segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Violência Doméstica: 39 mulheres assassinadas este ano, mais dez do que em 2009 - UMAR

O Observatório das Mulheres Assassinadas da UMAR anunciou hoje que este ano foram já assassinadas por violência doméstica e de género 39 mulheres, mais dez do quem em 2009.
Também as tentativas de homicídio subiram para 37, tendo sido 28 no ano anterior, afirmou Maria José Magalhães, que salientou o facto destes dados serem provisórios.
Face a estes números, a dirigente da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) reiterou a necessidade de reforçar as medidas de polícia, avaliação de risco e aplicação de medidas de coação, no sentido de melhor preservar a segurança e proteção das vítimas.
Fonte:http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/11800773.html

Contos com o Serafim nas Associações do Concelho de Mortágua, um verdadeiro sucesso!!










Mortágua recebeu mais uma vez um dos melhores produtores de alegria do pais, onde a graça das suas histórias se enqudram na Igualdade de género.

Estas sessões de contos foram distribuidas pelas Associações de Marmaleira, Vila Moinhos, Carvalhal e Quilho. Nas quais contaram com a presença de aproximadamente 500 pessoas.

Associação de mulheres empresárias organiza seminário «O Talento não tem Género»

«O Talento não tem Género» é o tema do seminário que a Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias (APME) vai organizar na próxima terça-feira, 23, no auditório da delegação regional do Instituto Português da Juventude, em Faro. “O talento não tem género e nós, mulheres, tal como os homens, temos potencial para mudar as nossas empresas e os nossos países. É preciso acabar com os estereótipos de género e dar uma oportunidade a quem tem talento.
E as mulheres, com o seu posicionamento, valores e ideias políticas e sociais distintas das assumidas pelos homens, podem ser – e são, de facto – uma mais-valia nos altos quadros de qualquer empresa”, refere a presidente da APME, Ana Bela Silva.
O seminário, organizado pela APME no âmbito do projecto «P.E. – Passaporte para o Empreendedorismo», tem inscrições gratuitas e destina-se ao público em geral, com particular enfoque para gestores, consultores, formadores, educadores e outros profissionais que trabalham na área empresarial e educativa. Em debate, entre as 14:00 horas e as 18:30, estarão temas como «Boas práticas em PME», «Acabar com os estereótipos: Como?», «Práticas de Igualdade de Género: Diagnóstico e Planeamento» e «Instrumentos e Ferramentas de implementação de Planos de Igualdade». As inscrições no seminário são gratuitas, sujeitas a limite de participantes e podem ser feitas através dos contactos 213150323 e 213150317 ou pelo endereço geral@apme.pt.
Fonte: http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=110502

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Dia Internacional Para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres

A Governadora Civil de Castelo Branco e a CooLabora – Consultoria e
Intervenção Social têm a honra de convidar V. Exa. para a cerimónia de
abertura da iniciativa Violência Zero - Dia Internacional Para a
Eliminação da Violência Contra as Mulheres, que terá lugar no Salão
Nobre do Governo Civil, dia 25 de Novembro, pelas 17h00, seguida da
inauguração da exposição de cartoons “Violência Não Faz o Meu Género”,
organizada pela World Press Cartoon.

Fonte:COOLABORA, CRL
Consultoria e Intervenção Social
Quinta das Rosas, Lote 6, RCH Esq. 6200-551Covilhã PT
tel e fax: +351 275335427 telemóvel +351 967455775
www.coolabora.webnode.com

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Serafim conta históriasn de homens e mulheres pelas aldeias de Mortágua


Jorge Serafim, conhecido contador de histórias, vai uma vez mais, presentear os Mortáguenses com várias noites de contos de histórias. Depois de ter actuado em Mortágua (Biblioteca Municipal e nas escolas) em Fevereiro passado, com salas esgotadas, Jorge Serafim volta a Mortágua e conta histórias de homens e mulheres pelas aldeias de Mortágua

SEX, 12 21H00 Associação da Marmeleira
SÁB, 13 21H00 Associação de Vila Moinhos
DOM 14 15H00 Associação do Carvalhal
DOM, 14 18H30 I Associação de Quilho

A sua narrativa é recheada de muito humor com pitadas de stand-up comedy.
Dono de uma dinâmica singular, Serafim consegue envolver o público que o rodeia pois, se quem conta um conto acrescenta um ponto, Jorge Serafim acrescenta dois ou três, pois tem o humor à flor da pele e promete várias sessões que serão sem dúvida recheada de gargalhadas e boa disposição.

Jorge Serafim natural de Beja, que foi técnico da biblioteca Municipal de Beja durante muitos anos, e popularizou-se através do programa de televisão Levanta-te e Ri, passando depois para o programa Fátima. Mas nunca deixou de ser um contador de histórias e vai fazendo também algumas incursões pela escrita.

Por isso já sabe, saia de casa e passe uma tarde/noite bem divertida na companhia deste humorista.

Org. Centro de Iniciativas Empresariais e Sociais

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Uma “Caminhada pela Igualdade” levou a que 25 pessoas de todas as idades percorressem no domingo algumas ruas e praças do centro histórico de Abrantes

Uma “Caminhada pela Igualdade” levou a que 25 pessoas de todas as idades percorressem no domingo algumas ruas e praças do centro histórico de Abrantes, passando pelos jardins do castelo e Aquapolis, num percurso de seis quilómetros. A iniciativa, organizada pela câmara municipal em parceria com a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local (Animar) integra-se no trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no âmbito da temática da Igualdade de Género.
Fonte:http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=467&id=69230&idSeccao=7481&Action=noticia

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Espaço t lança revista para promover igualdade entre géneros

"Mais Igualdade" foi o tema que o Espaço t escolheu para o número 16 da revista Espaço Con(tacto). Uma publicação que pretende sensibilizar todo o tipo de público para a prevenção da violência doméstica.
Na passada sexta-feira, dia 22, o Espaço t apresentou o número 16 da revista Espaço Con(tacto). Com características peculiares, como o facto de ser escrita em diversas línguas e em Braille, esta publicação tem como missão chegar a todas as pessoas. A prevenção da violência doméstica serviu de mote à campanha "Mais igualdade", título desta nova edição.
Apesar do tema ser violência doméstica, houve espaço para discutir outros tipos de crime. Em declarações ao JPN, Elisa Cervina, sócia da instituição, reforça que "o tema violência é muito vasto", pois existem outras formas de "violência silenciosa", "como a segregação", que também devem ser combatidas, apesar de tal combate não apresentar resultados práticos a curto prazo.
O lançamento decorreu nas instalações do Comando Metropolitano do Porto da PSP. Um espaço alusivo ao tema, já que "a violência doméstica deve ser denunciada o quanto antes por todos aqueles que estão implicados e também pelos que não estão implicados", como revela Jorge Oliveira, director do Espaço t.
O centro histórico do Porto, onde se encontram as instalações do Comando da PSP, é conhecido por ser "uma zona particularmente atingida pela pobreza", começa por afirmar Cristiana Silva, representante do Secretariado para a Igualdade de Géneros. Pobreza essa que constitui "um meio onde, muitas vezes, a violência é mais visível", embora "não queira dizer que seja o local onde a violência doméstica esteja mais presente, porque esta está presente em todos os estratos sociais", conclui a representante.
É para esta "realidade transversal" que a revista Espaço Con(tacto) tenta alertar, apostando, para isso, no aspecto pictórico. Maria Isabel Santos, governadora civil do Porto, considera essa aposta de grande relevância, porque "a imagem é apelativa, é agressiva, é acutilante e, acima de tudo, inquieta". A violência doméstica é um fenómeno "que rouba espaço de cidadania a muitas mulheres, a muitas crianças e também a muitos idosos e a muitas pessoas com deficiência neste país", reforça a governadora civil.
Fonte:http://jpn.icicom.up.pt/2010/10/25/espaco_t_lanca_revista_para_promover_igualdade_entre_generos.html

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Curso de Violência Doméstica: acções não financiadas

No seguimento do que já havia sido anunciado, a Fundação António Silva Leal (FASL) vai realizar duas acções de formação não financiadas sobre a temática da Violência Doméstica.
Face ao limitado número de vagas permitidas no projecto de formação financiada pela CIG e POPH-QREN, esta iniciativa tem como objectivo possibilitar o acesso à formação a todos os que manifestaram interesse nesta temática.
Em virtude de terem sido recepcionadas inscrições dos mais diversos concelhos do Algarve, a FASL decidiu realizar uma acção em Faro e outra em Albufeira, com o intuito de aproximar o local de formação aos seus destinatários.

Acção de Faro: de 04/11/2010 a 17/12/2010 (todas as 5.ªs feiras) das 19h00 às 23h00;
Acção de Albufeira: de 08/11/2010 a 10/01/2011 (todas as 2.ªs feiras) das 19h00 às 23h00.

