sociedade. Perante tal situação a autarquia da Póvoa de Lanhoso, embora tenha noção e consciência de que constituirá tarefa particamente impossível banir ou erradicar tal fenómeno, aspira dar uma resposta urgente e permanente às vítimas, num serviço que se pretende de proximidade e de sigilo. O SIGO engloba: ações de informação dirigidas aos diferentes agentes locais, que integram a Rede Social e ações de sensibilização dirigidas a públicos específicos, com intervenção nesta problemática. São objetivos do projeto: aumentar a eficácia das medidas de apoio social existentes; organizar e difundir a informação; diagnosticar precocemente as situações de violência doméstica e intervir em situações de emergência.

CV Carla Melo• Licenciada em Sociologia pelo Institutos de Ciências Sociais (ICS) da Universidade do Minho;
• Pós-Graduação em Desenvolvimento e Politicas Sociais pelo mesmo Instituto e Universidade;
• Aguarda defesa da tese de Mestrado em Sociologia na UM, abordando as questões da atribuição das responsabilidades parentais sob o tema “Condições Igualitárias, Decisões Desiguais: Pais divorciados e regulação do poder paternal”;
• Especialização em Violência Doméstica e de Género, pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género;
• Especialização em Igualdade de Género – responsabilidade social, pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género;
• Coordenadora do Serviço Para a Promoção da Igualdade de Género, na Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. Serviço que visa, informar, atender, apoiar, acompanhar e encaminhar as vitimas de violência doméstica e de género do Concelho da Póvoa de Lanhoso;
• Responsável pela linha de atendimento permanente a vítimas de violência doméstica no âmbito de abrangência do serviço;
• Coordenadora do projeto Local Desiguais, projeto que tem como finalidade fazer um diagnóstico sobre a importância dada às questões da igualdade e o seu verdadeiro exercício no Concelho, implementar e avaliar um Plano Municipal para a Igualdade de Género. O Plano Municipal para a Igualdade de Género tem como principal finalidade apoiar a implementação de uma política concelhia integrada de promoção da igualdade de género no concelho da Póvoa de Lanhoso. Pretende, ainda, contribuir para a redução/minimização das principais formas de desigualdade patentes no concelho.
Fonte: http://www.isave.pt/index.php?op=1&id=973&t=2

Trabalho: Aumento de casos de assédio sexual no emprego tem de ser estudado - Teresa Morais

Lisboa, 04 mai (Lusa) -- A secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade disse hoje que o aumento de casos de assédio sexual no local de trabalho tem de ser estudado e avaliado "por forma a descobrir a verdadeira dimensão do problema".
Teresa Morais falava aos jornalistas no final de uma reunião com a vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding para a informar sobre as medidas do Governo tendentes à igualdade entre homens e mulheres.
As mulheres são as principais vítimas de assédio sexual e moral e é da área de Lisboa e do Porto que chegam a maioria das queixas, segundo os últimos dados da Autoridade para as Condições de Trabalho

(Fonte)Ler mais: http://visao.sapo.pt/trabalho-aumento-de-casos-de-assedio-sexual-no-emprego-tem-de-ser-estudado-teresa-morais=f662512#ixzz1uBCXQ12H