A formação será ministrada nos mesmos moldes da formação financiada, nomeadamente com a participação das formadoras Dr.ª Liliana Palma (Psicóloga da APAV) e Dr.ª Cristina Raposo (Advogada), e sendo trabalhado o mesmo referencial produzido pela CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

O curso tem um custo de 70 euros por participante (isento de IVA) podendo ser pago em duas prestações no valor de 35 euros cada, sendo a 1.ª prestação liquidada no acto de inscrição e a 2.ª no último dia de formação.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Igualdade pode solucionar a crise

Foto Luís Carregã
“Só combatemos a crise e garantimos o desenvolvimento se apostarmos na igualdade de género”. A receita para tentar fugir à recessão é da secretária de Estado para a Igualdade de Género e foi divulgada ontem, no Hotel Dona Inês.
Elza Pais abriu o seminário “Igualdade de Género no Trabalho”, promovido pela Unidade Geral de Trabalhadores (UGT) e falou dos projetos em curso para promover a conciliação de género. “Reside aqui a construção do novo paradigma”, afirmou. Dados de Portugal na Europa
A representante do governo aproveitou a ocasião para referir a subida dos números portugueses no Global Gender Gap Report 2010, realizado todos os anos pelo World Economic Forum. Portugal, que ocupava a 46.ª posição neste ranking, subiu 14 lugares e encontra-se agora no 32.º lugar.
De acordo com a secretária de Estado, nesta área, “Portugal é dos países que tem menos discrepâncias”. Um sinal positivo, apesar de, ainda hoje, se desperdiçarem “os recursos das mulheres (…) no mercado de trabalho”.
“Nós não queremos ser super mulheres, queremos ser mulheres normais, queremos os mesmos direitos dos homens”, concluiu.
Depois da abertura, o seminário continuou com um debate moderado por Eduarda Macário, subdiretora do DIÁRIO AS BEIRAS. Uma das participantes foi Sandra Ribeiro, presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e Emprego, que definiu 2010 como “um ano decisivo” para os direitos das mulheres.
O debate foi depois encerrado com novas palavras da secretária de Estado para a Igualdade de Género.
Fonte:http://www.asbeiras.pt/2010/10/igualdade-pode-solucionar-a-crise/

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Portugal sobe no ranking da igualdade de género Por Ana Cristina Pereira

Por força da participação das mulheres no mercado de trabalho e do aumento do seu peso no Governo, Portugal subiu 14 posições no ranking da igualdade de género. O país ocupa agora o 32.º lugar num índice criado pela World Economic Fórum, cujo relatório anual foi ontem divulgado.O índice foi criado em 2006 com o propósito de captar a dimensão da desigualdade de género e de monitorizar os progressos feitos nesta área. Baseia-se em indicadores de política, de economia, de educação e de saúde. Para figurar na tabela, um país tem de, no mínimo, possuir dados sobre 12 dos 14 indicadores em análise.
Este ano, a organização considerou 134 países. O top 10 não surpreende. Como nos anos anteriores, quatro países da Europa do Norte mantêm-se firmes na dianteira.
A Islândia encabeça a lista. Com uma primeira-ministra e um parlamento paritário a quase 100 por cento, é dona de uma das mais elevadas taxas de participação feminina no mercado de trabalho e, em Março, aprovou uma reforma que obriga as empresas públicas com mais de 50 funcionários a ter, no mínimo, 40 por cento de homens ou mulheres nos quadros.
A Noruega ultrapassou a Finlândia, que figura agora em segundo lugar. A Suécia completa o domínio nórdico. A Dinamarca está um pouco atrás - em sétimo. Talvez porque este índice de desigualdade de género está dissociado do nível de rendimento das famílias e do desenvolvimento nacional.
De acordo com o relatório, os nórdicos alcançaram igualdade na literacia há décadas. Há igualdade nos vários níveis de educação, excepto no superior, onde as mulheres já ultrapassaram os homens. A maior parte dos países desenvolvidos logrou este feito, mas poucos conseguem "maximizar o retorno desse investimento".
Os cinco estados nórdicos foram os que chegaram mais longe. Tudo porque combinam elevadas taxas de participação feminina no mercado de trabalho com fossos salariais quase inexistentes e garantem às mulheres imensas oportunidades de ascender a cargos de chefia.
No ranking, seguem-se: a Nova Zelândia, a Irlanda, as Filipinas, a Suíça, a Alemanha, a Bélgica, o Reino Unido, a Holanda, a Letónia, a Espanha. Espanha subiu seis posições este ano, graças a "pequenas melhorias" em diversos indicadores. Os autores do relatório destacam um aumento na presença das mulheres no mercado trabalho e no Governo. E são precisamente esses indicadores que enfatizam, mais à frente, quando referem Portugal.
O Governo de Portugal está longe da paridade: tem um primeiro-ministro, 11 ministros e cinco ministras, o que mesmo assim o coloca em 21 lugar a este nível. A lei da paridade, que obriga os partidos a reservar um terço dos lugares das listas para as mulheres, provocou os seus efeitos no ano passado: nas eleições europeias de Junho, nas legislativas de Setembro e autárquicas de Outubro - na Assembleia da República, por exemplo, foram eleitas 62 deputadas, mais 14 do que em 2005.
Fonte:http://jornal.publico.pt/noticia/13-10-2010/portugal-sobe-no-ranking-da-igualdade-de-genero-20392721.htm

Wokshop de Cozinha - COZINHAR É PRECISO! CONCILIAR TAMBÉM.

Contou com a presença de 12 participantes, dos quais
9 homens e 3 mulheres, foi um workshop que se destinou a homens e mulheres menos experientes na cozinha, que precisavam de saber confeccionar refeições para partilhar tarefas e melhor conciliar a sua vida familiar e profissional. O objectivo foi aprender a confeccionar uma refeição completa: sopa, prato principal e sobremesa.

Este workshop, teve a duração de aproximadamente 8 horas, foi dinamizado pelo Chefe António(credenciado Chefe de Cozinha); a componente de confecção decorreu na cozinha da EBA e o jantar foi servido no Restaurante ACEPIPE REAL.

Cada participante teve a oprtunidade de convidar uma pessoa para o jantar.




quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mulheres aparecem menos nas notícias

As mulheres continuam a ser pouco noticiadas, revela um estudo internacional que analisou, este ano, cerca de 18 mil notícias, incluindo portuguesas, nas quais a esmagadora maioria das pessoas ouvidas ou dos protagonistas são homens (76 %).
O estudo "Quem faz as notícias? Projecto global de monitorização dos media 2010", citado pela agência Lusa, avaliou 1365 jornais, canais de televisão e de rádio e portais noticiosos, num total de 17 mil 795 notícias que envolveram 38 mil 253 pessoas.
Ao todo, foi analisada a imprensa de 108 países - incluindo Portugal -, representando 82 % da população mundial, refere, em comunicado, o Projecto Global de Monitorização dos Media (GMMP, na sigla inglesa).
A investigação, coordenada pela Associação Mundial para a Comunicação Cristã (WACC, na sigla inglesa), foi orientada em Portugal pelo Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Comparativamente com 1995, ano em que foi feito o primeiro estudo, a mais actual investigação, a quarta, conclui que 24 % das pessoas retratadas nas notícias são mulheres, um "modesto aumento" face aos 17 % registados há 15 anos.
Ainda que abaixo dos homens, as mulheres passaram a dar mais a sua opinião na imprensa este ano, em 44 % dos casos, do que há cinco anos, em 34 % das situações. Os dados relativos a 2010 realçam que 46 % das notícias reforçam os estereótipos sexuais e que apenas uma em cada cinco mulheres é ouvida como especialista.
Fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/media/interior.aspx?content_id=1673371

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Divulgação de Workshop de cozinha fácil e equilibrada para homens e mulheres menos experientes na cozinha!


No próximo dia 09 de Outubro (Sáb.) o IEBA - Centro de Iniciativas Empresariais Beira Aguieira, no âmbito do projecto SER OU NÃO SER IGUAL? II, em colaboração com a EBA - Escola Profissional Beira Aguieira e com o Restaurante ACEPIPE REAL, irá dinamizar um Workshop e cozinha fácil e equilibrada para homens e mulheres menos experientes na cozinha.


É um workshop que se destina a homens e mulheres menos experientes na cozinha, que precisam de saber confeccionar refeições fáceis e equilibradas, para partilhar tarefas e melhor conciliar a sua vida familiar e profissional. O objectivo é aprender a confeccionar uma refeição completa: sopa, prato principal e sobremesa.Esta actividade, terá a duração de 8 horas, será dinamizado por um credenciado Chefe de Cozinha; a componente de confecção decorrerá na cozinha da EBA e o jantar será servido no Restaurante ACEPIPE REAL.


Cada participante pode convidar uma pessoa para o jantar. Segue em baixo, programa e observações a ter em conta:Data: 9 de Outubro de 201015h:00m > 19h:30m - Confecção das Refeições na cozinha da EBA20h:00m > 23h:00m - Jantar Restaurante ACEPIPE REAL, MortáguaInscrições: até 6 de Outubro de 2010, no Restaurante ACEPIPE REAL - Mortágua


Participação limitada a 12 pessoas, com mais de 18 anos, das quais pelo menos 50% homensCritérios de selecção:preenchimento completo, entrega dentro do prazo e número de ordem da ficha de inscrição e quota de género. A participação é gratuitaSegue em anexo, o flyer de divulgação e ficha de inscrição.


Inscreva-se !!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Jovens músicos recebem formação em igualdade de género

Quinze jovens músicos de hip hop receberam uma formação em igualdade de género, promovida pela Rede Laço Branco de Cabo Verde e do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género. O objectivo da formação, que decorreu no Palácio da Cultura Ildo Lobo, é que os jovens integrem mensagens sobre a igualdade de género na sua arte.

Segundo noticia o jornal A Semana, a ideia é que os jovens incluam nas letras das suas músicas problemáticas como a igualdade de género e a paternidade responsável, criando uma visão mais “ consciente e consistente" da sociedade. Os jovens afirmaram ao A Semana que desejam que estas formações se repitam de forma a haver "mudança das próprias atitudes bem como a qualidade da mensagem que transmitimos através das nossa criações a um público maioritariamente jovem”.
O coordenador da Rede Laço Branco, Ivan Santos, colocou a fita que simboliza a integração à Rede nos 15 jovens músicos de hip hop. “Com eles são já mais de 60 os membros do Laço Branco, organização criada há um ano e que conta com representantes de diversas profissões e estratos sociais em todas as ilhas”, concluiu, acrescentando que ser Laço Branco é uma questão de ser, e de ter uma atitude permanente na defesa da igualdade de género, uma paternidade e uma conduta social responsáveis.
Fonte: http://www.platongs.org.cv/index.php?option=com_content&view=article&id=452:jovens-musicos-recebem-formacao-em-igualdade-de-genero&catid=37:actualidade&Itemid=67

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Teleassistência para vítimas de violência doméstica vai ser alargada a todo o país

O Governo vai alargar a nível nacional o projecto-piloto de teleassistência às vítimas de violência doméstica. Neste programa, o agressor usa uma pulseira electrónica e a vítima um pager que avisa as autoridades sempre que haja uma tentativa de aproximação

Depois de ter sido implementado o projecto-piloto de teleassistência nas comarcas de Lisboa e Porto, o Governo decidiu alargar o programa a nível nacional num protocolo assinado nesta quarta-feira.
Neste programa, o agressor usa uma pulseira electrónica e a vítima um pager. Quando o agressor se aproxima, a vítima recebe uma informação no pager ao mesmo tempo que à central de controlo da Direcção Geral de Reinserção Social (DGRS) chega um sinal sonoro.
O Protocolo de Alargamento Nacional da Teleassistência a Vítimas de Violência Doméstica será assinado entre a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, a Guarda Nacional Republicana (GNR), a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Cruz Vermelha Portuguesa.
Até agora, o sistema era usado em sete casos de agressão e não se registou qualquer incidente em nenhum deles.

O sistema chegou a causar alguma polémica no Parlamento, quando o Bloco de Esquerda levantou a questão sobre o custo mensal de 26 euros dos equipamentos suportado pelas vítimas, criticando que a sua gratuitidade esteja dependente de uma decisão judicial.

Fonte: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=183736

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Seminário Mulheres + Empreendedorismo = Inovação x Crescimento - 20 Setembro de 2010

A pedido da Senhora Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, Prof.ª Doutora Sara Facão Casaca, que enderece a vossa Ex.ª o convite para estar presente no Seminário Mulheres + Empreendedorismo = Inovação x Crescimento, que decorrerá no Centro de Congressos de Lisboa da AIP no dia 20 de Setembro de 2010, conforme programa em anexo.

Esta iniciativa tem como objectivo promover estratégias de apoio ao empreendedorismo das mulheres e incentivar o associativismo e a criação de redes, favorecendo o auto emprego, a independência económica, a capacidade empresarial e a qualidade da participação na vida activa.

No âmbito deste evento, terá lugar uma mostra de projectos/empresas liderados por mulheres e resultantes de incentivos de financiamento público, entre outros (CIG/ IEFP / QREN), e ainda entidades associadas da AIP.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

FORMAÇÃO FINANCIADA -VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

FORMAÇÃO DE AGENTES QUALIFICADOS/AS QUE ACTUEM NO DOMÍNIO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E/OU DA PREVENÇÃO DA VITIMIZAÇÃO OU REVITIMIZAÇÃO
(30 HORAS)
POPH – Eixo 7 – Tipologia 7.4

OBJECTIVOS GERAIS DO CURSO
 Promover a visão transversal e integrada dos diversos agentes activos sobre a problemática da Violência Doméstica;
 Promover a importância da sensibilização, prevenção e educação;
 Aprofundar os conhecimentos dos/as profissionais, promovendo as competências técnicas e pessoais adequadas às especificidades da problemática;
 Desenvolver competências práticas e estratégicas na intervenção conjunta dos/as profissionais junto das vítimas, no sentido da reinserção e prevenção da revitimização.

CALENDARIZAÇÃO
De 06 de Outubro a 24 de Novembro de 2010. O curso tem uma duração de 30 horas, distribuídas por 1 sessão semanal de 4 horas, em horário pós-laboral (das 19h00 às 23h00).

DESTINATÁRIOS
Profissionais dos serviços sociais, forças e serviços de segurança, serviços de saúde, profissionais da educação, magistrados, advogados, funcionários judiciais, psicólogos, formadores, consultores, jornalistas e todos os profissionais com interesse sobre a temática.

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS
I – Violência Doméstica: Conhecer a situação e reflectir sobre ela
II – Violência Doméstica: Princípios de intervenção
III – A Lei e o Combate à Violência Doméstica

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
Fundação António Silva Leal
Urb. Sto. António do Alto, Lt. 36 – A
8005-101 Faro
Telf. 289 888 180
Fax 289 888 181
E-mail formacao.geral@fasl.pt
Fonte: website: www.fasl.pt

Vítimas de maus tratos com apoio judiciário grátis

Serviços judiciais definidos há um ano entram só agora em vigor
As vítimas de violência doméstica vão passar a ter serviços gratuitos de um advogado, caso o escolham, disponibilizado pela Or-dem dos Advogados.
Na prática, o que a lei vai permitir, a partir do dia 1 de Setembro, é que as vítimas de maus tratos possam ter um advogado oficioso para acompanhamento no interrogatório, depois de aberto um inquérito-crime, e para uma defesa ao longo de todo o processo, incluindo o julgamento.
Uma medida que já estava prevista na lei de Setembro de 2009 - que alterou alguns pontos da lei penal de 2007 relativos a maus tratos -, mas que só agora vai entrar em vigor. "Tivemos de acertar uns pontos nessa lei", explica fonte do Ministério da Justiça ao DN.
Porém, esta iniciativa não está a ser bem recebida pela APAV. "Isto é uma discriminação positiva", defende Frederico Marques, da associação de apoio à vítima. "Então se dá para as vítimas de violência doméstica, porque não para as vítimas de todos os crimes violentos?", questiona a mesma fonte. "É como a questão das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde das quais as vítimas de violência doméstica estão isentas. Porque não também vítimas de outro tipo de crime", questiona.
Frederico Marques entende que "esta medida pouco acrescenta face ao regime de apoio judiciário", explica o representante da associação, "porque estes advogados oficiosos só estarão com certeza disponíveis para casos em que os rendimentos das vítimas o justifiquem", sublinha. E acrescenta: "Além de que o apoio que a APAV dá já prevê o aconselhamento jurídico."
Também a Comissão para para a Igualdade de Género (CIG) já disponibiliza um serviço nesse sentido. "Temos uma linha de apoio a vítimas deste tipo de crimes já há muitos anos", explica ao DN Paula Brito, do organismo dependente da presidência do Conselho de Ministros. "Mas neste caso estamos mesmo a falar de advogados oficiosos para todo o processo, fornecidos pela Ordem dos Advogados", explica a mesma fonte.
Em 2009, só a APAV recebeu 6682 denúncias de maus tratos domésticos. Sendo que a maioria dos casos é relativa a companheiros e cônjuges como agressores.
Este ano já houve 23 mortes por maus tratos. Porém, apenas no- ve das 50 pulseiras electrónicas prometidas pelo Ministério da Justiça para estes agressores estão a ser utilizadas, no programa lançado pela Comissão para a Igualdade de Género, para o Porto e Coimbra.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Empresas “pouco” preocupadas com igualdade de género

Projecto “Acentuar” aponta medidas para a paridade entre homens e mulheres
As Pequenas e Médias Empresas (PME) do distrito de Bragança ainda estão “pouco sensibilizadas” para a questão da igualdade de género. Esta foi uma das conclusões retiradas de um estudo de diagnóstico realizado no âmbito do Projecto “Acentuar”, que visa a elaboração de planos para alcançar a paridade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Apesar disso, a secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, realçou a “boa articulação” entre instituições na “promoção” desta valência. Inserido no Programa Operacional Potencial Humano, o “Acentuar” começou por ser elaborado em Bragança, mas a amplitude geográfica poderá ser estendida, a curto prazo, a toda a região transmontana, dado que é uma iniciativa promovida pela Federação das Associações Empresariais de Trás-os-Montes e Alto Douro (FAET). Nesta fase, o estudo foi realizado junto de PME do distrito, para que sirva de “indicador de referência” para o projecto. Em Agosto, depois de realizado o diagnóstico, decorrerão as acções a implementar, estendendo-se até ao final do ano, que vão desde acções de sensibilização e de formação, distribuição de material informativo, até acções de inovação no trabalho, esperando-se “abranger 140 destinatários directos”. “Há um longo caminho a percorrer, mas é um caminho que já está a ser efectuado. Hoje já temos instrumentos que nos ajudam a ultrapassar esses obstáculos”, justificou Elza Pais. Para a secretária de Estado, impulsionar a “igualdade é estimular o desenvolvimento de uma região”, pelo que estes planos manifestam uma “proposta de um novo modelo social de organização”. Neste âmbito, e após o diagnóstico realizado a várias entidades, o “Acentuar” vai facilitar a introdução de novas medidas que “ajudem” as famílias a usufruir de uma “proximidade entre a vida pessoal e profissional”. “Estes projectos vão seguramente ajudar-nos a reorganizar o nosso modelo social e económico”, sustentou a responsável. Elza Pais referiu ainda que é “necessário quebrar barreiras e estereótipos”, para que a “conciliação e a representação equilibrada em todos os níveis hierárquicos empresariais saiam reforçados”. Estabelecendo um comparativo com outros distritos, a secretária de Estado mostrou-se “surpreendida” com a “eficiência” do trabalho entre as diferentes redes. “Bragança é um distrito onde as pessoas se conhecem. Quando isso acontece, a proximidade é mais forte e, por isso, os projectos acabam por se fazer de uma forma muito mais fácil e agilizada.” Num investimento que ronda os 42 milhões de euros a nível nacional, a igualdade de género tem, em Bragança, um valor que ultrapassa um milhão de euros, estando o projecto “Acentuar” orçado em cem mil euros, suportado, na totalidade, pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional. Para o presidente da FAET, Jorge Morais, a reduzida sensibilidade dos empresários assenta no “envelhecido tecido empresarial”. “O empreendedorismo é uma nova estratégia e, por isso, temos de apostar nas novas gerações. Estas já estão mais direccionadas para estas questões”, frisou, apontando o “caminho da partilha” para o “desenvolvimento da região”.
Fonte: http://www.mdb.pt/noticia/3076

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Saúde em Português sensibiliza para a igualdade de género


A violência doméstica é apenas um dos sinais. Todos os anos, há mulheres que morrem devido a actos de violência praticados pelos companheiros. Mas o reverso da medalha não acontece. “Não há homens que sejam vítimas mortais de crimes de violência doméstica”, disse ontem Fernando Gomes, coordenador do projecto O Outro Sexo.
Ainda que de forma sub-reptícia, este é um dos sinais do “poder” no masculino. Um poder que está ainda muito enraizado na cultura portuguesa, nas suas mais variadas formas. O projecto, promovido pela Saúde em Português, trouxe a lume, durante mais de um ano, questões ligadas à igualdade do género. Através da sensibilização e da informação, o que se pretendeu foi contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e respeitadora dos direitos humanos e contribuir para a erradicação de comportamentos discriminatórios.
“Há preconceitos que vão passando de uma forma que ninguém se apercebe”. Os exemplos são muitos. “Para a mulher, a margem de erro, de falha ou de tolerância é sempre menor”, lembrou Lurdes Castanheira, presidente da Câmara Municipal de Góis, ela própria exemplo de que uma mulher é capaz de desempenhar tão bem como um homem – ou melhor – funções governativas.
“Em Góis, apesar de ser um concelho do interior, o sinal do eleitorado [ao ter escolhido uma mulher] é um sinal moderno. Porque – continuou – é um território onde predomina o poder patriarcal, onde o poder masculino impera”. No entanto,– confessa – “ainda é um constrangimento uma mulher visitar uma obra”.
A discriminação tem várias “roupagens”: se são as mulheres que frequentam, maioritariamente, o ensino superior, porque não conseguem aceder a lugares de chefia no mercado de trabalho? Do lado masculino, porque não existe ainda uma medicina do género direccionada para o homem?
Como salientou Fernando Gomes, a igualdade de oportunidades “é um problema” e em muito devido a questões culturais. Apesar de tudo, os responsáveis pelo projecto acreditam que – ao contrário do que relatavam as histórias de fadas que nos contaram na infância – “um dia será a princesa a salvar o cavaleiro”.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Direito à licença chega às trabalhadoras independentes

As trabalhadoras independentes estão desde hoje abrangidas pelo direito à licença de maternidade, graças a uma directiva europeia.
A directiva que hoje entra em vigor foi aprovada pelo Parlamento Europeu no dia 18 de Maio e adoptada pelos Estados-Membros a 7 de Junho, que têm dois anos para transpor para a legislação nacional.
As trabalhadoras independentes terão direito a uma prestação por maternidade e a uma licença de 14 semanas, no mínimo, se assim o desejarem.
Segundo a Comissão Europeia, as novas regras visam promover o empreendedorismo em geral e o das mulheres em particular, uma vez que há disparidades neste domínio, já que só 30 por cento dos empresários na Europa são mulheres.
A disposição em matéria de protecção social para os cônjuges auxiliares e os parceiros de facto (reconhecidos enquanto tal na legislação nacional) prevê o direito a cobertura de segurança social (designadamente pensões) em termos idênticos aos dos trabalhadores independentes.
Os Estados-Membros da UE têm agora de transpor a directiva para o direito nacional, dispondo para tal de um prazo de dois anos.
Segundo dados de Bruxelas, 16 por cento da população activa da UE são trabalhadores independentes e, destes, cerca de 11% dependem da colaboração dos respectivos cônjuges ou parceiros que com eles trabalham numa base informal em pequenas empresas familiares, tais como explorações agrícolas ou consultórios médicos nas pequenas localidades.
"A nova lei europeia garante plena igualdade entre homens e mulheres na vida profissional, promovendo o empreendedorismo feminino e permitindo que as mulheres que trabalham por conta própria beneficiem de uma melhor protecção em termos de segurança social", disse a comissária europeia para a Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania Viviane Reding.
Viviane Reding apelou aos "Estados-Membros para que implementem rapidamente a directiva, a fim de que os cidadãos possam dela beneficiar na sua vida quotidiana".
Fonte:http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8438314542660551450

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Info SER MÃE

Info SER MÃE O que é?

Acreditamos que é possível criar uma sociedade mais justa e solidária se investirmos nas nossas crianças, começando mesmo antes de elas nascerem, e lhes proporcionarmos um ambiente de conforto, segurança e muito amor.

O fio condutor das iniciativas que propomos e dinamizamos visa essencialmente a criação de ambientes favoráveis para os nossos núcleos familiares. Sabendo que não há soluções mágicas, acreditamos que todos temos capacidades e potencialidades mas que é necessário (re)descobri-las e desenvolvê-las. Este é um espaço para esse efeito. Um espaço de partilha de informação e de experiências, que respeitando a diversidade e também a individualidade de cada um, promove as condições necessárias para uma tomada de decisões de forma consciente e autónoma nas diferentes áreas que nos propomos tratar.

Investir nas nossas crianças, começando mesmo antes de elas nascerem, e proporcionar-lhes um ambiente de conforto, segurança e muito amor é a nossa proposta. No Ser Mãe colocamos à disposição serviços relacionados com a gravidez, o nascimento/parto, a maternidade/paternidade, a saúde, entre outros. Queremos contribuir para a tomada de decisões conscientes e informadas.

Fonte e mais informações em: http://www.infosermae.pt/index.html

quinta-feira, 29 de julho de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ajuda a vítimas de violência doméstica estará disponível em breve

Em breve irá estar disponível em todo o País um dispositivo de auxílio às vítimas de violência doméstica, segundo informou esta terça-feira, a secretária de Estado Elza Pais.
O protocolo será desenvolvido em colaboração com a Cruz Vermelha e permite, através de um pager, com um funcionamento semelhante à tele-assistência para idosos, alertar as forças policiais.

Depois de analisada a situação por um magistrado, as vítimas recebem um dispositivo que apenas necessita de carregar no botão, caso sejam alvo de violência e uma equipa de socorro é enviada imediatamente para o local.

Elza Pais, secretária de Estado para a Igualdade, revelou, segundo a agência Lusa, que "mesmo não estando numa situação tão dramática, a vítima pode sempre utilizar o aparelho para falar com alguém que do outro lado lhe dará conselhos".
Outras das medidas que estão a ser testadas são a vigilância electrónica e programas de tratamento para agressores.

Governo dispõe 800 mil euros para programas de igualdade no distrito de Braga

O distrito de Braga conta com 800 mil euros para sete projectos destinados a promover a igualdade entre géneros.
Isso mesmo realçou a secretária de Estado Elza Pais, ontem, em Soutelo, Vila Verde.
A governante,que tutela a pasta da Igualdade, falava no seminário ‘Promover para a Igualdade/Medidas de conciliação na vida pessoal e profissional’, enalteceu a presença, na mesa de uma engenheira ligada a uma actividade tradicionalmente masculina, a construção.Lembrando que em anterior visita a Vila Verde tinha sido “nomeada secretária de Estado do Amor”, Elza Pais realçou que a afirmação da masculinidade também é possível na prestação de cuidados de saúde ou em lares da terceira idade.Acentuando o tom da “mudança de valores”, a governante lembrou medidas que o executivo tem vindo a colocar em prática visando a igualdade, designadamente a licença parental que mães e pais podem partilhar, repartindo esforços e disponibilidade “sem perda de prestação social”.
O Pares — Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais — é uma área onde preconizou a inserção da actividade masculina, em paralelo com a introdução da mulher em áreas nas quais é tradicional o homem.
A secretária de Estado anunciou que em Setembro vão ser postas em prática medidas para a igualdade em metade dos ministérios que compõem o governo.A intervenção da governante culminou um seminário da Adere-Minho, Associação para o Desenvolvimento Regional do Minho, cujo presidente Abílio Vilaça, também interveio, assim como o presidente da Câmara de Vila verde, António Vilela.
Fonte: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=32447

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Homens continuam a matar as mulheres. Porquê?

Foi uma semana sangrenta. Três mulheres foram assassinadas pelos seus companheiros ou já ex-companheiros. Morreram com tiros disparados e com facas cravadas por homens que um dia amaram.
Duas das vítimas tinham já reunido coragem para apresentar queixa à Polícia. O filho de outra das vítimas foi quem foi à esquadra pela mãe. São casos sinalizados junto das autoridades e, ainda assim, com final trágico. Porquê?
Investigadores do fenómeno da violência doméstica apontam vários factores de risco. Terá a crise financeira relação com as agressões? Terão as mulheres cedido, por amor, a mais um pedido de perdão sem saber que, desta vez, o amor vinha com uma arma carregada e pronta a disparar? Poderá uma mulher escapar a uma educação que a prepara para casar e nunca para o cultivo da sua autonomia? Será possível a uma mulher - pobre ou rica, empregada de mesa ou directora de uma empresa - escapar à teia que, ao longo de anos, o homem construiu, isolando-a de amigos, castrando a forma de vestir, simulando ciúme, diminuindo, ardilosamente, a sua auto-estima?
Os estudos indicam que mulheres de personalidade dependente ou com histórico de maus tratos integram, habitualmente, o perfil da vítima. Mas a verdade é que qualquer mulher pode ver-se presa num casulo de manipulação sedutora, independentemente da sua condição socio-económica, e descobrir que, para escapar, a sua vida fica em perigo.
Em 2009, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) ultrapassou os dez mil processos de apoio, mais 1,3% face a 2008. Foram registados 17.628 crimes, repartidos por cinco diferentes categorias criminais. Mais de seis mil mulheres foram vítimas de crime. Cerca de 127 por semana. Quase 18 por dia. Porquê?
Mulheres de classe social mais alta em desvantagem
Ana, Laura, Linda e Sara são nomes reais de mulheres assassinadas, no ano passado, por homens com quem tiveram uma relação amorosa. À medida que investigam o fenómeno, organizações movem-se no terreno para evitar que as Anas e as Saras que conhecemos não terminem numa chocante folha de papel como vítimas mortais de violência doméstica. Para que não terminem como a dor imparável no coração de um filho, de um irmão, de um pai.
"Sinto que os efeitos da crise económica e financeira também se estão a reflectir no aumento do fenómeno da violência contra as mulheres", declarou, esta semana, o deputado social-democrata Mendes Bota, à Lusa. O coordenador da campanha contra a violência doméstica da Assembleia da República defende que "a mulher é o elo mais fraco" para descarregar as "frustrações do desemprego, da falta de bens essenciais em casa e na família". Nesse sentido, Mendes Bota, que também preside à Comissão para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens do Conselho Europeu, apela às autoridades para estarem atentas este tipo de crimes.
Há mais queixas, com ou sem crise
Na perspectiva de Maria Rodrigues Vacas, da APAV, "não se pode estabelecer uma correlação entre a crise social e financeira e a violência doméstica". É possível, isso sim, reconhecer factores de risco que se aplicam a determinadas pessoas, mas não a outras.
Há agressões desencadeadas pela instabilidade económica, pela perda de qualidade de vida. Mas há violência motivada por um historial de maus tratos, por consumo de substâncias, por famílias destruídas, entre outros factores de risco.
No mesmo sentido, a investigadora da Universidade do Porto Maria José Magalhães declara que "tudo indica que não há relação entre a crise e a violência doméstica" e aponta diversos motivos para sustentar a sua afirmação. No que diz respeito às taxas de queixas apresentadas à polícia pelas vítimas, a docente explica que tem sido verificada uma progressão anual entre 10% e 11%, "independentemente da crise ou não".
O fenómeno do aumento de queixas encontra explicação no "aumento das campanhas de prevenção, das respostas sociais às mulheres e dos mecanismos de bloqueio do agressor, defende Maria José Magalhães, também directora da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).
Aliás, estando a investigar este tipo particular de violência desde a década de 80 e recorrendo a estudos feitos a partir dos anos 60, a autora do livro Gostar de mim, gostar de ti - aprender a prevenir a violência de género recorda que, "antigamente, a mulher que era agredida pelo marido ia ao psiquiatra. Depois o médico chamava o agressor e tentava uma reconciliação". Hoje, não funciona assim.
A realidade mudou e a lei, que tornou o fenómeno num crime público, também. "A actual é boa, mas falta ainda regulamentar muitos aspectos", defende, por sua vez, a técnica da APAV. O apoio ao arrendamento dado às vítimas, por exemplo, "não é claro, porque, na prática, não se sabe quem o dá". E quanto às medidas de afastamento dos agressores, "ainda não há grande aplicabilidade".
A investigadora da Universidade do Porto lembra o caso de uma mulher, assassinada pelo marido no final do ano passado. "Ela apresentou queixa à PSP que, por sua vez, a acompanhou ao Ministério Público para exigir o afastamento do agressor. Mas a Procuradora entendeu que não havia grande perigo e não emitiu a ordem, acabando até por desautorizar a Polícia. Essa mulher morreu pouco tempo depois". Tinha 34 anos.
Advogados caros e detectives privados
Para Maria José Magalhães, associar a crise à violência doméstica, mais do que incorrecto, é "perigoso: desprotege as mulheres mais pobres e considera que as vítimas de violência de classes socio-económicas mais favorecidas só podem ser masoquistas".
A docente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação alerta para o facto de muitas das vítimas serem empresárias, advogadas, médicas, professoras, catedráticas e defende que a condição social mais elevada não constitui uma vantagem nestes casos.
Pelo contrário: "Sentem mais vergonha, maior incompreensão social. Normalmente são casadas com homens, também financeiramente favorecidos, que pagam um advogado a peso de ouro e são absolvidos em tribunal. Encontram-nas em qualquer lugar, porque contratam um detective privado".
Quando as mulheres são forçadas a recomeçar uma nova vida, noutro lugar, com outra identidade, também as vítimas mais favorecidas socialmente são as que mais obstáculos encontram, segundo a mesma fonte. Note-se, por exemplo, o caso de uma docente universitária catedrática que construiu a sua carreira com base em artigos publicados: "Ao mudar de identidade, a carreira acaba. Já a uma mulher, cuja profissão seja a de empregada doméstica, este problema não se coloca".
O mito da culpa da mulher ainda existe
Segundo a directora da UMAR portuguesa, outro dos perigos da associação da crise a este tipo de violência é o facto de contribuir para "manter o mito de que a mulher é responsável pelo crime". Além disso, a investigadora sublinha que, de 2008 para o ano passado, morreram menos 17 mulheres nas mãos dos companheiros "e a crise não diminuiu de um ano para o outro". Segundo o Observatório das Mulheres Assassinadas da UMAR, em 2008, registaram-se 46 vítimas. Morreram 29, no ano transacto.
"Estamos a melhorar", diz, apesar da semana sangrenta que passou, com três mulheres mortas a tiro e à facada. "Hoje temos a sensação de haver mais homicídios, porque há mais atenção dos média para estes casos e há mais campanhas de prevenção. Na realidade, há menos homicídios".
Maria José Magalhães acredita ainda que os números estão abaixo dos reais, porque "há famílias que não querem ver as suas vítimas nesta estatística". Um cruel pedaço de papel com nomes que nos rodeiam todos os dias.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Peça de teatro "Lembras-te, Madalena?"

No âmbito deste projecto e no desenvolvimento da encenação da peça de Teatro "Lembras-te, Madalena?" criou-se um grupo no Facebook.

Link: http://www.facebook.com/#!/group.php?gid=140484095964443
Encontra-se acessivel ao público em geral.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

“A Promoção da Igualdade de Género nas Organizações” em discussão em Castro Verde

A Esdime – Agência para o Desenvolvimento Local no Alentejo Sudoeste realiza hoje o Seminário “A Promoção da Igualdade de Género nas Organizações”, subordinado à temática dos Planos de Igualdade Profissional, no Fórum Municipal de Castro Verde. De acordo com a Esdime o seminário “constituirá uma oportunidade para conhecer algumas experiências desenvolvidas neste domínio por diferentes entidades (ONG – Organização Não Governamental - e autarquias) e para apresentar o Plano de Igualdade da Esdime” construído no âmbito do projecto “Entre nós Iguais” financiado pelo Programa Operacional do Potencial Humano/Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (POPH/CIG).O município do Montijo, o Espaço T, a Surt e a Animar – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local são as instituições que vão partilhar as suas experiências ao longo deste seminário. “Experiências diferentes com diferentes actores mas que esperam que sejam úteis para quem estiver presente” refere David Marques, presidente da Esdime.O mesmo responsável, referiu que este seminário vai “permitir discutir e apresentar diferentes experiências e abordagens sobre a incorporação das preocupações da igualdade de género no contexto das organizações”.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

IV Encontro Temático do Fórum sobre “ Violência Doméstica e Pessoas com Deficiência “, dia 15 Junho

No dia 15 de Junho terá lugar, na CERCICA, o "Violência Doméstica e Pessoas com Deficiência". Para além da apresentação do estudo "O Impacto da Discriminação com base na Deficiência nas Mulheres", este encontro constituirá um momento de reflexão e debate sobre as especificidades do fenómeno da violência doméstica na população com deficiência.
Inscrição através do telefone 214815263 ou forum.violenciadomestica@cm-cascais.pt.

Prorrogado prazo de entrega de candidaturas à 9.ª edição do Prémio IGUALDADE É QUALIDADE até dia 14 de Junho












Anúncio de abertura de Candidaturas à 9.ª edição do Prémio IGUALDADE É QUALIDADE. A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e a Comissão para a Igualdade no Trabalho e Emprego (CITE) informam que o prazo para entrega de candidaturas à 9.ª edição do Prémio IGUALDADE É QUALIDADE foi prorrogado até 14 de Junho de 2010.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Seminário Internacional " Desafiar a indiferença: género, igualdade e inclusão social" - 25 de Junho - 9:30H - Gulbenkian

Encarrega-me a Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género de convidar V. Exa. para o Seminário Internacional “ Desafiar a indiferença: género, igualdade e inclusão social”, organizado pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, a realizar no próximo dia 25 de Junho na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.
Junto se anexa o programa.

Com os melhores cumprimentos,

Sessão de Apresentação Pública do projecto “SAÚDE DA MULHER – CONSTRUIR A IGUALDADE”,

Sessão de Apresentação Pública do projecto “SAÚDE DA MULHER – CONSTRUIR A IGUALDADE”, terá lugar no próximo dia 14 de Junho, na Praça do Giraldo em Évora pelas 19h00. No âmbito da sua intervenção social, o Movimento Democrático de Mulheres encontra-se a desenvolver entre 2010 e 2012 um projecto sócio-educativo designado, que terá mplementação geográfica nos Concelhos de Évora, Montemor-o-Novo e Arraiolos. Através da abordagem de temas complexos, relacionados com a Saúde Sexual e Reprodutiva da Mulher, visa despertar as consciências , actualizar mentalidades, desconstruir tabus e preconceitos, pela salvaguarda da vida das mulheres e do seu bem-estar.
Fonte: http://www.cig.gov.pt/

Vergonha inibe homens de gozar licença de paternidade

Há mais homens a gozar licença de paternidade a que têm direito, desde 2004. Mas as mulheres duplicam tal valor. O receio de não se mostrarem másculos e a falta de fiscalização nos locais de trabalho podem motivar discrepâncias, defende um estudo do INE.

É necessário que mulheres e homens, com condições financeiras e protectoras laborais, dividam o tempo que a legislação estabelece nos cuidados a crianças, à excepção das habituais seis semanas que implica a recuperação física das mães. A recomendação consta do artigo "Nos 15 anos da Plataforma de Pequim", da jurista Maria do Céu da Cunha Rego, que integra a Revista de Estudos Demográficos, publicada ontem pelo Instituto Nacional de Estatística.

O estudo relativo ao gozo das licenças de maternidade e paternidade, principalmente desde 2004 - altura em que a segunda foi estabelecida -, refere que as mulheres continuam maioritariamente a permanecer com o bebé após o nascimento. Há cada vez mais homens a partilhar a licença mas num tímido crescimento.

"Os dados acabam em 2008. Em 2009, houve as alterações no Código de Trabalho. Apesar de ser sinónimo de 'inteligência' cada vez mais homens de licença, nestas questões continua a ver-se o homem como padrão e a mulher como um ser especifico", defende Cunha Rego, ex-secretária de Estado da Igualdade, frisando que "a lei deve tentar que o tempo seja dividido".

Segundo a jurista, há uma enorme pressão social para que "a mulher fique em casa, para justificar que é boa mãe". "Já a mesma pressão tende a achar o homem menos másculo se sair do seu posto de trabalho, nem que seja para ir ao médico com o filho. Há uma vergonha social de não corresponder a determinados padrões", justifica.

Outra razão para tal diferença? "Se desde 2004 há uma licença de paternidade e se incumpre, então é porque a fiscalização não está a funcionar", responde. "A Autoridade para as Condições do Trabalho) deveria intervir para que se perceba por que existem esses valores", salientou a autora do trabalho, que assinala os 15 anos sobre a grande conferência das Nações Unidas relativa à igualdade de homens e mulheres.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1588546

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Prémio Paridade: “Mulheres e Homens na Comunicação Social”





















O prazo de candidaturas ao Prémio Paridade: “Mulheres e Homens na Comunicação Social”, decorre de 9 a 25 de Junho de 2010, promovido pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.

São admitidos a concurso peças jornalísticas e produtos de publicidade originais, (Imprensa, Rádio, Televisão ou outro meio de difusão), de entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, em suporte papel, vídeo digital e áudio, difundidos nos meios de comunicação social, durante o ano de 2009.
Fonte:http://www.cig.gov.pt/

segunda-feira, 31 de maio de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Anúncio de abertura de Candidaturas à 9.ª edição do Prémio IGUALDADE É QUALIDADE.

Anúncio de abertura de Candidaturas à 9.ª edição do Prémio IGUALDADE É QUALIDADE.
A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e a Comissão para a Igualdade no Trabalho e Emprego (CITE) informam que o prazo para entrega de candidaturas à 9.ª edição do Prémio IGUALDADE É QUALIDADE decorre até 31 de Maio de 2010.

Sessão de Lançamento dos Guiões de Educação

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Grupo Auchan vai abrir primeira creche este ano

Receberam no ano passado o prémio "Igualdade é qualidade" da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego e, desde 2006, são a primeira empresa do sector da distribuição nacional certificada em Responsabilidade Social (de acordo com a norma SA 8000).
Mas Jorge Filipe, director de recursos humanos do grupo Auchan, garante que as preocupações com os trabalhadores e com a comunidade são uma marca do grupo desde a sua entrada em Portugal, há 40 anos.
Esta preocupação com as pessoas e com a promoção da igualdade vê-se em pequenas coisas, como o facto de todos os cerca de nove mil colaboradores terem o mesmo seguro de saúde familiar e de haver 82 pessoas com deficiência e de 18 nacionalidades diferentes a trabalhar na empresa. Mais de 80% dos trabalhadores são efectivos e as mulheres já ocupam 45,4% dos cargos de chefia.
A formação contínua é regra e cada trabalhador tem em média 35 a 40 horas de formação/ano. Desde 1993 o grupo conta com a Fundação Pão de Açúcar (criada por quadros da empresa), destinada a apoiar os colaboradores com dificuldades económicas. No ano passado foram 1211, mais 37% do que no ano anterior. Cerca de 40% do orçamento é para ajudar os trabalhadores a pagarem as creches dos filhos, mas há também 20 bolsas de estudo universitárias e prémios para os filhos dos colaboradores com melhor desempenho escolar (9ª /11º ano).
Este ano, o grupo vai abrir no Dolce Vita Tejo a primeira de cinco creches que quer ter junto aos grandes hipermercados, para os filhos dos colaboradores e comunidade. O lema é funcionários satisfeitos e envolvidos são mais fiéis e eficientes e todos têm a ganhar.
Fonte:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1576850

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PE aprova licença de maternidade para as trabalhadoras independentes

As trabalhadoras independentes e cônjuges ou pessoas que vivam em união de facto com trabalhadores independentes deverão ter direito a um subsídio de maternidade que lhes permita interromper a sua actividade durante pelo menos 14 semanas, o mesmo período que é previsto actualmente pela legislação europeia para as assalariadas. De acordo com o texto hoje aprovado pelo Parlamento Europeu caberá a cada país decidir se a protecção social será aplicada em regime obrigatório ou voluntário.

A vulnerabilidade económica e física, durante a gravidez, das trabalhadoras independentes e das cônjuges ou parceiras de trabalhadores independentes que com eles colaborem exige que lhes seja garantido o direito às prestações por maternidade.

A legislação hoje aprovada pelo Parlamento Europeu, com base numa recomendação de Astrid Lulling (PPE, LU), estipula que estas mulheres deverão ter direito a um subsídio de maternidade durante pelo menos 14 semanas, o mesmo período que é previsto actualmente pela legislação europeia para as trabalhadoras assalariadas (em fase, aliás, de ser alterada, com base num projecto de relatório da eurodeputada portuguesa Edite Estrela).

A competência em matéria de prestações, incluindo a fixação do nível das contribuições e outras disposições relativas a prestações e pagamentos, continua a caber aos Estados-Membros, desde que sejam cumpridos os requisitos mínimos desta directiva. Os Estados-Membros podem, em particular, determinar o período, antes e/ou depois do parto, em que são concedidas as prestações de maternidade.

Fonte: http://www.europarl.europa.eu/news/expert/infopress_page/014-74626-137-05-21-902-20100514IPR74625-17-05-2010-2010-false/default_pt.htm

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Inauguração do Gabinete de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica

A CooLabora está a implementar o projecto Violência Zero, uma iniciativa centrada no combate e
prevenção da violência doméstica. O projecto prevê, entre outras medidas, a abertura na Covilhã
de um Gabinete de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica, vindo assim colmatar uma
necessidade local. Associaram-se já ao projecto várias entidades do concelho e da região com
intervenção nesta temática. A CooLabora, em parceria com a Rede Social da Covilhã, uma das
entidades envolvidas no projecto, organizam no próximo dia 28 de Maio uma sessão de
divulgação desta iniciativa.

Programa
28 de Maio 2010 (Sexta-feira)
14h30 - Biblioteca Municipal da Covilhã
Boas vindas, Paulo Rosa, em representação do Conselho Local de Acção Social da Covilhã
Abertura da sessão, Maria Alzira Serrasqueiro, Governadora Civil do Distrito de Castelo Branco
Intervenções: A problemática da violência doméstica e o contexto local e regional
Manuel Joaquim Loureiro, Universidade da Beira Interior - Departamento de Psicologia
Natália Cardoso, Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra - APAV
Projecto Violência Zero
Graça Rojão e Tânia Araújo, CooLabora - Consultoria e Intervenção Social.
Assinatura do Acordo de Parceria
Encerramento
Sara Falcão Casaca, Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género - CIG
16h30 – Sede da CooLabora
Inauguração do Gabinete de Apoio à Vítima pela Senhora Presidente da CIG.
COOLABORA, CRL – CONSULTORIA E INTERVENÇÃO SOCIAL
Qta. Rosas, Lt 6, r/c esq. 6200-551 Covilhã tel/fax: 275335427 tm: 967455775
email: coolabora@gmail.com
website: www.coolabora.webnode.com

terça-feira, 18 de maio de 2010

“Violência nas relações de intimidade”

ESEnfc - Conferência Internacional
A secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, e a cantora Rita Guerra participam hoje no encontro “Violência nas relações de intimidade: (O)Usar caminhos em saúde”.
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) organiza hoje, no Pólo B, em S. Martinho do Bispo, o congresso internacional “Violência nas relações de intimidade: (O)Usar aminhos em saúde”. Na sessão de abertura do encontro, pelas 11H00, estará presente a secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, bem como Rita Guerra, que aceitou ser madrinha do projecto “(O)Usar & Ser Laço Branco”, no âmbito do qual se enquadra o congresso. A cantora deverá cantar o hino do projecto, juntamente com estudantes e professores da ESEnfC. Uma iniciativa que procura reduzir a violência exercida sobre as mulheres, a começar pela fase do namoro, além de promover a igualdade de género e de oportunidades.
A temática escolhida para o encontro representa “uma prioridade em saúde, exigindo que os profissionais do sector desenvolvam e integrem respostas nas suas práticas de cuidados, atendendo a que a qualidade das relações interpessoais íntimas tem efeitos directos sobre o estado de saúde dos indivíduos e a que o estado de saúde influencia a qualidade das relações de intimidade”, refere uma nota de imprensa da assessoria da ESEnfC.
Com este congresso pretende-se, ainda, “sensibilizar para o fenómeno da violência nas relações de intimidade como um problema de saúde, reflectir sobre os custos da violência doméstica na saúde das mulheres, das crianças da família e da comunidade em geral, tornar visível a violência doméstica como foco de intervenção em enfermagem”.
Fonte: http://www.asbeiras.pt/index.php?area=saudedb&numero=82976&ed=18052010

terça-feira, 4 de maio de 2010

"Sensibilidades Diferentes, Oportunidades Iguais"


Exmº/ª Sr./ª A Associação Recreativa Cultural e Social de Silveirinhos, ARCSS, tem o prazer de o/a convidar a acompanhar o/a seu/sua filho/a à apresentação da peça de teatro Infantil "Iguais e Coloridos", no âmbito do projecto "Sensibilidades Diferentes, Oportunidades Iguais", no próximo sábado, dia 8 de Maio, pelas 16h30, na Biblioteca Municipal de Gondomar.

A entrada é livre até à lotação da sala.

Os melhores cumprimentos
A presidente da ARCSS
Matilde Monteiro

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Empresas promovem igualdade

Na Véspera do Dia do Trabalhador, o SC quer dar a conhecer o projeto “Diálogo Social e Igualdade das Empresas”.Em linhas gerais, este projeto visa promover as boas práticas em matéria de igualdade de género e da não discriminação entre homens e mulheres. Mas a realidade não é projetada: ainda existe uma diferença salarial de 22,5% entre homens e mulheres.Como é que se mudam mentalidades empresariais quando a sociedade ainda está a tentar encaixar a mulher na vida pública? Como se promove o diálogo da igualdade? Haverá um dia em que este diálogo estará obsoleto?Opiniões, explicações e exemplos de boas práticas, hoje, no SC.Convidados:Sara Falcão Casaca, Presidente Comissão para a Igualdade de GéneroSandra Ribeiro, Presidente Comissão para a Igualdade no Trabalho e no EmpregoFátima Carioca, Professora na AESE – Escola de Direcção e NegóciosManuel Sousa Antunes, Vice-presidente da Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos dos Recursos Humanos

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Violência doméstica já está regulamentada 22 de Abril de 2010 às 12:56h

A secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, apresentou quarta-feira, dia 14 de Abril, as portarias que regulamentam o regime de protecção às vítimas de violência doméstica, cujas queixas aumentaram 10,1 por cento no ano passado.

Em declarações à agência Lusa, Elza Pais afirmou que o aumento de queixas indica uma “desocultação” do fenómeno da violência doméstica e que o aumento de 10,1 por cento em 2009, em relação ao ano anterior, representa “uma desaceleração”. A média do aumento anual de queixas na última década, desde que a violência doméstica foi definida como crime público, é de 11 por cento, apontou.

No entanto, há distritos em que “o fenómeno permanece oculto”, porque os números de queixas estão “praticamente estáveis, com aumentos muito ligeiros”, como sejam Viseu, Castelo Branco, Guarda, Bragança e Portalegre, onde “as estratégias de intervenção têm que ser reforçadas”. Elza Pais destacou que as portarias apresentadas definem as condições para a utilização de vigilância electrónica dos agressores e para a teleassistência, que nesta fase está ainda em “projecto-piloto” nas comarcas de Coimbra e Porto e ainda sem reflexo nos números.

Os projectos serão “sujeitos a avaliação daqui a um ano” e então se verá se “há condições para os alargar a outros distritos, o que não quer dizer que pontualmente essas medidas não possam já ser requeridas pelos magistrados para serem aplicadas noutras regiões”. As portarias definem também o modelo do estatuto da vítima, que lhe confere a possibilidade de ser indemnizada pelo agressor, reembolsada das despesas com o processo e de lhe ser atribuído o documento que comprova o “estatuto de vítima”, que dá acesso a benefícios sociais, apoio ao arrendamento e frequência de formação profissional.

“As vítimas ficam com a sua protecção regulamentada e os técnicos e profissionais das forças de segurança e de intervenção têm mecanismos para poderem, com rigor, definir a estratégia que melhor se adequa a cada situação concreta”, frisa Elza Pais.

A governante apresentou também mais uma etapa da campanha “Cartão vermelho à violência doméstica”, pretendendo sensibilizar empresas e autarcas para que seja encorajada a denúncia deste crime.

“Calar é consentir”, afirmou, apelando a que “vizinhos, vizinhas, amigos e amigas”, tenham um papel activo na denúncia de situações de violência doméstica.

16 morreram em 2009
Em 2009 16 pessoas morreram em Portugal em consequência de violência doméstica, mais seis do que em 2008, indica um relatório da Direcção-Geral de Administração Interna a que a agência Lusa teve acesso.

O relatório “Violência Doméstica 2009” afirma que entre as 30.543 participações por violência doméstica às forças policiais houve “diversos casos em que os ferimentos foram graves” e adianta também que se registou “a morte de 16 vítimas”.

Com “três a quatro queixas por hora”, trata-se do “quarto crime mais registado em Portugal” e do “segundo crime mais registado na tipologia de crimes contra as pessoas”, totalizando respectivamente 7 e 28 por cento do total a nível nacional.

As vítimas de violência doméstica continuam a ser, na sua maioria, mulheres (85 por cento), com uma idade média de 39 anos, mais de metade casadas ou em união de facto, na maioria dos casos com o agressor. Destas, 77 por cento não dependiam economicamente do agressor.

Em 89 por cento dos casos foi a própria vítima a denunciar o ocorrido às autoridades. As autoridades foram chamadas a intervir em 77 por cento das queixas. Segundo o relatório, em 16 por cento das ocorrências comunicadas, foram utilizadas armas; em 46 por cento das situações havia registo de “consumo habitual de álcool” e em 11 por cento de consumo de estupefacientes. As agressões foram praticadas maioritariamente na casa da vítima (80 por cento dos casos) e foram presenciadas por menores em 45 por cento dos casos. Em mais de metade dos casos (51 por cento) tinha havido ocorrências anteriores de violência doméstica, segundo os dados da GNR. Na maior parte das situações (76 por cento) houve violência física, em alguns casos com armas brancas e de fogo, em 56 por cento dos casos registou-se violência psicológica - maioritariamente insultos e ameaças - e um por cento das queixas referiu violência sexual.

Recorde-se que Portugal conta com 36 casas de abrigo, pelo menos um núcleo de atendimento em cada distrito e três grupos de apoio a mulheres, que “reforçam” as suas capacidades “para que consigam sair do ciclo de violência”.

Elza Pais adiantou que existem já novas equipas prontas a associarem-se aos núcleos, 77 projectos apoiados por organizações não governamentais para promover o apoio à vítima e protocolos estabelecidos entre a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e 46 autarquias. A governante referiu que vai ser feito um apelo no sentido de mais autarquias aderirem a esta iniciativa

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Violência em casa aumenta

As autoridades registaram 83 queixas de violência doméstica por dia em 2009, o que corresponde a um total anual de 30 543, mais 10,1 % que em 2008.
Os números são do relatório ‘Violência Doméstica 2009’, ontem apresentado pela Direcção-Geral da Administração Interna, na presença da secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, e do secretário de Estado da Administração Interna, Conde Rodrigues.
Em 2007, registaram-se 43 mortes resultantes deste tipo de crime, mais três que em 2008. Relativamente ao ano passado, só estão contabilizadas 16 vítimas mortais (ocorrências da PSP e GNR), uma vez que faltam os dados da PJ, pelo que o número deverá disparar.
Lisboa (7522), Porto (6562) e Setúbal (2400) continuam a ser os distritos com mais ocorrências, com destaque para este último, que registou uma subida de 32,7%. No oposto estão Guarda (260), Beja (275) e Bragança (283).
Quanto às características de vítimas e agressores, as mulheres (85%) continuam a ser o grande alvo deste crime, têm uma média de 39 anos, estando mais de metade delas casadas ou a viver em união de facto com o próprio agressor, que, por seu lado, continua a estar associado a cenários de alcoolismo (46%) e consumo de drogas (11%), tendo 45% das agressões sido presenciadas por menores. Junho e Agosto foram os meses com mais ocorrências, e o maior número de queixas é apresentado ao domingo e segunda-feira. Em 51% dos casos, há reincidência. Segundo a Direcção-Geral de Reinserção Social, há 18 agressores a frequentar um programa de reconversão comportamental.
SÓ SETE AGRESSORES COM PULSEIRA
Apenas sete agressores em casos de violência doméstica estão a usar as novas pulseiras electrónicas. No caso dos crimes de agressão, as pulseiras são diferentes das restantes: o agressor usa uma pulseira e a vítima tem um pager. Quando se aproximam, a vítima recebe uma informação no pager, ao mesmo tempo que à central de controlo da Direcção-Geral de Reinserção Social chega um sinal sonoro. No entanto, é preciso telefonar para pedir auxílio.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Vítimas de violência com sistema que as liga à Cruz Vermelha

Pessoas alvo de violência doméstica de Porto e Coimbra vão ter acesso a equipamentos móveis de aviso imediato
As vítimas de violência doméstica dos distritos de Coimbra e Porto vão poder ter um equipamento semelhante a um telemóvel - mas de botão único - que liga automaticamente para os serviços da Cruz Vermelha Portuguesa. Para isso basta que a própria vítima adquira este aparelho de teleassistência por 26 euros por mês ou que lhe seja atribuído por um juiz de instrução criminal, quando esteja a decorrer um inquérito.
Para já, a partir desta semana - e até 2012 -, cinquenta equipamentos móveis vão ser distribuídos às vítimas de maus tratos por decisão de um juiz de instrução criminal. Esta medida de "segurança acrescida" irá ser atribuída em casos em que o suspeito aguarde julgamento - ou cuja sentença ainda não tenha transitado em julgado - e ainda aos casos de reincidentes deste tipo de crimes.
Esta experiência-piloto é o resultado de um protocolo assinado pela Comissão para a Igualdade de Género e a Cruz Vermelha Portuguesa. A partir de 2012 poderá ser alargado para todo o País.
"Os utentes podem contactar, a qualquer hora, os técnicos da Cruz Vermelha premindo o botão vermelho do equipamento móvel", explica Marta Silva, da Comissão para a Igualdade de Género, em declarações ao DN. "E isso pode acontecer caso necessitem de 'mero' apoio psicológico em que o botão é accionado para chegar à fala de um psicólogo", explica a técnica. "Ou para casos de emergência em que a vítima nem pode falar por estar perto do agressor e estar na iminência de ser agredida de novo."
Neste caso é automaticamente accionado um sistema de alta-voz em que os técnicos da Cruz Vermelha decidem se chamam de imediato as forças de segurança -PSP e GNR -, os serviços de emergência médica ou os bombeiros. "A partir do momento em que nos apercebemos do que se trata e atendendo à emergência da situação", explica Ana Margarida Soares, assistente social da Cruz Vermelha, "chamamos os apoios mais adequados".
A mesma técnica explica que se a vítima estiver fora de casa também é "facilmente localizável através do sistema de GPS, e dizemos, por exemplo, para se dirigir a um sítio com muita gente como cafés".
Esta solução é uma extensão de um serviço da Cruz Vermelha - a teleassistência - que recebe actualmente cerca de 10 a 15 apelos por dia, mas de pessoas idosas que se encontrem numa situação de emergência ou com necessidade de apoio psicológico. Neste caso, este serviço também pode ser utilizado por familiares de doentes de Alzheimer .
A violência doméstica contra mulheres vitimou 26 jovens com idade inferior a 35 anos, durante o ano de 2009. E foram ainda registados 42 casos de tentativa de homicídio.
Sendo que o número de mulheres assassinadas por aqueles que ainda eram companheiros, maridos ou namorados constituem 64% dos casos e 36 % foram vítimas dos parceiros de quem estavam já divorciadas ou separadas.
Na maioria dos caos - 52% - as tentativas de homicídio foram igualmente praticadas pelos maridos, companheiros ou namorados e os restantes casos por ex- -companheiros.
Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1540393

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sessão de esclarecimento sobre Direitos de Partentalidade - 23 de Abril 2010


















O IEBA – Centro de Iniciativas Empresariais Beira Aguieira e o Centro de Saúde de Mortágua, encontram-se a organizar uma sessão de esclarecimento sobre direitos de Parentalidade, destinada a Grávidas e futuros Pais e/ou Educadores/as.

Apresentar-se-ão os seguintes temas, seguindo-se esclarecimento sobre todas as questões e dúvidas que surjam:

  • licenças de maternidade e paternidade,
  • faltas para assistência a menores ou doentes,
  • dispensas para amamentação e/ou aleitação e para consultas pré-natais,
  • protecção no despedimento,
  • direito de assistência médica;
  • apoios sociais disponíveis,
  • entre outros…

Desta forma, gostaríamos de a/o convidar a participar nesta sessão de esclarecimento, que se realiza no próximo dia 23 de Abril (6ª feira), pelas 18h:00m, no Centro de Saúde de Mortágua, com a duração, de aproximadamente, 2h:00m

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Homens presos por violência doméstica

Homens presos por violência doméstica A Polícia Judiciária de Vila Real deteve um homem, de 50 anos, jornaleiro, que disparou vários tiros contra a mulher e os filhos, em Castro Daire, num quadro de violência doméstica.
Trata-se de uma situação que já se arrastava há vários anos, tendo o homem, anteontem, usado uma caçadeira para ameaçar os familiares – que fugiram da casa com medo. Por os disparos terem sido feitos com os cartuchos em seco, acabaram por não causar ferimentos.
Também em Castro Daire, a GNR deteve outro homem, de 39 anos, empresário da restauração, por violência doméstica. A vítima ligou para a GNR a dizer que estava sequestrada em casa, com os filhos de 2 e 6 anos. A GNR resgatou-os e levou-os para uma instituição. O suspeito perseguiu-os e foi detido na posse de uma pistola.

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=F0FBF57C-5689-42B1-8B3F-EA30C30A2565&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010&h=3

Vítimas gastam mais 140 euros em saúde

A mulher vítima de violência doméstica tem um custo acrescido com a saúde de 140 euros por ano. O Sistema Nacional de Saúde paga 90%. Números apontados por Manuel Lisboa, director do Observatório Nacional de Violência e Género, ontem, em Coimbra.

Manuel Lisboa falava na primeira sessão do fórum "Empresas contra a Violência Doméstica", subordinada ao tema "Violência Doméstica e Condições de Trabalho". Uma iniciativa do Governo Civil de Coimbra que a secretária de Estado para a Igualdade, Elza Pais, que marcou presença, considerou "brilhante", por fornecer, pela primeira vez, um olhar sobre os reflexos da violência familiar no local de trabalho.

De acordo com Manuel Lisboa, ligado à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, 15% dos custos com a saúde resultantes da violência doméstica deve-se ao absentismo no trabalho. Para que não restem dúvidas sobre o impacto do fenómeno na esfera profissional e nos cofres do Estado. "Há clara relação entre o que se passa em casa e o que se passa no trabalho", sublinhou.

Manuel Lisboa, estudioso da área, explicou que a mulher vítima de violência doméstica tem mais dificuldade em conseguir emprego e, se estiver empregada, muito menos probabilidades de ser promovido (também devido á sua debilitada auto-estima). Por outro lado, corre muito mais riscos de se despedir - por imposição do parceiro - ou de ser despedida.
Estudos demonstram, ainda, que os filhos das mulheres alvo deste tipo de violência têm maior probabilidade de adoecer.
"Hoje, deve meter-se a colher"

A violência tem custos económicos. Tanto que, segundo um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, citado pela secretária de Estado para a Igualdade, os custos totais oscilam entre 1,6 e 2% do Produto Interno Bruto (PIB) de uma nação. Elza Pais não duvida: "Combater a violência doméstica é reforçar a competitividade do país".

A governante explicou que as queixas por violência doméstica aumentam, de ano para ano, porque o fenómeno tem conquistado visibilidade. E, a seu ver, isso "significa que está a ser combatido". Em 2009, foram apresentadas 30543 queixas - uma média de 84 por dia -, o que se traduz num aumento de 10,4% em relação ao ano anterior, observou Elza Pais.

"Combater a violência doméstica é combater valores enraizados e lutar pelos direitos humanos", defendeu, ainda, a secretária de Estado para a Igualdade.

O mesmo é falar no velho dito popular, segundo o qual "entre marido e mulher não se mete a colher". "Hoje, deve meter-se a colher", realçou o governador civil de Coimbra, Henrique Fernandes, sem deixar de lembrar que, antes do 25 de Abril, a Lei concedia ao homem os direitos de devassar a correspondência da mulher e autorizá-la, ou não, a sair do país.
Se, há cerca de dez anos, o número de queixas apresentadas correspondia a 1% do cenário global, dados de 2007 mostram que subiu para 12%. Mas Manuel Lisboa põe o dedo na ferida: "A maioria continua a calar".
Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1537413